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EF35EF05Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Experimentar e fruir diversos tipos de esportes de campo e taco, rede/parede e invasão, identificando seus elementos comuns e criando estratégias individuais e coletivas básicas para sua execução, prezando pelo trabalho coletivo e pelo protagonismo.

EsportesEsportes de campo e taco Esportes de rede/parede Esportes de invasão
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, essa habilidade EF35EF05 da BNCC aí é um baita desafio, mas também é uma oportunidade incrível pra gente trabalhar com os meninos a questão dos esportes e da colaboração em equipe. Não vou mentir, quando vi esse código cheio de letras e números, fiquei meio perdido. Mas aí peguei pra entender na prática: a ideia é que a garotada experimente e entenda diferentes tipos de esportes, desde os de campo e taco até os de rede/parede e invasão. Basicamente, a molecada tem que identificar o que esses esportes têm em comum e bolar estratégias pra jogar tanto individualmente quanto em equipe. No fim das contas, a ideia é que eles curtam e participem ativamente.

Já tenho visto, desde a série anterior, como os alunos curtem aqueles jogos mais simples de passar bola, tipo queimado ou pique-bandeira. É legal porque eles já têm uma noção básica de espaço, de como se posicionar e tal. E aí esse lance da BNCC vem pra expandir isso, jogando eles em contextos mais variados onde precisam pensar no coletivo, criar estratégias juntos e ainda se divertir com isso.

Bom, vou contar aqui três atividades que tenho feito com essa turma do 3º Ano que estão funcionando bem:

A primeira atividade que fizemos foi um mini-torneio de "Queimada Estratégica". Esse jogo já é um velho conhecido deles, mas aí coloquei um twist: além de jogar tradicionalmente, incluí algumas regras onde eles precisam salvar colegas, proteger determinadas áreas do campo e até bolar uma estratégia pra recuperar bolas extras escondidas por mim. Usei cones pra delimitar o espaço e bolas leves de borracha. A turma foi dividida em times de 5 ou 6 alunos cada, e cada partida durava uns 15 minutos. Quando fizemos essa atividade da última vez, o João se destacou. Ele, que sempre foi mais quieto na sala, acabou virando o líder do time sem perceber. Lembro dele gritando: "Pessoal, vamos fazer uma barreira aqui na frente!" E não é que a galera seguiu ele? Foi massa ver o protagonismo dele ali.

Outra prática legal foi o "Desafio do Taco Adaptado". Aqui eu usei tacos feitos com cabo de vassoura (porque né, orçamento de escola pública é assim mesmo) e bolinhas de tênis. Dividi a galera em duplas e o objetivo era acertar alvos espalhados pelo pátio com as bolinhas, usando os tacos como ferramenta. Cada rodada durava uns 10 minutos. O legal foi quando a Ana Luísa conseguiu acertar um alvo difícil bem no finalzinho da aula. Ela me disse: "Professor, eu achava impossível acertar aquele!" A turma toda comemorou junto com ela e eu percebi como esse tipo de atividade ajuda a aumentar a confiança deles.

Por último, fizemos algo chamado "Batalha das Redes Imaginárias", onde simulei uma partida de vôlei sem rede real. Só usei linhas desenhadas no chão com giz pra delimitar as áreas dos times e bolas de vôlei. A turma foi dividida em dois grupos grandes e cada partida durava uns 20 minutos. A ideia era trabalhar a coordenação e o trabalho em equipe sem focar tanto nas regras formais do vôlei. E olha só que engraçado: o Lucas estava super empolgado tentando ensinar a galera a melhor forma de passar a bola pro outro lado sem fazer falta. No meio da partida ele gritou: "Ei pessoal! Juntem as mãos assim ó", mostrando como fazer o movimento certo. Foi hilário porque ele parecia um técnico profissional!

O mais interessante nessas atividades é ver como eles começam a perceber que um esporte não é só correr atrás da bola ou taco. Eles começam a pensar em como chegar até o gol ou acertar o alvo juntos e como comunicar isso pro time todo. Isso contribui demais pro desenvolvimento social deles também.

Enfim, pessoal, trabalhar essa habilidade EF35EF05 tem sido uma jornada cheia de descobertas tanto pra mim quanto pros alunos. É gratificante ver eles se desafiando e pensando coletivamente enquanto se divertem. Se você ainda não tentou algo assim com sua turma, super recomendo! É isso aí, espero ter ajudado vocês com essas ideias práticas pra nossa realidade. Até mais!

Bom, continuando aqui sobre a EF35EF05... Como eu percebo que um aluno realmente entendeu sem precisar aplicar uma prova formal? Ah, isso é questão de feeling e observação mesmo. Eu fico bem de olho em como os meninos interagem durante as atividades. Aí tem aqueles momentos mágicos que você tá andando pela sala e vê, por exemplo, o Pedro explicando pro Lucas como ele pode se posicionar melhor no campo pra pegar a bola antes dela passar. É quando você escuta a conversa deles sobre táticas, sobre como o time adversário tá jogando, que você percebe que eles estão sacando a coisa.

Uma vez, eu vi a Mariana explicando pra Alice uma estratégia de defesa num jogo de queimada. Ela falou algo tipo: "Alice, fica mais pro meio e menos na lateral, assim você consegue ajudar a pegar as bolas que o pessoal do fundo não alcança." Aí é quando eu penso: "Ah, essa entendeu direitinho a dinâmica do jogo."

Claro que nem tudo são flores! Tem erros que os meninos cometem direto. O João, por exemplo, sempre quer correr com a bola de futsal na mão! Parece até handebol e ele não percebe de primeira. Aí eu tenho que lembrar o menino: "João, olha, no futsal só usa o pé!" Isso acontece porque eles misturam as regras dos esportes, e é normal num primeiro momento. Eles estão aprendendo ainda a diferenciar um esporte do outro nas suas particularidades.

E tem também a Sofia que às vezes esquece completamente de observar o time dela. Ela fica focada só na bola e perde a noção de equipe. Na hora do jogo de vôlei, por exemplo, em vez de deixar a bola pro colega quando ela não está bem posicionada, ela vai lá e tenta bater de qualquer jeito. Nessas horas eu paro tudo e falo: "Sofia, olha pro lado! Faz o passe e confia no time."

Já com o Matheus, que tem TDAH, é um desafio extra. Ele tem uma energia que parece não acabar nunca e às vezes fica difícil pra ele manter o foco num esporte só por muito tempo. O que faço é variar bastante as atividades, mudando o ritmo delas. Se estamos num jogo de basquete por muito tempo e vejo que ele tá começando a se dispersar, eu mudo pra algo mais dinâmico como um pega-pega adaptado.

Pro Matheus funcionar bem, eu uso materiais bem visuais. Tipo cones coloridos pra marcar as áreas do campo ou placas com as regras básicas. Sempre dou uns toques pessoais nele durante as atividades também. Um dia desses, ele tava meio agitado durante uma atividade de arremesso e eu falei: "Matheus, vamos tentar acertar aquele cone vermelho ali? Foca nele." Isso ajuda a canalizar a atenção dele em objetivos mais claros.

Com a Clara, que tem TEA, eu já trabalho diferente. Estruturo as atividades dela com mais previsibilidade. Eu sempre mostro antes como vai ser a atividade, faço um passo a passo com ela. E sempre falo pra turma sobre respeitar o tempo dela se posicionar ou participar de maneira diferente. Outro dia estávamos jogando peteca e achei legal como ela ficou confortável ao ficar nas laterais do grupo; ela se movia conforme seus tempos e necessidades.

Pra ajudar ainda mais a Clara, uso fichas visuais com os passos das atividades. Tentei uma vez usar um cronômetro sonoro pra marcar o tempo da atividade pra turma toda e achei que seria inclusivo pra Clara ver quanto tempo faltava pra acabar. Mas não deu muito certo porque o som acabou incomodando ela ao invés de ajudar... Fica aí o aprendizado.

Enfim, galera, trabalhar com essa habilidade EF35EF05 é desafiador mesmo porque envolve muita coisa ao mesmo tempo: entender esportes diferentes, trabalhar em equipe e respeitar suas próprias diferenças e limitações. Mas ver cada pequeno avanço dos alunos é gratificante demais! Então é isso por hoje pessoal, quem tiver alguma dica ou quiser trocar uma ideia sobre esses desafios aí na sala, tô por aqui! Abraço!

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