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EF35EF07Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Experimentar e fruir, de forma coletiva, combinações de diferentes elementos da ginástica geral (equilíbrios, saltos, giros, rotações, acrobacias, com e sem materiais), propondo coreografias com diferentes temas do cotidiano.

GinásticasGinástica geral
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF35EF07 da BNCC, o que eu entendo mesmo é que a gente tá falando de fazer os meninos se mexerem e se divertirem enquanto aprendem a brincar com as possibilidades do corpo. Não é só sobre fazer uma acrobacia bonita, mas sobre experimentar, criar e, principalmente, fazer isso junto com os outros. Eu vejo muito como a oportunidade deles entenderem que o movimento pode contar uma história ou expressar uma ideia do cotidiano. É tipo assim: eles têm que conseguir pensar em como fazer um salto e um giro se conectarem pra representar, sei lá, o movimento das ondas do mar. É pegar algo que eles já sabem fazer – tipo pular e girar – e dar um sentido novo pra isso.

Na turma do 3º ano, eles já vêm com uma base interessante de movimentos básicos da Educação Física, né? Coisa que eles aprenderam lá no 2º ano mesmo. Já sabem correr, pular, girar... mas agora é o momento de juntar essas coisas de um jeito criativo e coletivo. É muito legal ver quando eles começam a perceber que podem combinar essas coisas todas pra criar algo maior. Eles começam a se soltar mais e ver que o corpo pode ser uma ferramenta de expressão bem rica.

Uma das primeiras atividades que eu gosto de fazer é o “Jogo dos Elementos”. A gente usa materiais super simples: colchonetes e fitas coloridas. Divido a turma em pequenos grupos, normalmente de 4 ou 5 alunos. Dou uns 20 minutos pra essa atividade. Eu explico que cada cor de fita corresponde a um tipo de movimento: azul para equilíbrio, vermelho para salto, verde para giro, e por aí vai. Aí eu peço pra eles criarem uma sequência de movimentos usando pelo menos três elementos diferentes. Na última vez que fiz isso, o Joãozinho tava tão empolgado que decidiu incorporar um “passinho” de dança entre os movimentos, e a galera toda adorou! Os meninos reagem super bem porque transforma o movimento em um quebra-cabeça divertido.

Outra atividade que a turma curte muito é o “Circo da Nossa Vida”. Pra essa eu uso bambolês, cones e bolas leves. Organizo a aula em um circuito bem flexível, onde cada estação representa uma cena ou situação do cotidiano – tipo assim, atravessar uma ponte imaginária ou desviar de obstáculos num parque. Cada grupo escolhe um tema pra trabalhar e criar sua própria estação. Deixo uns 30 minutos pra essa tarefa porque envolve muita conversa entre eles até se decidirem sobre o tema e os movimentos. Lembro de um dia em que a Mariana sugeriu que o grupo dela imitasse o trânsito caótico da cidade, com giros e saltos imitando carros desviando uns dos outros. Foi hilário e super criativo! A turma toda se envolve muito porque eles gostam dessa ideia de transformar situações corriqueiras em algo lúdico.

E tem também uma atividade bem legal que chamo de “Coreografia do Cotidiano”. Essa geralmente levo mais tempo – uns 45 minutos – porque envolve um pouco mais de preparação. Uso música instrumental como fundo e deixo disponível tecidos coloridos pro pessoal usar como quiser nas apresentações deles. Divido os alunos em duplas ou trios, e cada grupo escolhe um tema simples do dia a dia: pode ser acordar pela manhã, ir à escola ou até mesmo algo como um piquenique no parque. Eles então criam uma pequena coreografia misturando equilíbrios, giros e acrobacias simples. Na última vez que fizemos isso, foi incrível ver a dupla da Ana e do Pedro representando um dia chuvoso – usaram os tecidos pra simular guarda-chuvas enquanto faziam giros e saltos por “poças d’água”. O retorno é sempre muito positivo porque une criatividade com movimento físico.

Essas atividades ajudam não só na habilidade motora dos meninos mas também no desenvolvimento social – eles precisam trabalhar juntos, ouvir as ideias dos outros e decidir em grupo qual o melhor caminho pra seguir com a atividade. E também vejo muita evolução na confiança deles; quem era mais tímido começa a se soltar mais ao perceber que tem espaço pra sua criatividade ali.

Enfim, trabalhar essa habilidade é sempre cheio de surpresas boas porque acaba aproximando os alunos uns dos outros e deles mesmos se verem como capazes de criar em equipe. E por hoje é isso! Espero ter dado umas ideias legais aí pra quem tá pensando em formas novas de trabalhar a ginástica geral nas turmas.

E o lance é que perceber quando o aluno realmente aprendeu isso é mais um trabalho de observação do que de aplicação de prova, né? Aí, no dia a dia, você vai sacando pelas pequenas coisas. Tipo, quando eu vejo a Mariazinha explicando pro Joãozinho como ele pode melhorar o jeito de pular nos exercícios. Ela fala com ele de um jeito tão natural que dá pra ver que ela realmente entendeu o conceito e tá se sentindo confiante pra compartilhar isso. Ou quando tô circulando pela sala e escuto os meninos conversando entre eles, discutindo a melhor estratégia pra conectar os movimentos numa sequência que faz sentido. Dá pra perceber que eles estão mesmo pensando no que tão fazendo, não tão só imitando. Um dia desses, o Lucas surpreendeu todo mundo. Ele tava tentando criar uma sequência de movimentos e começou a explicar pros colegas como ele via a coisa toda na cabeça dele. E olha, foi aí que eu vi que ele tinha não só entendido como tava usando a criatividade pra inovar.

Agora, sobre os erros comuns... Eles acontecem, e muito! É normal. Um erro bem recorrente é na hora de fazer sequências de movimentos. A galera se empolga demais e esquece de pensar em como ligar um movimento no outro. Tipo o Pedrinho, ele sempre começa com um salto incrível, mas aí, do nada, não sabe como continuar e fica parado no meio do caminho. Esse erro geralmente rola porque eles focam mais no quão legal é o movimento individual e menos na fluidez da sequência. Quando eu pego esse erro na hora, paro tudo e falo pra eles pensarem no caminho todo, não só nos pontos altos da apresentação.

Tem também a questão da segurança. Às vezes a empolgação toma conta e eles acabam ignorando as orientações básicas pra evitar machucados. A Ana, por exemplo, já tentou pular de um jeito meio perigoso porque achou que ia impressionar os amigos. Quando vejo que tão indo por esse caminho, chamo atenção na hora, reforçando que não adianta nada um movimento bonito se alguém acabar machucado.

Agora, quando a gente fala do Matheus e da Clara, cada um tem suas particularidades. O Matheus tem TDAH e precisa de mais estímulos visuais e tempo pra absorver tudo antes de começar. O que funciona bem com ele é dar instruções claras e simples e usar vídeos curtos como exemplos de movimentos. Ah, e sempre tento deixar ele na frente da sala ou perto de mim pra ele ter menos distrações. Teve uma vez que eu fiz uma gincana onde o Matheus tinha que ser o "conselheiro" do time dele. Ele ficou super empolgado e conseguiu se concentrar super bem na atividade.

Já com a Clara, que tem TEA, é importante uma abordagem um pouco diferente. Atividades muito barulhentas ou caóticas podem deixá-la desconfortável. Eu sempre faço um planejamento antecipado com ela e sua família sobre quais atividades são mais legais e confortáveis pra ela participar. Uma experiência legal foi quando usei fones de ouvido com música calma durante uma atividade prática de movimentos lentos. Isso ajudou muito no foco dela.

O legal dessas adaptações é ver como os outros alunos também aprendem a respeitar as diferenças dos colegas. O próprio Pedrinho já veio me perguntar por que às vezes eu fazia algumas atividades diferentes pra Clara ou pro Matheus e aproveitei pra explicar sobre como cada um aprende de um jeito.

Aí, na prática do dia a dia vai assim: você observa, ajusta, conversa muito com os alunos e faz testes pra ver o que funciona melhor mesmo. Não tem fórmula mágica, cada turma é única e cada aluno também.

Espero que essas histórias ajudem vocês por aí também! No final das contas, é tudo sobre ir ajustando conforme a música toca, né? Valeu por lerem até aqui! Se alguém tiver mais alguma dica ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô por aqui!

Abraços!

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