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EF05GE09Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Estabelecer conexões e hierarquias entre diferentes cidades, utilizando mapas temáticos e representações gráficas.

Formas de representação e pensamento espacialRepresentação das cidades e do espaço urbano
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF05GE09 da BNCC, eu entendo assim, na prática, que o aluno precisa olhar para um mapa e não só ver um monte de nomes de cidade. Eles têm que começar a fazer conexões entre essas cidades, entender por que uma cidade é maior que a outra, por que uma tem mais recursos ou serviços que outra. É tipo quando a gente tá viajando e percebe que tem cidade que é um ponto de parada, enquanto outras são só caminho, sabe? E eles precisam usar mapas temáticos pra isso, aqueles que mostram algo específico, como densidade populacional ou economia.

Essa habilidade se conecta com o que os meninos já viram nas séries anteriores, onde trabalhamos bastante com mapas físicos, localização, e até um pouco de história das cidades. Agora, no 5º ano, a ideia é aprofundar isso e fazer eles enxergarem a importância das cidades no espaço urbano, a hierarquia entre elas, usando mais dados. Eles vão perceber que não é só um jogo de quem é maior ou menor, mas entender o porquê.

Uma das atividades que fiz recentemente foi a criação de um mapa temático da nossa região aqui em Goiânia. Usei papel manteiga grande (um negócio super simples), canetinhas coloridas e mapas impressos das cidades próximas. Dividi a turma em grupos de quatro alunos pra eles colaborarem e trocarem ideias. Dei mais ou menos umas duas aulas pra isso, no total de duas horas.

Os meninos começaram meio perdidos, mas logo se empolgaram. A Sofia achou engraçado que Aparecida de Goiânia fosse tão pertinho daqui e antes não fazia ideia. Aí eles tinham que escolher um tema pro mapa deles: podia ser algo como "cidades com mais escolas" ou "cidades onde tem mais parques". O Lucas escolheu fazer sobre as cidades que têm mais opções de lazer e ficou impressionado ao descobrir que algumas cidades menores têm até mais do que Goiânia! Esse tipo de descoberta faz toda diferença.

Outra atividade que gosto muito é uma simulação onde cada grupo recebe uma cidade fictícia com determinadas características (tipo quantidade de habitantes, indústrias, serviços) e eles precisam apresentar pros colegas como essa cidade se encaixa na hierarquia regional. Desta vez usei fichas impressas com esses dados fictícios e organizei a turma em grupos também. Essa atividade leva uma aula inteira.

A primeira vez que fiz isso foi hilário porque o Miguel decidiu criar uma cidade chamada "Miguelândia" e ele ficou super orgulhoso em apresentar como se fosse verdade. A turma adorou e todo mundo entrou na brincadeira seriamente. No final das apresentações, discutimos como essas características influenciam na importância da cidade dentro do estado ou do país.

Por fim, uma dinâmica que sempre faço é levar os meninos para o laboratório de informática da escola (quando os computadores estão funcionando direitinho!), onde podemos acessar mapas interativos na internet. Eles podem digitar o nome da cidade e ver várias camadas de informação sobre ela. Começo dando uns 20 minutos pra explorarem livremente e depois dou um tema pra eles pesquisarem.

Numa dessas últimas vezes, pedi que olhassem como o transporte influencia no crescimento das cidades. O Renato ficou surpreso ao notar como as cidades cortadas por ferrovias cresceram mais rápido em comparação com outras. E aí todo mundo começou a falar ao mesmo tempo sobre como isso poderia explicar um monte de coisa das cidades onde têm família.

Acho super importante terminar atividades assim com uma conversa aberta onde eles possam compartilhar o que acharam interessante ou o que aprenderam de novo. Tipo uma roda de conversa mesmo, sentados no chão da sala. Isso ajuda a solidificar o conhecimento e faz eles perceberem que tem muita coisa além do livro didático.

Enfim, trabalhar essa habilidade é bem legal porque eles começam a entender a complexidade do nosso estado e do país de um jeito mais prático e visual. E quando eles voltam falando sobre as descobertas que fizeram pros pais ou usando isso em outras disciplinas, eu vejo que o trabalho valeu a pena.

Bom, era isso aí! Espero ter ajudado vocês a enxergar melhor essa habilidade na prática. Qualquer coisa me chamem aí no fórum pra gente trocar mais ideias! Abraço!

Essa habilidade se revela de formas que a gente nem imagina quando tá circulando pela sala. Tipo, eu vejo que eles tão começando a pegar o jeito quando, na hora de fazer um trabalho em grupo, começam a discutir entre eles qual cidade escolher pra apresentar e tão ali argumentando, sabe? "Ah, vamos escolher essa cidade porque ela tem mais indústrias, então deve ser um lugar mais desenvolvido." Ou quando ouço alguém falando: "Mas aqui no mapa tem menos rios, então deve ser mais seco, né?" Isso é música pros meus ouvidos. É sinal de que eles tão conectando as informações dos mapas com a realidade. Um dia desses, enquanto eu caminhava entre as carteiras, peguei o João explicando pro colega do lado: "Cara, olha aqui nesse mapa de clima, tá vendo que onde é mais quente tem mais cidades grandes? Deve ser porque é mais fácil viver onde não faz tanto frio." Meu coração até bateu mais forte. É nesses momentos que a gente vê que o aprendizado tá indo além do papel.

Agora, os erros mais comuns... olha, posso listar alguns sem nem pensar muito. Tem o clássico que é confundir os tipos de mapa. A Maria achava que qualquer mapa colorido era mapa político. Eu perguntei pra ela: "Olha aqui, Maria, por que você acha que esse mapa é político?" E ela disse: "Porque tem várias cores." Aí eu mostrei pra ela que aquele era um mapa climático e expliquei a diferença de um jeito simples. O erro dela foi não se atentar às legendas dos mapas. Outro erro que rola bastante é pensar que uma cidade maior só é maior porque tem mais prédios altos. O Pedro era um que sempre dizia isso nas apresentações. Ele não conseguia ver os outros fatores que tornam uma cidade grande e importante. Então eu comecei a usar exemplos da nossa própria cidade pra ele ver que tamanho e importância vão além dos prédios.

E sobre o Matheus e a Clara, cada um tem seu jeito de aprender e precisa de um apoio diferente. O Matheus, com TDAH, precisa de atividades que prendam a atenção dele e sejam bem dinâmicas. Então eu comecei a usar esses jogos online de geografia onde ele pode explorar mapas interativos. Funciona bem pra ele porque ele pode ir clicando nas coisas e descobrindo na hora. O problema é que, às vezes, ele fica tão empolgado que perde o foco da tarefa principal. Então eu sempre dou uns toques pra ele voltar pro objetivo do trabalho.

Já a Clara tem TEA e precisa de mais estrutura. Com ela, o negócio é garantir previsibilidade nas atividades e usar materiais visuais bem claros. Pra ela, eu preparo roteiros das atividades com passo a passo e uso muitas imagens. Outra coisa que ajuda muito são os horários fixos pras atividades dela. Quando tentamos uma atividade mais livre ou menos estruturada, percebi que ela ficava meio perdida e ansiosa, então evito isso.

Um exemplo do que funciona bem pros dois juntos é quando a gente faz aquele "tour virtual" pelas cidades usando o Google Earth. Eu pego o projetor e coloco uma rota numa cidade qualquer, tipo São Paulo ou Rio de Janeiro. O Matheus adora explorar os lugares diferentes e isso mantém ele focado por bastante tempo. E aí eu faço um roteiro com perguntas pra Clara seguir enquanto explora junto com a turma. Eles vão brincando de 'guias turísticos', cada um mostrando algo novo pros colegas.

Bom, acho que deu pra compartilhar um pouco da minha experiência com essa habilidade e como tento contornar algumas situações na sala de aula. E vocês aí? Como percebem que os alunos pegaram a matéria sem precisar de prova? Vamos trocar umas ideias! Aquele abraço!

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