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EF12EF09Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Participar da ginástica geral, identificando as potencialidades e os limites do corpo, e respeitando as diferenças individuais e de desempenho corporal.

GinásticasGinástica geral
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade da BNCC, EF12EF09, eu entendo que a ideia é fazer a turma do segundo ano participar de atividades de ginástica de um jeito que eles consigam perceber as suas capacidades e limitações físicas. Sabe, é dar aquela chance pro aluno se olhar e pensar "Opa, isso aqui eu faço bem!" ou "Ih, aqui eu preciso melhorar". E o mais importante é respeitar que cada um tem seu tempo e seu jeito. Não é só sobre pular mais alto ou correr mais rápido, mas sobre reconhecer que cada corpo tem suas próprias características e habilidades.

Quando os meninos chegam no segundo ano, eles já trazem uma bagagem de experiências do primeiro ano. Muitos já sabem pular, rolar e brincar de coisas básicas de ginástica. O que eu procuro fazer é levar isso pra um nível um pouquinho mais estruturado, sempre com muita brincadeira no meio pra eles não perderem o interesse. A ginástica geral, pra mim, é uma forma de eles explorarem movimentos novos sem a pressão de um esporte competitivo. A ideia é todo mundo se divertir e aprender junto. E aí, eles vão percebendo coisas tipo "Nossa, eu sou bom em equilíbrio" ou "Olha, preciso melhorar minha flexibilidade".

Uma das atividades que eu faço é o circuito de habilidades. É simples e eficiente. Pro material eu uso cones, cordas, colchonetes e bambolês. Coloco os cones em zig-zag pra eles correrem em zigue-zague (trabalha agilidade), as cordas no chão como uma linha pra eles caminharem em cima (equilíbrio), os colchonetes pra fazerem rolamento (flexibilidade) e os bambolês pro pulo (coordenação). Organizo a turma dividindo em grupos pequenos, tipo 4 ou 5 alunos por estação. Cada grupo passa uns cinco minutos em cada estação e depois troca. Essa atividade leva uns 30 minutos no total. A última vez que fizemos essa atividade foi bem engraçada porque o João tropeçou num colchonete enquanto tentava fazer um rolamento e caiu de um jeito tão desajeitado que todos caímos na risada. Ele mesmo levantou rindo, falando que tinha descoberto uma nova maneira de rolar.

Outra atividade é a dança criativa. Uso uma caixinha de som e seleciono músicas bem animadas e variadas. A ideia é colocar uma música tocar e deixar os meninos criarem movimentos livres baseados no que estão ouvindo. A turma fica espalhada pelo espaço da quadra ou da sala de aula mesmo, depende do tempo lá fora. Deixo uns 10 minutos pra eles inventarem os movimentos e depois mais uns 10 pra cada um mostrar o que inventou se quiserem (não forço ninguém a se apresentar). As reações são bem variadas: a Ana sempre fica super animada e cria umas coreografias super legais; já o Lucas fica mais na dele, mas aos poucos vai se soltando quando vê que ninguém tá julgando.

A terceira atividade favorita da turma é a "estátua". É bem simples: enquanto toca a música todos se movem livremente pela sala ou quadra correndo, pulando ou dançando. Quando a música para, todos devem congelar na posição em que estão. Quem se mexer sai do jogo até começar de novo. Essa atividade dura cerca de 20 minutos porque eles nunca querem parar! Uma situação engraçada dessa atividade foi quando a Beatriz resolveu parar na posição de flamingo só numa perna e com os braços abertos — ela ficou tão concentrada em não cair que acabou puxando todo mundo pra brincar igual.

Essas atividades são ótimas porque deixam claro pros alunos como cada um tem seu jeito único de se mexer e criar, tira aquela pressão de ser "o melhor" em alguma coisa específica. Isso tudo ajuda bastante na parte do respeito às diferenças individuais. Eles começam a entender que todo mundo tem algo especial pra oferecer, mesmo que não seja da mesma forma ou no mesmo ritmo dos colegas.

No fim das contas, o legal é ver como os meninos se desenvolvem ao longo do tempo — tanto fisicamente quanto no respeito ao outro. E aí você percebe que tá no caminho certo quando o próprio aluno chega e fala "Prof., hoje eu consegui ficar mais tempo equilibrado!" ou "Hoje eu consegui rolar sem cair!". É nessas horas que o esforço faz sentido.

Bom, nesse embalo aí dá pra ver como trabalhar essa habilidade da BNCC pode ser divertido e desafiador ao mesmo tempo. É só questão de adaptar as atividades pro nível deles e manter tudo num clima leve e descontraído. E assim vamos indo! Até a próxima!

Então, quando os meninos chegam no segundo ano, eles ainda estão descobrindo o que conseguem fazer com seus corpinhos. E olha, dá pra perceber que eles entenderam o que a gente tá tentando ensinar de várias formas. Por exemplo, quando eu tô circulando pela classe ou pelo pátio durante as atividades, dá pra ver nos olhos deles quando a ficha cai. Um dia, durante uma atividade de saltos, a Júlia tava lá bem concentrada e de repente veio correndo me contar: "Professor, consegui pular igual ao João!" É nessas horas que você percebe que eles se ligaram na própria evolução.

Outra coisa bacana é quando eles começam a se ajudar. Uma vez, vi o Lucas explicando pro Pedro como equilibrar melhor na trave. Ele falou: "Ó, se você abrir os braços assim, tipo um avião, fica mais fácil." E não é que funcionou? Ver um aluno ajudando o outro é sinal claro de que ele já entendeu bem a coisa e tá pronto pra compartilhar com os colegas. Isso me deixa todo orgulhoso.

Agora, claro que nem tudo são flores. Tem uns erros comuns que a turma sempre comete. Um deles é a questão do espaço pessoal na hora das atividades. Às vezes, na empolgação de correr ou pular, um acaba atropelando o outro. Aí a Maria uma vez se atrapalhou e esbarrou no Caio durante uma corrida e lá foi um tropeçando no outro. Isso acontece porque eles ainda tão aprendendo noção de espaço e coordenação motora. Quando vejo isso acontecendo, paro a atividade e converso com eles sobre manter distância e respeitar o espaço do colega. Faço isso mostrando na prática: "Vem cá, Maria, tenta de novo aqui ao lado do Caio, mas agora mantém esse espacinho entre vocês."

Outro erro comum é exagerar na força. O Rafael sempre tem essa mania de jogar a bola forte demais. Aí durante um jogo de passe, ele manda a bola com tanta força que às vezes machuca o amiguinho. Quando pego isso na hora, dou aquela pausa básica e mostro pra ele como fazer devagarinho: "Ó Rafa, tenta lançar assim, tipo mais devagar até chegar nas mãos do colega." E vou reforçando isso ao longo do tempo.

Falando agora do Matheus que tem TDAH e da Clara que tem TEA... Bom, esses dois são desafios maravilhosos! Com o Matheus, o negócio é manter ele engajado sem deixar ele se perder muito nas distrações. Faço isso dividindo as atividades em partes menores e dando pequenas tarefas pra ele cumprir de forma rápida. Além disso, dou feedbacks constantes tipo "Muito bom! Agora tenta esse outro jeito." Ele responde bem a isso porque sente que tá sempre fazendo algo novo.

Já com a Clara, o foco é na previsibilidade e estrutura. Sempre explico antes como será a atividade do dia pra ela saber exatamente o que esperar. E uso materiais visuais como cartões coloridos pra indicar etapas da atividade. Ela adora porque consegue ver claramente o que vem a seguir e fica mais tranquila. Uma coisa que não funcionou foi mudar a ordem das atividades em cima da hora sem avisar antes — isso acabou deixando ela ansiosa.

E assim vou ajustando as atividades pra incluir todo mundo da melhor forma possível. Claro que não é sempre perfeito — às vezes erro também — mas a ideia é aprender junto com eles.

Bom pessoal, acho que por hoje é isso! Espero que essas histórias ajudem vocês aí também no dia a dia da sala de aula. E se tiverem dicas ou histórias parecidas, compartilhem aí! Até a próxima conversa! Abraço!

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