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EF06GE01Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Comparar modificações das paisagens nos lugares de vivência e os usos desses lugares em diferentes tempos.

O sujeito e seu lugar no mundoIdentidade sociocultural
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF06GE01 da BNCC, a ideia é fazer os meninos entenderem como as paisagens ao redor deles mudam ao longo do tempo e o que essas mudanças dizem sobre a nossa identidade e cultura. Não é só olhar pra um prédio novo e pensar "nossa, moderno". É aprender a perceber como essas transformações mostram quem somos, como vivemos e até como pensamos. Aí, quero que eles consigam olhar pra rua deles e pensar: "Será que aqui sempre foi assim?", ou ainda "Por que a pracinha da minha avó não tem mais aquelas árvores grandes?"

Quando os alunos chegam no 6º ano, eles já têm uma base sobre o que é paisagem. Lá no 5º ano, eles já aprenderam a identificar elementos naturais e culturais. Então, agora eu puxo mais pro lado da comparação: como era antes e como é hoje. Aí, é importante que eles consigam comparar essas mudanças e relacionar com fatos históricos ou sociais. E já vou avisando: não é fácil no começo, mas quando pega no tranco, eles vão longe!

A primeira atividade que faço é a famosa "linha do tempo das paisagens". Cada aluno traz uma foto antiga da sua rua ou bairro — se não tiver, vale desenhar com a ajuda de alguém mais velho. Aí, eles trazem essa imagem pra sala. Eu organizo em duplas ou trios pra que possam comparar as imagens entre si. Cada um tem que escrever o que mudou na paisagem e por que acham que isso aconteceu. Usamos papel sulfite e canetinha pra eles desenharem ou escreverem anotações. Isso leva uma aula inteira, porque eles gostam de ir perguntando pros pais enquanto fazem em casa. Teve um dia que o João trouxe uma foto da rua com um campinho de futebol onde hoje é o shopping. Ele ficou tão surpreso em descobrir que ali era um espaço onde seu pai jogava bola todo dia!

A segunda atividade é o "tour histórico pela escola". Isso dá um trabalhinho, mas é muito legal! Eu mesmo criei um roteiro pela escola mostrando as mudanças desde que foi inaugurada (nossa escola tem mais de 30 anos). Separei algumas fotos antigas do arquivo da escola — coisa simples, não precisa ser muita coisa. Com isso em mãos, divido a turma em grupos pequenos, tipo uns cinco alunos por grupo, e cada grupo ganha uma parte do roteiro pra apresentar pros colegas. Eles anotam as mudanças que conseguem identificar ou até entrevistam funcionários mais antigos sobre como era antes. Costuma levar duas aulas pras apresentações todas acontecerem. A Maíra uma vez ficou encantada quando descobriu que na área do parquinho tinha uma horta comunitária — ela até foi perguntar pros avós como eram essas hortas naquela época.

A terceira atividade é o debate "futuro do meu bairro". Aqui peço pra galera imaginar o bairro deles no futuro e comparar com o presente. Podem usar qualquer material: recorte de revista, desenho, ou até fazer maquete com massinha (quem tiver em casa). Eles dividem em grupos e criam um pequeno projeto do bairro futuro. Na hora de apresentar, cada grupo fala das mudanças que preveem e o impacto delas nas pessoas e no meio ambiente. Isso gera umas discussões acaloradas! Lembro de um grupo da Sara que apresentou uma ideia de ter mais parques e menos carros circulando. Teve aluno que questionou se isso daria certo na prática ou se os adultos iam mesmo topar andar mais a pé.

Essas atividades além de trabalharem bem essa habilidade da BNCC ajudam os meninos a desenvolverem um olhar mais crítico pro mundo ao redor deles. Eles começam a perceber que as mudanças nas paisagens têm tudo a ver com quem somos como sociedade. E aí eu fico todo bobo quando vejo eles comentando "Olha só, Carlos! Aqui já foi diferente" ou então "Sabia que na década tal não existia isso?". É bacana demais ver essas conexões acontecendo.

E assim vou tocando minha turma do 6º ano, sempre tentando mostrar pra vocês aqui no fórum alguma ideia prática que funcione na sala de aula. Se vocês tiverem outras sugestões ou quiserem saber mais sobre alguma atividade específica, só mandar aqui no fórum. A gente vai trocando ideia e crescendo juntos!

Aí, a gente que tá na sala de aula tem que ter um olhar bem atento pra ver quando os meninos realmente pegaram o conteúdo, né? Sem aquela pressão de prova. É na troca do dia a dia que dá pra perceber o aprendizado de verdade. Na hora que tô circulando pela sala, é incrível como você consegue sacar quem tá entendendo a parada. Por exemplo, outro dia tava passando entre os grupos e ouvi a Luana explicando pro Felipe sobre as mudanças na praça perto da casa dela. "Felipe, você não percebeu? Antes tinha aquele coreto velho ali e agora fizeram uma pista de skate. Isso mostra como as coisas mudam pra atender a galera mais nova." Aí eu pensei: "Eita, já entendeu o recado!"

E também quando eles estão conversando entre si, sem nem perceber que tão mostrando o entendimento. Teve uma vez que o Pedro tava falando pra turma dele sobre um documentário que ele viu, onde a cidade da avó dele tinha mudado completamente por causa de uma nova rodovia. Ele comentou algo tipo: "Poxa, isso mudou toda a vida do pessoal do bairro dela." A forma como ele conseguiu fazer essa ligação me mostrou que ele tava dentro do contexto da habilidade, entendeu mesmo.

Agora, nem tudo são flores, né? Os meninos às vezes escorregam em uns errinhos clássicos. Tipo a Clarinha, ela sempre acha que qualquer mudança na paisagem é só por causa das pessoas: "Ah, professor, se a árvore caiu é porque alguém a cortou." Expliquei pra ela e pra turma sobre como fatores naturais também influenciam as paisagens, tipo chuvas fortes ou ventos. E tem o João, que insiste em achar que toda construção nova é ruim pro meio ambiente. Aí precisei levar uns exemplos de construções sustentáveis e discutir com eles como a arquitetura moderna pode sim ser amiga da natureza.

E quando os erros acontecem no meio da aula, o jeito é parar e retomar. Às vezes uso imagens ou vídeos curtos que mostram esses processos porque ajuda muito visualizarem pra entenderem melhor. Ou então chamo algum voluntário pra ajudar a explicar pro colega. Essa troca entre eles é valiosa demais!

Falando no Matheus, que tem TDAH, adapto umas atividades mais dinâmicas e visuais pra ele. Tipo assim, uso mapas interativos e faço ele liderar pequenos grupos com tarefas bem definidas. Isso ajuda ele a se concentrar melhor e não perder o foco. Uma vez ele ficou super empolgado ao perceber uma mudança na feira do bairro dele depois de ver umas fotos antigas. Ele mesmo trouxe uma foto da feira atual e comparou com as antigas que mostramos em aula. Funcionou legal! Mas não adianta só largar um texto longo porque aí ele se perde e desmotiva.

Já a Clara, com TEA, precisa de um pouco mais de estrutura nas atividades. Gosto de usar roteiros visuais com passos bem claros e imagens pra cada etapa do trabalho. Teve uma atividade que fizemos sobre as transformações dos bairros ao longo das décadas e ela conseguiu criar uma linha do tempo com fotos antigas e novas de um bairro que achou na internet. O legal é que ela ficou super satisfeita de ver o trabalho pronto! Mas já tentei colocar ela em grupos muito grandes e vi que ela se perdeu; agora prefiro deixar ela em duplas ou trios.

Enfim, cada aluno é um universo e cabe a nós ajustar as velas conforme o vento muda. É um desafio diário, mas quando vejo um brilho nos olhos deles ao entenderem algo novo ou quando discutem animadamente sobre as transformações ao redor deles, sinto que estamos no caminho certo.

Bom, vou ficando por aqui porque já falei demais (risos). Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô sempre por aqui! Abraço pessoal!

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