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EF02GE01Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Descrever a história das migrações no bairro ou comunidade em que vive.

O sujeito e seu lugar no mundoConvivência e interações entre pessoas na comunidade
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EF02GE01 da BNCC é uma oportunidade ótima pra molecada entender o que tá rolando no bairro deles, na comunidade. Eles precisam conseguir contar a história das migrações na região onde vivem. Tipo assim, a gente quer que a criançada olhe em volta e perceba como o bairro mudou, quem chegou, quem foi embora, de onde vieram essas pessoas... Essas histórias todas que formam o lugar onde eles vivem. Quando os meninos conseguem contar isso, a gente vê que estão conseguindo ligar o passado com o presente deles.

Ano passado, no 1º ano, eles aprenderam a identificar pontos de referência e se situar mais ou menos no espaço do bairro. Agora, a gente aprofunda isso: eles não só olham pros lugares, mas pras pessoas também. A gente quer que eles reconheçam que as pessoas vieram de lugares diferentes e isso faz parte da identidade do bairro. É todo um processo de entender que o vai-e-vem das pessoas molda a comunidade e influencia na cultura local.

Primeira atividade: eu sempre começo com uma roda de conversa. É simples: papel sulfite e lápis de cor. A turma fica sentada em círculo e cada um começa contando se conhece alguém que veio de outra cidade ou estado. Isso dura uns 40 minutos. Teve uma vez que o Lucas levantou a mão todo empolgado pra contar que a avó dele veio do Tocantins quando ele ainda era bebê. Aí pronto, virou um festival de histórias de avós! A Maria disse que a família dela toda veio do Maranhão. É nessa hora que eu percebo como eles começam a se dar conta da diversidade. Eles reagem super bem, ficam curiosos pra saber mais dos colegas.

Segunda atividade: passeio pelo bairro! Eu organizo os meninos em duplas ou trios, e a gente sai pra dar uma volta na rua da escola mesmo. Dura cerca de uma hora e meia. Durante o passeio, eles vão anotando nos caderninhos algumas coisas que observam: tipos de comércios, placas de aluguel ou venda de casas... Eu peço pra ficarem atentos às placas de comércios com nomes típicos de outras regiões do Brasil. Por exemplo, da última vez, o João apontou pra uma loja chamada "Nordeste Construtora" e perguntou se tinha algo a ver com migração nordestina. Aí eu pego isso e puxo uma conversa sobre como muitos bairros aqui em Goiânia têm forte influência nordestina devido às migrações.

Terceira atividade: construção de uma linha do tempo. É algo mais prático e visual. Cada aluno pega uma folha grande (tipo cartolina) e desenha uma linha do tempo da própria família ou da rua onde mora, registrando os eventos importantes de migração que descobriram nas atividades anteriores. Essa leva umas duas aulas pra completar — umas duas horas e meia no total — porque eles gostam de caprichar nos desenhos e anotações. Da última vez que fizemos, a Rafaela se animou toda porque descobriu conversando com o pai dela que a família veio do interior de Goiás há 15 anos exatamente por causa do trabalho dele numa fábrica aqui. A galera adora compartilhar esses achados!

Bom, essas atividades ajudam muito os alunos a conectarem suas histórias familiares com as dos colegas e entenderem melhor como a comunidade foi se formando ao longo do tempo. Eles aprendem que as diferenças enriquecem o lugar onde vivem e ficam mais respeitosos com as diversas origens de cada um. E sabe o que é mais legal? Muitas vezes eles acabam envolvendo as famílias nas atividades também! Os pais começam a contar suas próprias histórias pras crianças e vira um aprendizado em casa também.

É isso aí, pessoal! Trabalhar essa habilidade é mais do que só falar sobre migração; é ajudar os meninos a entenderem seu próprio lugar no mundo através das histórias ao redor deles. E ainda é bem legal ver o quanto eles se animam em fazer essas descobertas! Então bora botar essas atividades em prática aí com os alunos também.

Na sala de aula, a gente percebe que o aluno aprendeu esse conteúdo de Geografia numas sutilezas do dia a dia. Tem vezes que tô circulando pela sala, passando pelas mesas, e escuto uns papos entre eles. Outro dia, o João tava falando pra Maria sobre como a rua dele era cheia de casas antigas e que agora tem um monte de prédio. Ele tava todo empolgado, explicando que muita gente veio de outras cidades pra trabalhar na região. Aí pensei comigo, "esse aí sacou a parada". Ou quando um aluno tá explicando pro outro, é tipo ouro. Vi a Luísa explicar pro Pedro que o bairro dela era mais vazio antes e agora tá cheio de mercado e escola porque chegou muita gente. Essas conversas são ouro porque mostram que eles tão ligando os pontos, sabe?

E claro, tem os erros comuns que os meninos cometem. Às vezes, eles confundem os motivos da migração. Tipo o Lucas. Ele achava que as pessoas se mudavam só por causa do calor ou frio. E aí tive que explicar pra ele que, na maioria das vezes, o pessoal se muda por trabalho, família ou estudo. Aí tem a Sarah que tava falando que todas as mudanças acontecem em pouco tempo, tipo de um ano pro outro. Tive que puxar uma conversa com ela e toda a turma sobre como algumas dessas mudanças levam décadas, e como a gente pode perceber isso nas histórias dos avós deles.

Quando eu pego um erro assim no meio da aula, eu tento corrigir na hora com o exemplo certo. Se a dúvida for muito comum, dou uma paradinha na aula e explico pra todo mundo pra garantir que tá todo mundo na mesma página. Ah, também uso muito fotos antigas e atuais dos bairros deles pra mostrar visualmente essas mudanças ao longo do tempo. Ajuda demais!

Agora, quando chega no Matheus e na Clara, tenho que pensar um pouco diferente. O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de estrutura nas atividades. Eu divido as tarefas em partes menores pra ele não se perder e dou algumas pausas planejadas pra ele dar uma relaxada e voltar com foco. Material visual funciona super bem com ele também. Gosto de usar vídeos curtos sobre migrações históricas e mapas interativos pra prender a atenção dele.

Com a Clara, que tem TEA, a abordagem é um pouco diferente. A Clara responde muito bem a rotinas bem definidas e previsíveis. Então eu mantenho um cronograma fixo pras atividades. Também uso cartões visuais com imagens ao invés de só textos longos, porque ajuda ela a processar melhor as informações. Outra coisa é dar espaço pra ela falar sobre o bairro dela nas atividades, já que ela adora contar histórias e isso ajuda ela a se engajar.

Nem tudo funciona sempre. Tentei uma vez fazer uma roda de discussão mais aberta sobre o tema com toda a turma e não foi muito legal pro Matheus nem pra Clara. Ele ficou disperso demais e ela se fechou um pouco. Então aprendi a fazer grupos menores ou atividades individuais quando preciso dessas interações mais profundas.

Aos poucos vou achando o que funciona melhor pra cada um e ajustando o rumo durante o ano letivo. Cada turma é diferente e cada aluno tem seu jeito único de aprender e se expressar.

É isso aí pessoal! Espero ter ajudado quem tá passando por essa mesma jornada na sala de aula com essa garotada curiosa pra entender o mundo deles. A gente vai aprendendo juntos, né? Fiquem à vontade pra contar aí como vocês lidam com essas situações também! Abraços!

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