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EF08ER04Ensino Religioso · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Discutir como filosofias de vida, tradições e instituições religiosas podem influenciar diferentes campos da esfera pública (política, saúde, educação, economia).

Crenças religiosas e filosofias de vidaCrenças, filosofias de vida e esfera pública
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF08ER04 da BNCC, basicamente, a gente tá pedindo pra galera do 8º ano perceber como filosofias de vida e religiões influenciam nosso dia a dia em áreas tipo política, saúde, educação e economia. Não é só ver, mas discutir e entender essa influência. Como eu explico pros colegas novos que chegam na escola: não dá pra separar o que a gente acredita do que a gente faz na vida pública. Se um aluno sai da minha aula entendendo que o jeito como ele pensa e acredita influencia as decisões dele no mundo, já tô feliz.

Pra conectar com o que a turma já viu antes, lembro que no 7º ano eles já tiveram um contato inicial com essas ideias de crenças e filosofias de vida. Eles começam a ver como isso molda quem a gente é. Agora, no 8º ano, a conversa fica mais madura: eles precisam perceber e discutir como essas ideias se misturam com as coisas lá fora, tipo política e saúde pública. Um exemplo concreto que sempre uso é falar sobre decisões políticas que às vezes são baseadas em valores religiosos. Tipo assim, por que algumas pessoas são contra certas leis? Aí discutimos se é só religião ou tem mais coisa por trás.

Uma atividade que faço sempre é o "Debate de Crenças". Eu uso notícias de jornal ou reportagens online sobre questões atuais onde dá pra ver claramente essa influência, tipo discussões sobre aborto ou casamento igualitário. Aí, divido a turma em grupos e cada grupo pega um ponto de vista diferente – pode ser religioso ou filosófico. Dou uns 30 minutos pra eles discutirem entre si dentro do grupo e preparar os argumentos. Depois disso, fazemos um debate aberto na sala onde cada grupo expõe suas ideias. Cara, os meninos sempre se animam bastante com isso. Na última vez que fizemos, o João e a Ana ficaram num debate acalorado sobre o uso de símbolos religiosos em repartições públicas. Foi ótimo ver eles usando argumentos baseados em coisas que aprenderam.

Outra atividade que curto bastante é o "Mapa de Influências". Pra essa, peço pra galera trazer revistas velhas ou impressões de artigos da internet sobre empresas famosas ou figuras políticas brasileiras. Com esse material, eles criam um mural na parede da sala, colando as imagens e fazendo conexões com fios de lã ou canetas coloridas sobre como as crenças e filosofias influenciam decisões dessas pessoas ou instituições. Isso leva mais tempo – geralmente uma aula inteira – porque depois eles têm que apresentar pras outras turmas. A reação sempre é boa porque eles se sentem meio detetives descobrindo coisas novas. Lembro do Pedro ficando espantado ao descobrir como algumas empresas usam filosofias de vida em suas propagandas pra atrair consumidores.

Por fim, tem a "Roda de Conversa" que é um momento mais informal onde trago alguém de fora – pode ser um pastor, padre ou mesmo alguém que tenha uma filosofia de vida interessante – pra conversar com os alunos sobre como enxergam essa relação entre seus valores pessoais e as esferas públicas. Para isso, não preciso de muito material além de cadeiras organizadas em círculo. O legal dessa atividade é ver a turma se abrindo pra ouvir e conversar com alguém diferente. Uma vez trouxe a Dona Marli, uma líder comunitária do bairro com uma filosofia toda especial sobre compartilhamento e ajuda mútua. Até o Carlos Eduardo (não eu, outro aluno) que é mais tímido entrou na conversa pra perguntar sobre como essas ideias ajudaram na criação dos projetos sociais dela.

Então, essa habilidade EF08ER04 é trabalhada com muito diálogo e atividades práticas aqui na minha sala. O importante é fazer os meninos perceberem que nossas crenças não são só coisa da nossa cabeça: elas têm impacto lá fora no mundo real. E quanto mais eles relacionam isso com o que veem no dia a dia deles fora da escola, mais sentido tudo faz. No final das contas, cada discussão ou atividade é uma oportunidade pra eles (e pra mim também) aprenderem um pouco mais sobre o mundo e como vivemos nele. E aí assim vamos levando a educação religiosa na prática, né? Abraço galera!

Aí, sobre perceber que o aluno aprendeu sem aplicar prova formal, é um exercício de observação constante. Quando tô circulando pela sala, dá pra ver nos olhos dos meninos quando eles fazem aquela cara de "ahá!" ou quando trocam aquele olhar entre eles tipo "é isso!". É uma conexão que rola ali no momento, sabe? Tipo, o Joãozinho uma vez tava conversando com a Maria Clara sobre como as campanhas de saúde pública são influenciadas por valores religiosos e deu pra perceber que ele entendeu bem quando ele virou pra ela e disse: "Tipo quando aquele grupo religioso fez campanha contra vacina, né?". Ele ligou os pontos!

Outra coisa que me ajuda é ouvir as conversas deles. Às vezes eu passo pelas duplas ou grupos e escuto um explicando pro outro. Essa troca é rica demais! Teve um dia que o Lucas tava explicando pra turma sobre a influência da religião na política local e ele falou algo como: "Gente, é tipo quando um político promete coisas baseadas em valores religiosos pra ganhar mais votos." Aí a Ana, que tava do lado dele, completou: "Ah, então é por isso que algumas leis têm tanto a ver com o que certas religiões pregam!" É nessa hora que eu fico todo bobo porque vejo que eles tão conectando as ideias.

Agora, falando dos erros mais comuns, tem situações divertidas e outras preocupantes também. O Pedro, por exemplo, sempre confunde secularismo com ateísmo. Uma vez ele disse numa atividade: "Ah, então quer dizer que num país secular ninguém acredita em Deus." Eu expliquei na hora: "Olha, Pedro, não é bem assim. Um país secular é onde o governo não se mete na religião das pessoas e vice-versa. Isso não significa que as pessoas não possam ter fé." Ele entendeu depois de fazermos uma dramatização onde cada grupo representava um tipo de governo e como lidavam com crenças.

Outro erro comum é quando os alunos confundem tradição cultural com prática religiosa. A Letícia uma vez achou que festa junina era uma prática religiosa por causa da associação com São João. Aí conversamos sobre como muitas festas têm origem religiosa mas são comemoradas de forma cultural hoje em dia. Quando eu pego esses erros na hora, eu sempre tento trazer exemplos práticos ou uso dramatizações pra tornar o conceito mais claro.

Com o Matheus, que tem TDAH, a coisa funciona um pouco diferente. Eu percebo que ele se sai melhor em atividades práticas e dinâmicas. Por exemplo, nas discussões em roda ou debates onde ele pode se movimentar mais e participar ativamente. Uma vez fizemos um quiz interativo sobre influências religiosas e ele se destacou ao responder rápido e animado. O importante é manter as instruções curtas e claras pra ele e sempre dar uma revisada no final da aula.

Já com a Clara, que tem TEA, eu adapto algumas atividades pra serem menos verbais e mais visuais. Uso cartões com imagens representando diferentes práticas religiosas e peço pra ela associar com situações do dia a dia da sociedade. Isso ajuda a Clara a entender melhor conceitos que são abstratos. Também garanto que ela tenha um espaço tranquilo na sala quando precisa de um momento em silêncio.

O cuidado é sempre ter alternativas de participação. Por exemplo, enquanto a maioria faz uma dramatização diante da turma, dou a opção pro Matheus e pra Clara de fazerem um cartaz explicativo ou uma apresentação no computador. O importante é respeitar o tempo deles e apoiá-los nas dificuldades.

O que não funcionou foi tentar forçar o Matheus a ficar sentado por muito tempo em atividades mais longas ou exigir respostas verbais rápidas da Clara em ambientes tumultuados.

Bom, pessoal, essa troca aqui no fórum sempre me ajuda também a refletir sobre minha prática diária. Valeu por estarem juntos nessa caminhada. Espero ter ajudado aí quem tá lidando com essa habilidade. Até a próxima!

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