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EF01ER05Ensino Religioso · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar e acolher sentimentos, lembranças, memórias e saberes de cada um.

Manifestações religiosasSentimentos, lembranças, memórias e saberes
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF01ER05 no primeiro ano é uma coisa que eu considero essencial, porque é nessa idade que os meninos começam a entender melhor o que sentem e a reconhecer esses sentimentos nos colegas. Basicamente, quando a gente fala dessa habilidade específica, estamos falando de ajudar as crianças a se conectarem com suas próprias emoções, lembranças e experiências, mas também a respeitarem e acolherem as dos outros.

Então, na prática, o que eu espero dos alunos é que eles consigam identificar suas próprias emoções em situações do dia a dia e compartilhem isso de alguma forma. Pode ser através de um desenho, de uma história que contam ou até mesmo em uma conversa. Eles também precisam ouvir quando um colega compartilha algo e mostrar empatia, tipo assim: entender que o outro pode estar triste ou feliz por motivos diferentes dos nossos.

Os pequenos do 1º ano já vêm do Infantil com aquela base de falar sobre o que gostam ou não gostam. Eles já têm uma noção inicial de expressar que estão tristes ou felizes, mas ainda estão desenvolvendo essa consciência de que tudo bem ter sentimentos diferentes dos outros e que todo mundo tem memórias e histórias únicas. Aí entra o nosso papel de guiar essa descoberta.

Agora vou contar três atividades que eu faço com a turma pra trabalhar isso.

Uma das atividades que funciona muito bem é a "Caixa das Emoções". Eu arranjei uma caixa de papelão normal, decorei com papéis coloridos junto com os meninos. O legal é que eles participam desde o início. Dentro da caixa, coloco cartões com várias carinhas desenhadas representando diferentes emoções: alegria, tristeza, raiva, surpresa. Aí sempre começo pedindo para eles fecharem os olhos e pensarem numa coisa que aconteceu de bom na semana ou algo que deixou eles chateados. Depois, cada um pega um cartão da caixa pra dizer como se sentiu com essa lembrança. Tudo isso leva uns 20 minutos da aula.

Na última vez que fizemos essa atividade, o Joãozinho pegou um cartão da tristeza e contou pra galera que ficou triste porque seu cachorrinho estava doente. Foi bonito ver como a Mariana, ouvindo ele, sugeriu desenhar um cachorro feliz pra animar o amigo. A interação deles nesse momento é valiosa para entender como acolher o outro.

Outra atividade que faço é o "Diário das Emoções". Cada aluno tem um caderninho pequeno que chamo assim mesmo: "Diário das Emoções". É uma maneira deles registrarem diariamente ou semanalmente algo que os fez sentir de determinada forma. O material aqui é só papel e lápis mesmo. Sempre reservo uns 15 minutos no final da aula pra eles escreverem ou desenharem no diário. Eles podem escolher se querem compartilhar algo do diário com a turma ou manter só pra eles.

Teve uma situação engraçada com o Pedro e seu diário. Ele desenhou várias nuvens num dia só e quando perguntei sobre aquilo, ele disse que eram nuvens de chuva porque ele estava bravo por ter esquecido seu lanche em casa. A turma toda riu junto e ele também riu no final. É nessas horas que eles percebem que todos têm momentos de raiva ou frustração e não há problema nisso.

A última atividade é um mural colaborativo chamado "Memórias Compartilhadas". Usamos uma cartolina grande e cada semana escolhemos um tema, tipo "um dia especial em família" ou "um lugar favorito". Os alunos desenham ou escrevem sobre isso em pequenos papéis coloridos e colamos tudo junto no mural. A atividade leva uma aula inteira, porque além do tempo de desenhar ou escrever, eles ainda se apresentam para a turma.

A última vez que fizemos esse mural foi com o tema "Meu aniversário mais legal". E olha só, a Ana contou sobre uma festa simples com bolo de chocolate e seus primos e, pra surpresa dela, várias outras crianças disseram que também achavam isso mais divertido do que ir àquelas festas enormes em buffet. Foi legal ver como ela ficou feliz ao perceber essas semelhanças nas memórias dos amigos.

O legal dessas atividades é ver como os meninos vão se abrindo aos poucos e criando vínculos mais fortes entre eles. Não só entendem suas próprias emoções melhor, mas também aprendem a dar valor às experiências dos outros. E é essa construção mútua do respeito e empatia que faz toda a diferença pra formação deles como indivíduos.

Bom, espero ter dado algumas ideias bacanas pro pessoal aí! Se alguém tiver outras sugestões ou quiser compartilhar experiências parecidas, estou por aqui pra trocar umas figurinhas!

Olha, perceber que o aluno aprendeu sem aplicar uma prova formal é mais fácil do que parece, principalmente quando a gente tá sempre ali, no meio da sala, circulando, ouvindo o que eles dizem. Quando eu tô andando pela sala e vejo um menino, tipo o Lucas, contando uma história pra colega e no meio do papo ele comenta "Aí eu fiquei muito bravo porque ela pegou meu lápis sem pedir", eu já percebo que ele tá começando a identificar o que sente. Ou quando a Mariana vê a amiga triste e chega nela e diz "Você tá triste? Quer conversar?", é um sinal claro que ela tá ligando as emoções da outra pessoa com o próprio comportamento.

Teve uma vez que a Júlia tava ajudando o Pedro. Ele tava meio chateado porque não conseguia terminar uma atividade. E aí a Júlia falou: "Ah, eu também fiquei assim ontem, mas depois consegui. Vamos tentar juntos?" Esse tipo de coisa é maravilhoso de ver porque mostra que eles tão aprendendo a se colocar no lugar do outro, a ter empatia. A Júlia entendeu que o Pedro precisava de apoio porque ela mesma já passou por isso.

Agora, sobre os erros mais comuns... Nossa, tem alguns que são clássicos. Tipo o Vinícius, que sempre confunde raiva com tristeza. Ele diz que tá triste quando, na verdade, tá é com raiva porque alguém pegou alguma coisa dele sem pedir. Acho que isso acontece porque as crianças ainda estão aprendendo a distinguir exatamente o que elas sentem. Aí o que faço é parar e conversar um pouco com ele sobre as diferenças entre essas emoções. Pergunto coisas como "Você queria chorar ou queria gritar?", pra ajudar ele a pensar melhor sobre como se sentiu.

Outra coisa que acontece direto é quando os meninos não conseguem expressar o porquê de estarem sentindo algo. Tipo a Ana, ela sempre fala "tô feliz" ou "tô triste" mas nunca explica. Aí eu vou puxando por associação: "Você ficou feliz por causa do quê? Foi porque ganhou aquela bola nova? Foi quando brincou com a Maria?" É um exercício constante de ajudar eles a encontrar as palavras certas.

Agora vamos falar do Matheus, que tem TDAH. Com ele, o lance é manter as atividades mais dinâmicas e curtas. Eu uso muito jogos e atividades práticas, onde ele pode se mexer e interagir mais com os outros meninos. Uma vez fizemos uma atividade onde cada criança pegava um cartão com uma emoção e tinha que representar essa emoção numa mini peça de teatro. O Matheus simplesmente adorou! Porque ele podia se mexer e usar a energia dele de um jeito positivo.

Já com a Clara, que tem TEA, eu trabalho de uma forma um pouco diferente. Com ela funcionam melhor as atividades mais estruturadas e previsíveis. Então eu tento deixar claro tudo que vai acontecer na aula desde o começo pra ela não se sentir perdida. Ah, e uso bastante material visual com ela – imagens das emoções ajudam bastante porque são mais concretas. Lembro de uma vez em que fizemos um mural onde cada criança desenhou uma emoção que sentiu durante a semana e colou ali. A Clara participou bem porque visualizou as emoções antes de tentar explicar.

Claro que nem sempre tudo dá certo logo de cara. Já tentei algumas atividades em grupo com a Clara e não deu muito certo porque ela ficou meio sobrecarregada com tanta interação ao mesmo tempo. Então agora prefiro trabalhar em pequenos grupos ou até individualmente com ela antes de integrar no grupo maior.

Bom, gente, é isso! Trabalhar essas habilidades emocionais no primeiro ano pode ser desafiador por causa da idade deles, mas é algo tão gratificante quando a gente vê os pequenos passos que eles vão dando nessa jornada de entender o mundo e a si mesmos. E apesar dos desafios com alunos como Matheus e Clara, essas diferenças me ensinam muito sobre como ser flexível e criativo na prática pedagógica.

Espero ter ajudado aí quem tá se aventurando nesse universo do Ensino Religioso! Se tiverem mais dicas ou quiserem trocar ideia sobre essas situações de sala de aula, tô por aqui! Abraço pra todo mundo!

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