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EF05GE11Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar e descrever problemas ambientais que ocorrem no entorno da escola e da residência (lixões, indústrias poluentes, destruição do patrimônio histórico etc.), propondo soluções (inclusive tecnológicas) para esses problemas.

Natureza, ambientes e qualidade de vidaDiferentes tipos de poluição
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF05GE11 da BNCC é super importante pra galera do 5º Ano de Geografia, porque a gente tá ajudando os meninos a se ligarem nos problemas ambientais que estão bem ali, no quintal deles. Então, não é só saber de problemas de poluição na Amazônia ou em outros países, mas sim no entorno da escola, na comunidade deles. É tipo abrir os olhos pra ver o que tá acontecendo e depois pensar em como a gente pode resolver. E quando eu falo resolver, é bem isso mesmo: propor soluções, inventar, pensar em tecnologias ou formas práticas de enfrentar essas questões.

Na prática, essa habilidade significa que o aluno precisa ser capaz de identificar problemas ambientais que ele consegue observar no dia a dia. Então, ao invés de ficar só na teoria, ele deve olhar ao redor e detectar um lixão que tá crescendo perto da escola, ou uma fábrica que solta um cheiro esquisito e pensar: "Opa, isso tá errado! O que dá pra fazer?". Eles já vêm com uma base lá do 4º ano onde começam a perceber o impacto da ação humana no ambiente, mas agora é hora de colocar a mão na massa mesmo. É conectar o que eles já sabem sobre meio ambiente com a realidade deles.

Bom, uma das atividades que eu faço com a turma é chamada "Passeio investigativo". A gente pega um dia de sol e sai pra dar uma volta ao redor da escola. Não precisa de muita coisa não, só uns cadernos e canetas pra eles anotarem o que veem. Eu organizo os alunos em grupos pequenos, uns 4 ou 5 por grupo, pra eles poderem discutir entre si enquanto observam. Essa atividade normalmente leva uma hora, contando o tempo de voltar pra sala e fazer um primeiro bate-papo sobre o que observaram. E vou te falar, a turma adora! Na última vez que fizemos, o Vinícius logo soltou: "Professor, ali tem muito lixo acumulado na esquina! Acho que dá pra gente fazer alguma coisa". E aí começa aquele burburinho bom entre eles.

Outra atividade que dá super certo é o "Debate das soluções". Depois que eles já identificaram alguns problemas, a gente organiza um debate na sala. Cada grupo escolhe um problema que viu e propõe soluções. Eu forneço umas cartolinas e canetinhas coloridas pra que eles possam desenhar ou escrever as ideias. Isso leva uns dois períodos de aula: um pro preparo e outro pro debate em si. A Aninha é sempre empolgada nessas horas; ela veio com uma ideia de usar garrafas PET pra criar lixeiras recicláveis pros cantos onde viram mais lixo jogado. A turma toda fica animada e até as discussões mais acaloradas são respeitosas.

E tem também o "Projeto de intervenção", que é quando as ideias saem do papel. Depois do debate, escolhemos uma das soluções propostas e tentamos colocá-la em prática. Não precisa ser nada complicado; pode ser pintar pneus velhos pra servirem de vasos na escola ou plantar umas mudas em parceria com os meninos do sétimo ano que têm horta. Isso leva mais tempo, umas duas ou três semanas com encontros curtos durante as aulas. Da última vez por exemplo, montamos uma campanha interna de coleta seletiva com cartazes feitos pela turma. O Tiago foi um dos líderes desse projeto e ele se sentiu muito orgulhoso quando viu todo mundo participando.

No final das contas, cada atividade dessas envolve os alunos de jeito diferente mas sempre deixam eles mais conscientes do entorno deles e como podem ser agentes de mudança. Eu sempre digo pra eles: "Vocês são pequenos cientistas do bairro!". Ver eles abraçando essa ideia, colocando em prática os conceitos discutidos em sala e percebendo que suas ações têm impacto positivo é gratificante demais.

E assim vamos indo né? Cada turma com seu jeitinho mas sempre tentando formar cidadãos mais conscientes pro mundo que tá precisando tanto disso hoje em dia. Fico feliz quando compartilho essas experiências aqui no fórum porque sei que tem muita gente fazendo trabalhos incríveis pelo Brasil afora também! Abraço a todos aí!

Na prática, essa habilidade é legal demais de trabalhar! Mas aí, como é que eu sei se eles aprenderam mesmo, sem fazer aquela prova formal? Olha, o segredo tá na observação do dia a dia. Enquanto eu tô circulando pela sala, ouvindo as conversas entre eles, dá pra perceber quando o aluno pegou a ideia.

Um dia tava circulando pela sala e ouvi a Júlia explicando pro Lucas sobre como a água da chuva podia ser aproveitada pra ajudar a regar as plantas na horta da escola. Ela falou de um jeito tão natural e cheio de detalhes que ali eu percebi: "Ah, essa entendeu!". E não foi só porque ela repetiu o que eu disse, mas porque ela conectou o que aprendeu com algo que fazia sentido pra ela e pro entorno da escola.

Outro exemplo foi o Pedro. Ele tava conversando com a Maria sobre o lixo e comentou algo tipo: "Se a gente separar o plástico e o papel aqui na escola, já ajuda um monte lá no lixão". Percebi que ele entendeu a importância da separação do lixo pra reduzir o impacto ambiental.

Mas claro que nem sempre é assim tão fácil. Erros comuns acontecem. A Ana uma vez veio me falar toda empolgada sobre reciclagem, mas achou que tudo era reciclável do mesmo jeito. Ela não distinguiu bem os materiais que podem ou não ser reciclados. Esses erros acontecem porque às vezes a empolgação é tanta que eles acabam generalizando tudo que ouvem.

Então, quando eu pego um erro assim na hora, eu tento trazer um exemplo concreto. Peguei umas embalagens na sala de aula e fizemos juntos uma atividade de separação. Mostrei como alguns materiais têm símbolos específicos que indicam a reciclagem e isso ajudou a Ana e outros alunos a perceberem as diferenças.

Agora, falando do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, que tem TEA, são dois alunos excepcionais, mas precisam de algumas adaptações nas atividades. Pro Matheus, eu costumo dividir as tarefas em partes menores e dar mais pausas durante as atividades. Quando estamos fazendo um projeto sobre poluição do ar, por exemplo, eu dou uma folha com tópicos curtos em vez de um texto longo e deixo ele levantar e circular pela sala pra observar outras ideias dos colegas isso ajuda ele a se manter focado.

Já com a Clara, o desafio é diferente. Eu uso muito material visual com ela. Mapas coloridos, gráficos simples com ilustrações ajudam demais pra ela entender os conceitos que estamos discutindo. Lembro uma vez que estávamos discutindo sobre desmatamento e usei uma sequência de imagens mostrando uma floresta densa até uma área desmatada. Isso fez toda a diferença pro entendimento dela.

Agora nem tudo funciona sempre. Tentei uma vez usar jogos online pra engajar os dois em casa, mas percebi que pro Matheus isso foi um pouco distração demais sem minha supervisão direta. Já pra Clara foi útil porque ela pôde repetir várias vezes sozinha no tempo dela.

Enfim, ensinar essas técnicas geográficas e ambientais pro 5º ano é um trabalho contínuo de observação e adaptação. Cada aluno tem seu próprio jeito de aprender e é isso que deixa essa profissão tão desafiadora e gratificante ao mesmo tempo. E olha, compartilhar essas experiências aqui no fórum com vocês me ajuda demais a refletir sobre minhas práticas e quem sabe ajudar outro professor por aí também.

Bom, vou ficando por aqui então! Espero ter contribuído com alguma ideia ou insight pra vocês também. Até a próxima!

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