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EF35EF02Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Planejar e utilizar estratégias para possibilitar a participação segura de todos os alunos em brincadeiras e jogos populares do Brasil e de matriz indígena e africana.

Brincadeiras e jogosBrincadeiras e jogos populares do Brasil e do mundo Brincadeiras e jogos de matriz indígena e africana
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF35EF02 da BNCC, que é sobre planejar e utilizar estratégias pra garantir que todos os alunos participem de brincadeiras e jogos populares do Brasil e de matriz indígena e africana, eu sempre penso que é mais sobre inclusão e respeito às diferenças do que qualquer outra coisa. Na prática, os meninos têm que aprender a jogar pensando no outro, sabe? É tipo garantir que ninguém vai ficar de fora porque não conhece a brincadeira ou porque não tem habilidade suficiente. Eles precisam conseguir adaptar as regras, criar combinações ou pensar em formas de integrar todo mundo.

Por exemplo, se a gente vai jogar um jogo mais tradicional como a queimada, eles precisam saber como ajustar o jogo pra incluir quem tem mais dificuldade de correr ou pra aqueles que têm algum tipo de limitação física. E isso também envolve conversar com a turma sobre o valor dessas brincadeiras no contexto cultural brasileiro, incluindo aquelas de matriz indígena e africana. Os meninos já vêm com uma noção básica disso do segundo ano, porque lá eles fazem muitas atividades em grupo e começam a entender que brincar junto é melhor do que brincar sozinho.

Agora, vou contar umas atividades práticas que faço com os meninos do terceiro ano. Eu gosto de trabalhar com coisas simples, então a primeira atividade que faço é o "Jogo das Cinco Marias", mas numa versão adaptada. A gente usa saquinhos de areia ou pedrinhas pequenas, coisa fácil de conseguir. Eu organizo a turma em pequenos grupos, cada um com seu material. Essa atividade leva uns 20 minutos. A reação dos alunos é sempre boa porque eles adoram o desafio de pegar as pedrinhas enquanto jogam uma pra cima. Da última vez que fizemos, o Joãozinho começou todo sem jeito, mas depois de algumas rodadas ele já tava pegando o jeito. Aí a Mariazinha, que era mais experiente, começou a dar dicas pra ele melhorar. No final, ele mesmo criou um jeito diferente de jogar e foi muito bacana ver essa troca entre eles.

Outra atividade que faço é o "Cabo de Guerra", mas tiro o sentido competitivo e coloco um sentido mais colaborativo. Uso uma corda resistente e separo a turma em dois grupos grandes. A ideia aqui é eles aprenderem a controlar a força e a trabalhar juntos, senão ninguém ganha. Isso leva uns 15 minutos e é sempre uma festa! Na última vez que fizemos, a Ana se destacou como líder do grupo dela e começou a motivar todo mundo. Teve um momento engraçado quando o Carlos puxou com tanta força que quase todo mundo caiu no chão, mas eles riram muito disso e perceberam que precisavam ajustar a força pra não derrubar ninguém.

Pra incluir jogos de matriz indígena e africana, eu sempre faço questão de trabalhar com o "Jogo da Onça". É um jogo de tabuleiro simples que dá pra desenhar no chão com giz ou fazer com papelão. Nele, uma onça tenta capturar as outras peças (os cachorros), enquanto os cachorros tentam prender a onça cercando ela. Faço com grupos menores ou até duplas e isso pode levar uns 30 minutos. Os meninos gostam bastante porque exige estratégia e raciocínio. Na última vez que jogamos, o Pedro conseguiu prender a onça da Júlia fazendo uma jogada bem inteligente e ela ficou impressionada. Eles acabam se divertindo muito e aprendem sobre como esses jogos eram importantes nas comunidades indígenas.

O legal dessas atividades é que cada uma traz desafios diferentes pros alunos e faz eles pensarem em estratégias novas pra incluir todo mundo no jogo. O importante é sempre lembrar eles de perguntar pro colega se tá tudo bem, se ele entende as regras ou se há algo que ele quer mudar pra ficar melhor ou mais justo.

No fim das contas, trabalhar essa habilidade é mais sobre ensinar valores como empatia, respeito e cooperação do que apenas saber jogar os jogos em si. Ver os alunos mais tímidos se sentirem à vontade pra participar ou os mais habilidosos ajudando os outros faz valer todo esforço. E eu acho super importante também trazer essas raízes culturais pra sala de aula porque enriquece o aprendizado deles e promove um respeito maior pela diversidade cultural do nosso país. Então é isso aí, galera! Espero ter ajudado quem tá começando agora ou quem quer dar uma renovada nas atividades!

Olha, perceber que o aluno aprendeu sem aplicar uma prova formal é mais questão de observação mesmo, sabe? Eu tô sempre circulando pela sala, ouvindo as conversas, vendo como eles interagem entre si. Um momento que me marcou foi quando o Pedro tava explicando pro Thiago como funciona a brincadeira de "Cai no poço", que é uma dessas que a gente trabalha. Ele tava tão empolgado contando as regras que eu percebi que ele realmente tinha entendido a essência da coisa, que não era só sobre seguir regras, mas também adaptar elas pra incluir todo mundo. Quando você vê um aluno ensinando outro, é sinal de que ele absorveu o conhecimento de verdade.

Aí tem as conversas entre eles. Às vezes você escuta a Ana falando pra Sara algo tipo "Ei, vamos mudar essa parte da brincadeira pra dar certo pra todo mundo", e aí eu penso: "Poxa, é isso!". Eles tão aplicando o que aprenderam sobre inclusão sem nem perceber. O legal é ver essas pequenas atitudes no dia a dia. Cada ajuste que eles fazem pra garantir que o João, por exemplo, consiga jogar é uma prova viva de aprendizado.

Agora, sobre os erros... Bom, os erros mais comuns são de interpretação e às vezes resistência a mudar as regras. O Lucas, por exemplo, uma vez insistiu pra jogar "Bola ao ar" da forma tradicional porque ele não queria mudar as regras pro Gabriel participar. Então eu precisei intervir, explicar de novo sobre a importância de adaptar as brincadeiras. Às vezes eles têm essa dificuldade porque tão muito acostumados com uma forma só de jogar e têm medo que a mudança tire a "graça" da coisa. Nessas horas, eu paro tudo e converso com eles sobre como as diferenças podem deixar a brincadeira mais interessante. E olha, quando pego o erro na hora, o importante é não criticar a criança de cara. Eu vou guiando eles com perguntas do tipo "Como vocês acham que dá pra fazer diferente?" ou "E se a gente tentasse assim?".

Agora vamos falar do Matheus e da Clara. Cada um tem suas particularidades e precisa de um olhar diferente. O Matheus tem TDAH e é cheio de energia. Com ele, eu precisei ajustar algumas atividades pra dar conta dessa energia toda. Eu sempre deixo ele numa posição onde ele possa se movimentar um pouco mais sem sair da proposta da atividade, tipo liderar uma parte da brincadeira ou ser responsável por explicar as regras pro grupo. Isso dá pra ele um foco e diminui a chance dele se dispersar.

Já com a Clara, que tem TEA, eu trabalho com planejamento visual das atividades. Eu uso cartões com desenhos simples mostrando cada etapa da brincadeira. Funciona super bem porque ela consegue visualizar o que vem em seguida e isso deixa ela mais confortável e engajada. Lembro que no começo tentei usar só explicações verbais e percebi que ela ficava perdida e um pouco ansiosa.

Outra coisa importante é o tempo das atividades. Eu sempre tento respeitar o ritmo deles. Com o Matheus, faço pausas curtas regulares porque ele precisa desse tempo pra relaxar um pouco e depois voltar focado. Já com a Clara, dou mais tempo no início pra ela se ambientar antes de começar qualquer atividade.

O material também varia muito. Enquanto com a turma toda posso usar bolas ou cordas normais, pro Matheus eu uso bolas menores ou aquelas que fazem barulho pra chamar atenção dele sem ser muito disruptivo. Pra Clara ter sucesso nas atividades sensoriais que usam luzes ou sons suaves ajuda muito.

E é isso aí, galera! Ensinar essa habilidade vai muito além do conteúdo teórico; é olhar pro aluno como indivíduo único dentro daquela sala cheia de diversidade. A prática do dia a dia me faz repensar sempre os métodos e buscar maneiras melhores de incluir cada um deles nas atividades. Espero ter trazido algo útil pra vocês também. A gente se fala nos próximos posts! Abraço!

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