Oi pessoal, tudo bem com vocês? Hoje vim contar como eu trabalho a habilidade EF05GE05 da BNCC com a minha turma do 5º ano. Pra quem tá meio perdido, essa habilidade fala sobre identificar e comparar as mudanças nos tipos de trabalho e no desenvolvimento tecnológico aí na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços. Parece complicado, mas não é tanto assim, dá pra descomplicar!
Bom, na prática, o que eu entendo disso é que a gente precisa mostrar pros meninos como o jeito de trabalhar mudou com o tempo e como a tecnologia entrou em cena pra facilitar ou transformar o trabalho. Então, eles têm que perceber que lá na fazenda, por exemplo, hoje se usa muito maquinário que os avós deles não sonhavam em ter. Na indústria, eles têm que entender desde aquelas fábricas antigas até as modernas de hoje, todas automatizadas. E no comércio e serviços, é legal eles verem como a tecnologia influencia desde um pequeno mercadinho até um grande supermercado, além do serviço de apps de entrega que eles já conhecem bem.
Eu sempre começo lembrando o que já vimos nas séries anteriores. Os meninos já sabem um pouco sobre profissões tradicionais e algumas mudanças mais visíveis. Aí eu puxo isso pra aprofundar mais e mostrar as nuances dessas mudanças e a importância da inovação tecnológica.
Agora vou contar as atividades que eu faço com a turma. Primeiro, uma atividade que sempre dá certo é a roda de conversa com pesquisa simples. Eu divido a turma em grupos de quatro e peço pra cada grupo escolher um setor - agropecuária, indústria, comércio ou serviços. Eles têm uma semana pra pesquisar em casa (pode ser internet ou perguntar pros pais) sobre como era antigamente e como é hoje. No dia marcado, cada grupo conta pro resto da turma o que descobriu. Uso um quadro branco pra anotar as ideias principais e fazer comparações ali mesmo. Isso leva uns 50 minutos por grupo contando perguntas e debate. Da última vez, o grupo do Pedro escolheu falar sobre comércio e trouxeram uns dados legais sobre como quase tudo agora tem versão online, tipo supermercado com entrega via app. Os olhos deles brilham quando percebem essas conexões!
A segunda atividade é uma visita virtual a uma fazenda moderna e uma fábrica antiga. Eu uso um computador e o projetor da sala mesmo pra mostrar vídeos curtos (tipo 10 minutos cada) de uma fazenda super moderna cheia de tecnologia e uma fábrica antiga de sapatos de um documentário que achei no YouTube. A turma toda vê junto e depois a gente conversa sobre as diferenças, o que mais chamou atenção deles e quais tecnologias eles achariam legal usar no futuro trabalho deles. Nessa atividade, dá pra sentir que eles ficam bastante surpresos, igual quando a Ana Luiza ficou chocada com o fato de que antigamente se costurava tudo à mão nas fábricas.
A terceira atividade é fazer um mural colaborativo na sala. Cada aluno escolhe uma profissão que acha interessante e traz uma imagem impressa (pode ser desenho ou foto) dessa profissão hoje em dia. Aí a tarefa é escrever num papel colorido como essa profissão mudou com a tecnologia dos últimos anos. A gente cola tudo no mural da sala pra ficar exposto por um mês ou mais. Organizo eles em duplas pra colarem juntos no mural, isso leva umas duas aulas de 50 minutos pra fazer tudo direitinho. O legal foi quando o Lucas trouxe uma imagem de um entregador de bicicleta junto com um papel explicando sobre os apps de entrega que ele usa frequentemente em casa.
Me divirto vendo a criatividade deles! Ah, e é bacana porque dá pra ver que eles vão entendendo devagarzinho essas transformações todas. E eu sempre digo: é importante vocês saberem disso porque logo logo vão estar no mercado de trabalho também!
E é isso! Espero ter ajudado vocês com essas ideias pras aulas de geografia sobre o mundo do trabalho! Se vocês tiverem outras sugestões ou experiências pra compartilhar, vou adorar ler aqui no fórum também. Abraço!
Agora, como é que eu percebo se os meninos estão pegando o conteúdo, sem precisar daquelas provas formais? Olha, é tudo na base da observação, da escuta e daquele feeling que a gente desenvolve com o tempo. Quando eu tô circulando pela sala, já dá pra ver quem tá sacando a parada só pelo jeito que o menino reage. Tem aluno que, na hora que você faz uma pergunta ou joga uma atividade ali na mesa, o olho até brilha! Outro dia mesmo eu tava falando sobre como as máquinas mudaram o jeito de plantar e colher e vi a Luana explicando pro colega dela que "antes o povo fazia tudo na mão, agora tem trator até que dirige sozinho!" Ela ainda completou: "Meu avô viu isso acontecer lá na fazenda dele". Aí você pensa: "Ah, entendeu!"
Outro jeito que eu vejo esse aprendizado acontecendo é escutando as conversas entre eles. Tipo assim, quando tô ali do lado organizando alguma coisa e eles tão fazendo uma atividade em grupo. Aí você escuta um João da vida falando: "Ah, mas hoje em dia, como tem shopping em todo lugar, trabalhar no comércio é diferente de antigamente. Minha mãe vive disso!" Essa capacidade de relacionar o conteúdo com a vida deles é um ótimo sinal.
E quando um aluno explica pro outro, aí sim é batata! Se ele teve o trabalho de explicar com segurança, é porque já tá no sangue. Teve uma vez que o Pedro tava meio perdido e a Sofia chegou junto: "Olha, Pedro, antes as pessoas faziam tudo à mão na indústria, agora tem máquina pra quase tudo." Pronto! Ele entendeu ali na explicação dela.
Sobre os erros comuns... Ah, esses acontecem bastante. Às vezes os meninos confundem as épocas ou acham que as mudanças tecnológicas aconteceram de um dia pro outro. Teve uma vez que o Lucas disse que depois que inventaram o computador ninguém mais usou máquina de escrever no mesmo dia! Aí eu expliquei pra ele que não é bem assim, que essas transições demoram tempos diferentes em cada lugar. Eles também costumam achar que todo mundo acessa as tecnologias ao mesmo tempo. A Marina achava isso e foi aí que trouxe um exemplo de uma cidadezinha próxima que ainda tá engatinhando nesse quesito. Eu tento sempre fazer essas correções na hora pra não deixar passar.
Agora, sobre o Matheus e a Clara... Bom, com o Matheus, que tem TDAH, eu preciso ser bem flexível. Ele se distrai fácil, mas é muito curioso e esperto. Então procuro sempre dar pra ele tarefas mais curtas e divididas em etapas menores. Se a atividade é grande demais ele se perde. Também uso bastante quebra-cabeça com ele ou caça-palavras relacionados ao tema. O lance é manter ele focado sem pressão de tempo.
Já com a Clara, que tem TEA, é diferente. Ela precisa de uma rotina bem definida e às vezes se incomoda com barulho ou mudanças bruscas. Pra ela eu dou atividades escritas mais objetivas e incentivo o uso do tablet pra ela pesquisar imagens relacionadas ao conteúdo porque ajuda muito no entendimento visual e ela adora! Uma coisa legal foi quando falei sobre as máquinas modernas e ela achou várias imagens de colheitadeiras bacanas pra mostrar pra turma.
Então é isso aí pessoal! Cada aluno é um universo diferente e a gente vai se adaptando conforme necessário. Espero que essas histórias possam ajudar vocês aí nas suas turmas também. E se alguém tiver mais dicas ou quiser trocar umas ideias sobre como lida com essas diferenças na sala de aula, tamo aí pra conversar! Um abraço e até a próxima!