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EF12EF05Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Experimentar e fruir, prezando pelo trabalho coletivo e pelo protagonismo, a prática de esportes de marca e de precisão, identificando os elementos comuns a esses esportes.

EsportesEsportes de marca Esportes de precisão
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF12EF05 da BNCC é um desafio bacana de trabalhar, viu? A ideia é que os meninos experimentem e curtam os esportes de marca e de precisão, mas o mais importante é que façam isso juntos, trabalhando em grupo e descobrindo como cada um pode ser protagonista do seu jeito. Quando a gente fala de esportes de marca, estamos falando de coisas como corrida, onde o tempo é importante. Já nos de precisão, tipo arco e flecha ou boliche, o lance é acertar o alvo. E olha que no 1º ano, tudo isso pode ser bem simples, mas precisa ser divertido e significativo pra eles.

A turma já traz do ano anterior uma noção básica de movimento e espaço. Eles sabem correr, pular, lançar objetos — coisas que a gente vai só lapidando e organizando em atividades mais estruturadas. O que eles precisam conseguir fazer com essa habilidade é perceber como cada joguinho ou atividade tem uma regrinha, um jeito certo de fazer pra alcançar um objetivo, seja ele marcar um tempo ou acertar um alvo. E claro, fazer isso juntos, conversando e colaborando entre eles.

Bom, vou contar agora umas três atividades que tenho feito com a minha turma pra trabalhar essa habilidade.

A primeira atividade é o "Circuito do Tempo". A gente usa cones, cordas e bambolês — coisas bem simples que temos na escola. Eu monto um circuito com esses materiais no pátio, como um percurso com obstáculos, tipo aqueles de corrida com barreiras. As crianças têm que completar o circuito no menor tempo possível. Divido a turma em pequenos grupos pra não ficar tumultuado e cada grupo tem seu próprio circuito. Dura uns 15 minutos por grupo. Eles adoram marcar o tempo dos colegas com os cronômetros dos celulares (com a minha supervisão, claro). Da última vez que fizemos isso, o Lucas tava cronometrando o tempo da turma dele e ficou todo animado quando viu que eles conseguiram fazer em menos tempo que os outros grupos. Isso gera uma empolgação saudável, porque eles começam a se ajudar mais pra melhorar o tempo.

A segunda atividade é o "Acerte o Alvo". Pra essa a gente precisa de bolas pequenas (pode ser bolinhas de tênis ou aquelas mais leves) e baldes ou cestos. Coloco os alvos a diferentes distâncias numa quadra e aí as crianças têm que jogar as bolas dentro dos cestos. Divido a turma em duplas ou trios, assim eles podem se ajudar e dar dicas uns para os outros. A atividade leva uns 20 minutos porque eles gostam de tentar muitas vezes até conseguir acertar todos os alvos. Eu lembro que na última vez a Ana Clara acertou todos os cestos logo na primeira tentativa e virou meio que a "técnica" do grupo dela, dando dicas pros amigos sobre como posicionar os braços e mirar. Foi legal ver esse protagonismo surgir naturalmente.

A terceira atividade é o "Boliche Criativo". Pra essa usamos garrafas PET como pinos e uma bola média (pode ser de vôlei ou de futebol). A ideia é montar pistas de boliche no pátio ou na quadra e as crianças jogam a bola tentando derrubar as garrafas. Aí dá pra organizar em rodadas como num jogo de boliche mesmo. Divido a turma em grupos pequenos pra que todos tenham bastante chance de jogar. Em cerca de meia hora a gente faz várias rodadas. Na última vez teve até dancinha da vitória quando um grupo derrubou todos os pinos na primeira jogada — era o grupo do Pedro Henrique, e ele ficou tão contente que saiu pulando pela quadra!

O importante nessas atividades é a interação entre eles. É ver eles discutindo estratégias, comemorando juntos as vitórias e pensando em como melhorar nas próximas tentativas. E eu sempre fico na escuta, incentivando a conversa entre eles e sugerindo melhorias quando vejo que estão meio perdidos.

Com tudo isso, acho que estamos conseguindo desenvolver não só a habilidade motoras específicas desses esportes mas também fortalecendo as relações entre eles — o tal do protagonismo coletivo que é tão falado mas precisa ser vivido na prática pra fazer sentido.

Bom, aí está um pouco do meu dia-a-dia trabalhando essa habilidade com os meninos do 1º ano. Espero que ajude vocês aí também! Se tiverem outras ideias ou quiserem compartilhar como fazem por aí, vou adorar saber. abraço!

A turma já traz uma energia incrível, sabe? E a gente precisa canalizar isso da melhor forma. Agora, como que eu percebo que eles estão realmente aprendendo? Olha, é tudo um exercício de observação mesmo. Quando eu vejo a galerinha envolvida, se ajudando, explicando um pro outro, aí eu tenho certeza de que alguma coisa tá rolando. Tipo assim, quando a Sofia, que é toda tímida, se anima e começa a explicar pro Pedro como ele pode melhorar o arremesso no basquete, eu penso: "Pronto! Ela entendeu o conceito de arremesso e ainda tá descobrindo que pode ajudar os outros".

Outra situação bacana é durante os jogos em grupo. Eu gosto de circular pela sala e ver como eles interagem. Se o João tá ali comandando a equipe e ajustando a estratégia pra acertar mais vezes no alvo durante uma brincadeira de boliche improvisada, sei que ele tá entendendo tanto a parte técnica quanto a importância de trabalhar em equipe. E quando eles começam a fazer perguntas uns pros outros, opinando sobre as práticas e refletindo sobre o que deu certo ou não, isso pra mim é um sinal claro de aprendizado. É ali que eu vejo que estão colocando em prática o que discutimos.

Mas claro que nem tudo são flores, né? Tem aqueles erros clássicos que acontecem. A Ana, por exemplo, vive confundindo a hora de lançar com força e quando precisa só dar um toque sutil. Tudo bem que esse erro é comum pra idade deles. É porque às vezes, na empolgação, eles não conseguem dosar bem a força e o foco. Aí o detalhe é lembrar de reforçar a ideia de precisão versus força e fazer algumas atividades específicas pra isso.

Outro erro frequente é a distração geral na hora das regras mais simples. O Lucas sempre esquece que tem uma ordem certa pra jogar e acaba furando fila ou atrapalhando o coleguinha. Acho que isso acontece porque eles ainda estão amadurecendo conceitos de paciência e espera. Quando pego meu amigo Lucas fazendo isso, paro tudo e relembro as regras com ele. Às vezes até peço pra ele me ajudar a explicar pros outros pra fixar melhor.

Agora, sobre lidar com a diversidade na sala, tenho dois casos bem interessantes: o Matheus e a Clara. O Matheus tem TDAH e é um desafio manter ele focado nas atividades por muito tempo. O que funciona com ele é dividir as atividades em partes menores e variar bastante os estímulos. Se estamos fazendo uma atividade de arremesso, coloco alvos coloridos em lugares diferentes do espaço e faço uma competição curta. Assim ele se mantém engajado sem se sentir sobrecarregado.

Já com a Clara, que tem TEA, a coisa é um pouco diferente. Ela precisa muito de rotina e previsibilidade nas atividades. Antes de começar qualquer prática nova, explico detalhadamente o que vai acontecer e uso cartazes visuais pra ela acompanhar cada etapa da atividade. Uma coisa legal que funciona são as histórias sociais; antes dos jogos mais complexos, contamos uma historinha curta sobre como será o jogo. Envolve ela na narrativa e ajuda bastante na compreensão.

O que não funcionou muito bem? Tentei uma vez um jogo de equipe com muita movimentação rápida e regras mudando toda hora pra ver o que acontecia. Foi uma confusão danada! O Matheus ficou agitado demais e a Clara confusa sem saber o que fazer na maior parte do tempo. Aprendi ali que é preciso balancear desafio com segurança.

No fim das contas, esse trabalho todo é um aprendizado constante também pra mim como professor. Cada dia é um novo dia cheio de descobertas com os meninos! E sabe, ver eles progredindo junto é recompensador demais. Vamos trocando ideia por aqui no fórum porque essa troca faz toda diferença na nossa prática diária.

Abraço aí pra todos! Até mais!

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