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EF02GE09Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua).

Formas de representação e pensamento espacialLocalização, orientação e representação espacial
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha só, falar sobre a habilidade EF02GE09 com a galera do 2º ano é uma aventura e tanto! A ideia dessa habilidade, na prática, é fazer com que os meninos consigam olhar uma foto aérea ou um mapa e identificar direitinho onde tá a escola deles, onde eles moram e outros locais que fazem parte do dia a dia. E não é só ver e pronto, é reconhecer mesmo, sabe? Tipo, "Ah, aqui tá a minha casa; ali é o parquinho onde eu brinco". Eles já vêm do 1º ano com uma noção básica de localização, dá até pra perceber quando eles falam sobre o caminho que fazem até a escola. O que a gente faz agora no 2º ano é aprofundar isso.

Lembra quando você era pequeno e ganhou aquele primeiro mapa do bairro? É mais ou menos isso que eu tento criar com eles, mas usando tecnologia também. A gente começa do básico mesmo: imagens aéreas e mapas. Os meninos precisam conseguir olhar uma imagem lá de cima e identificar as coisas de sempre, como a própria casa ou a escola.

A primeira atividade que eu gosto de fazer é um passeio virtual pelo Google Earth. Eu levo meu notebook pra sala e ligo na TV da escola. Não precisa de nada muito elaborado, só acesso à internet mesmo. Mostro pra eles o globo terrestre e aí vamos dando zoom até chegar em Goiânia. Aí começa a festa! Todo mundo quer ver sua casa, claro. Eu coloco no modo de visão aérea primeiro e depois vou pro modo de visão oblíqua pra eles verem em 3D. A turma fica em grupos de quatro ou cinco alunos, porque ajuda eles a trocarem ideia entre si enquanto apontam as coisas. Isso leva uns 30 minutos pra cada grupo conseguir ver tudo com calma. Na última vez, o Joãozinho ficou tão animado que quase derrubou o notebook tentando mostrar onde ele mora, risos. É sempre um momento de muita descoberta.

A segunda atividade é mais artesanal: uso mapas impressos do bairro da escola. É um mapa simples que consigo na prefeitura, nada muito detalhado, mas ideal pro que precisamos. Cada aluno recebe uma cópia do mapa, e a tarefa é localizar a escola primeiro. Eu dou umas instruções bem tranquilas: "Olha aqui onde tá esse quadrado maior, aí que tá a nossa escola". Depois disso, eles precisam desenhar no mapa alguma coisa que conhecem perto da escola — pode ser o mercadinho do seu Zé ou a pracinha da esquina — e colorir essa parte. Eu ajudo cada dupla (eu organizo em duplas nessa atividade) a fazer isso direitinho e isso geralmente leva uns 40 minutos. Na última vez que fizemos isso, a Ana Clara se lembrou de um sorveteiro que sempre fica na rua e desenhou ele no mapa! Foi engraçado porque todo mundo quis desenhar também.

A terceira atividade é meio investigativa e envolve fotografia: peço pros alunos trazerem fotos impressas (ou digitais se conseguirem mostrar no celular) de suas casas vistas da rua. Depois, a gente junta tudo e faz uma comparação com imagens aéreas que já vimos antes. A turma trabalha em grupos novamente pra discutir as diferenças e semelhanças entre as fotos deles e as imagens aéreas ou oblíquas que mostrei antes no Google Earth. Isso acaba gerando muitas perguntas: "Por que meu quintal parece maior visto de cima?" ou "Por que não dá pra ver meu cachorro na foto aérea?" Essa atividade toma um tempo maior, umas duas aulas de uns 50 minutos cada uma. É sempre um barato ver as reações deles! Da última vez, o Pedro trouxe uma foto do pai dele plantando flores e comparou com uma visão aérea que fizemos antes — foi um sucesso!

Essas atividades são legais porque trazem aquele "clique" na cabecinha deles sobre como nós vemos o mundo ao nosso redor de diferentes perspectivas. E isso vai além da geografia; é tipo ajudá-los a entender o lugar deles no mundo, bem literalmente.

Sempre termino essas atividades pensando como é importante adaptar nossa forma de ensinar pro jeito como cada geração aprende melhor. E você aí na sua escola, já fez algo parecido? Se não fez ainda, tenta essas ideias aí! É muito gratificante ver os olhos brilhando quando eles se encontram lá do alto. Até mais, pessoal!

"é a gente aprofundar essa noção, fazendo com que eles se sintam verdadeiros exploradores do bairro. E vou te falar, é um barato quando você percebe que a criança realmente entendeu o conceito. Sabe como eu vejo isso? No dia a dia, naquelas conversas espontâneas que eles têm entre si ou até mesmo comigo. Tem vezes que tô circulando pela sala e escuto o Joãozinho falando pra Mariana: 'Olha só, se a escola tá aqui no mapa, quer dizer que a padaria do seu Zé fica logo ali, do ladinho'. Aí eu penso: 'Caramba, o Joãozinho sacou direitinho a posição das coisas!'.

Outro dia, a Ana me chamou toda empolgada enquanto tava olhando um mapa: 'Professor, olha aqui, minha casa é pertinho da pracinha, não é?'. Mas o legal foi que ela tava explicando isso pra colega dela, a Sofia, e ajudando a entender também. Quando vejo isso acontecendo, sei que o aprendizado tá fluindo e não preciso de prova nenhuma pra comprovar.

Mas claro que nem tudo são flores. Os erros mais comuns acabam sendo a confusão entre as direções, tipo este-oeste e norte-sul. Teve um dia que o Pedro tava super confiante mostrando pra turma onde ele morava no mapa e apontou pro lado oposto. Ele ficou meio sem graça quando eu perguntei como ele fazia pra chegar na escola todo dia e ele percebeu que trocou as bolas. Esses erros acontecem porque muitos ainda tão se acostumando com essas direções mais 'técnicas', digamos assim. Nessas horas, procuro não corrigir de cara. Em vez disso, faço perguntas que os levam a reviver o trajeto na cabeça e corrigirem por conta própria. É um jeito de reforçar a aprendizagem sem criar um clima de bronca.

E claro, tenho também na turma o Matheus com TDAH e a Clara com TEA. Com eles preciso ajustar algumas coisas nas atividades pra garantir que eles estejam aprendendo no ritmo deles. Pro Matheus, já percebi que atividades mais dinâmicas funcionam melhor. Outro dia, fizemos um jogo de buscar objetos no mapa e ele se saiu super bem, porque podia se mover pela sala e interagir com os colegas. Mas algo que não funcionou foi pedir pra ele ficar sentado por muito tempo vendo mapas detalhados; ele acabava se distraindo.

Já com a Clara, percebo que ela se sente mais confortável com atividades estruturadas e previsíveis. Então eu sempre explico o passo a passo antes das atividades começarem e uso materiais visuais bem claros pra ela acompanhar. Mapas bem coloridos e com poucas informações de cada vez ajudam bastante. Ah, uma vez me enganei tentando fazer um trabalho em grupo muito barulhento e vi que não foi legal pra ela; aí mudei a estratégia pra algo mais calmo e ela participou mais.

No geral, procuro manter uma comunicação bem aberta com os dois e com os pais também. Acho importante adaptar o tempo das atividades e usar materiais diferentes quando necessário. A verdade é que cada aluno é único e a gente vai ajustando conforme as necessidades vão aparecendo.

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