Olha, pessoal, trabalhar essa habilidade EF12EF11 com a garotada do 2º ano é um barato! Quando a gente olha pro que tá escrito na BNCC, parece complicado, mas na prática é bem mais simples do que parece. A ideia é fazer com que os meninos experimentem e curtam diferentes tipos de danças que fazem parte da cultura deles e da região onde vivem. Isso significa que não estamos só falando de dançar como se fosse numa coreografia, mas sim de eles sentirem a música, entenderem o ritmo e perceberem como essas danças fazem parte do dia a dia da comunidade deles.
Quando a gente fala de "experimentar e fruir", pensa naquela sensação boa de brincar e se divertir enquanto se mexe. E recriar, bom, é quando eles pegam essa dança que aprenderam e dão o toque pessoal deles, respeitando o jeito único de cada um dançar. No ano anterior, muitos já tinham um pouco de contato com essas brincadeiras rítmicas, tipo as rodas cantadas, que são aquelas músicas que a gente canta em círculo e vai fazendo os movimentos. Então, dá pra dizer que eles já têm uma noção básica, mas agora é hora de aprofundar e deixar eles experimentarem mais.
Agora deixa eu contar como eu faço isso na prática com a turma. A primeira atividade que eu sempre faço é uma roda cantada. Não precisa de muito: só um espaço livre na sala ou até no pátio. Normalmente eu levo um pandeiro ou um tamborim, mas dá pra fazer só com palmas também. A ideia é ensinar uma música simples, tipo “Ciranda Cirandinha”. A turma faz um círculo e a gente canta juntos enquanto rodamos. É uma atividade que dura uns 15 minutos no máximo e é sempre sucesso! Eles adoram! Semana passada mesmo, o Joãozinho tava meio tímido no começo, mas aí começou a soltar a voz e até puxou o ritmo num momento. Foi muito legal ver ele se soltando!
A segunda atividade que eu costumo fazer são as brincadeiras rítmicas com desafios. Aqui eu uso algumas fitas coloridas pra marcar o chão em linhas ou círculos e uma caixa de som pra tocar músicas regionais. Divido a turma em duplas ou pequenos grupos e cada grupo tem que criar um movimento diferente pra um trecho da música. Dá uns 20 minutos no total: 10 pra criação e 10 pra apresentação dos grupos. No começo, eles ficam meio perdidos sem saber o que criar, mas depois alguém tem uma ideia e todo mundo embarca. Uma vez, a Mariazinha inventou um passo meio engraçado imitando um caranguejo, e virou hit entre os colegas!
E pra fechar, uma das atividades mais esperadas é o tal "Bailão das Regiões". Aí é grandioso! A gente organiza como se fosse uma pequena festa na sala mesmo. Peço pros meninos pesquisarem em casa com os pais sobre uma dança típica da região deles ou de onde os avós vieram. Eles trazem pro dia do bailão algum acessório típico, pode ser um chapéu de palha pra quem escolheu danças nordestinas ou qualquer coisinha simples que represente aquela cultura. Durante o bailão, quem quiser pode apresentar um pouquinho do que aprendeu sobre a dança escolhida. E não tem erro: vira uma grande troca cultural! O tempo varia bastante aí porque depende do tanto de apresentações que vão rolar, mas costumo reservar uns 40 minutos.
Uma situação marcante foi quando o Pedrinho trouxe um chocalho feito em casa com latas de refrigerante pro bailão. Ele explicou pro pessoal como os pais dele usavam isso nas festas juninas da família no interior do estado. Foi emocionante ver as crianças tão empolgadas com as histórias umas das outras e respeitando cada detalhe diferente.
Então é isso! Trabalhar essa habilidade é mais sobre criar um ambiente onde eles possam se expressar livremente e se conectar com a cultura local e regional de forma divertida. As crianças não apenas aprendem novas danças, mas também sobre respeito às diferenças e valorização das raízes culturais de cada um. É incrível ver como eles crescem e se desenvolvem nesses momentos.
E aí? Como vocês estão trabalhando essa habilidade nas turmas de vocês? Quero saber das experiências também!
Aí, quando a gente fala de "experimentar e vivenciar", não é só botar música pra tocar e esperar que eles saiam dançando. É um processo de ir observando, sentindo o que cada um tá entendendo e como tão se conectando com a atividade. E olha, tem várias formas de perceber se os meninos pegaram o jeito da coisa sem precisar aplicar aquela prova formal. Tipo assim, quando eu tô circulando pela sala, eu fico atento nos olhares deles, nas expressões quando a música começa. Quando vejo um sorrisão no rosto da Júlia, por exemplo, já sei que ela tá curtindo e entrando no clima.
Outra coisa é ouvir as conversas entre eles. Às vezes, o Pedro tá ali falando pro João como ele percebeu que precisa mexer mais os braços pra acompanhar o ritmo. É nesses momentos que você vê que a mensagem tá chegando. E quando um aluno explica pro outro, como a Mariana fazendo um "tutorial" de passos de dança pro Lucas, aí você sabe que a compreensão já passou do nível básico.
Teve uma vez que o Davi foi mostrar um passo de uma dança lá do nordeste que a gente tava aprendendo e ele começou a explicar pros amigos como o movimento fazia parte da história das festas juninas. Cara, naquele momento eu pensei: "Ah, esse entendeu mesmo!" Porque ele conectou o movimento com a cultura, que é exatamente o que a gente quer.
Agora, com essa habilidade vêm alguns erros comuns. Tipo, tem vezes que os meninos acabam achando que dançar é só pular sem ritmo. O Miguel, por exemplo, tem uma energia incrível, mas às vezes se empolga tanto que esquece do ritmo da música. Isso acontece porque eles tão ainda desenvolvendo essa percepção rítmica e é normal. Quando eu noto isso na hora, procuro mostrar pra ele como contar os tempos da música pode ajudar. Aí peço pra galera bater palmas com a batida pra ajudar a internalizar o ritmo antes de começar a dançar de novo.
Outra situação comum é quando eles não se conectam com a dança por achar que é "coisa de menina". O Caio já me falou isso uma vez, dizendo que não queria dançar porque era bobo. Eu expliquei pra ele que dançar é pra todo mundo e contei que grandes atletas usam dança pra melhorar coordenação e equilíbrio. Ele acabou se empolgando mais quando viu que podia ajudar no futebol!
Agora, sobre lidar com o Matheus e a Clara: com o Matheus, que tem TDAH, a gente precisa dar uma atenção diferente. Ele se distrai fácil, então procuro manter as atividades bem dinâmicas e costumo dividir as instruções em partes menores. Quando percebo que ele tá começando a perder o foco, chamo ele pelo nome e dou alguma tarefa mais ativa pra ele fazer na hora, tipo ajudar a contar os tempos da música ou liderar um movimento simples. Isso traz ele de volta pro momento e ajuda bastante.
Com a Clara, que tem TEA, o desafio é diferente. Ela precisa de uma rotina mais estruturada e previsível. Então eu sempre explico antes todo o passo-a-passo do que vamos fazer no dia e uso imagens pra ajudar ela a visualizar os movimentos antes de tentar fazê-los. Às vezes ela fica sobrecarregada com muitos estímulos ao mesmo tempo, então deixo ela parar um pouquinho quando precisa pra se acalmar num cantinho mais sossegado.
O que funcionou bem foi usar sinais visuais junto com música mais suave no começo das atividades. Tem uma vez que tentei usar músicas muito agitadas logo de início e vi que não deu certo pra Clara – ela ficou desconfortável e não conseguiu participar. Aprendi com isso e agora sempre começo mais devagar.
Bom, pessoal, é isso aí sobre trabalhar essa habilidade EF12EF11 com os pequenos! É um desafio constante, mas cada sorriso e cada descoberta feita por eles no processo valem muito a pena. Se alguém tiver outras dicas ou quiser compartilhar experiências também, tô sempre aqui pra trocar ideia! Valeu!