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EF06GE11Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar distintas interações das sociedades com a natureza, com base na distribuição dos componentes físico-naturais, incluindo as transformações da biodiversidade local e do mundo.

Natureza, ambientes e qualidade de vidaBiodiversidade e ciclo hidrológico
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala sobre essa habilidade EF06GE11, o que estamos querendo é que os alunos entendam como as sociedades interagem com a natureza ao longo do tempo. Não é só estudar o meio ambiente ou a geografia de forma isolada, mas ver como a ação humana e o ambiente se influenciam mutuamente. Sabe aquela história de como as cidades crescem e mudam o riozinho de lugar ou de como o desmatamento para agricultura altera o clima local? É nisso que a gente quer que eles pensem. Os meninos precisam conseguir analisar essas interações, entender o que acontece com a biodiversidade local e reconhecer as mudanças no ciclo da água, por exemplo.

Quando eles chegam no 6º ano, já têm um pouco de noção sobre o meio ambiente, porque no 5º ano trabalharam bastante com a ideia de preservação e os problemas ambientais. Mas agora, a coisa é mais profunda. A gente quer que eles consigam ver a relação entre as ações das pessoas e as mudanças que ocorrem no ambiente. Quero que eles percebam que quando uma floresta é derrubada, não é só uma questão de perder árvores, mas também de alterar todo um ecossistema, incluindo o clima, a fauna e até os recursos hídricos.

Então eu faço algumas atividades que ajudam os alunos a entenderem isso na prática. Vou compartilhar três delas, que são bem legais e sempre geram boas discussões na sala.

A primeira é uma atividade de análise de mapas. Uso mapas simples impressos em folha A4 – tipo um mapa do Brasil mostrando as áreas desmatadas nos últimos 20 anos – e comparo com um mapa das chuvas na mesma região. Primeiro eu divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Dou uns 30 minutos para eles analisarem os mapas e discutirem entre si o que observam. Depois, volto com toda a turma para debater as conclusões. É interessante ver como eles reagem, porque muitos não tinham parado pra pensar em como o desmatamento pode afetar o regime de chuvas. Na última vez que fiz isso, a Maria comentou surpresa: "Professor, então quer dizer que desmatar pode fazer chover menos?" E aí outros começaram a ligar os pontos também.

Outra atividade que funciona bem é uma caminhada pelo bairro da escola. A gente reserva uma manhã inteira pra isso. O objetivo é observar e registrar exemplos reais de interação homem-natureza por perto. Pego um caderno de anotações e uma câmera ou celular pra cada grupo. Eles saem em duplas ou trios pra tirar fotos e fazer anotações do que veem: uma árvore plantada numa calçada, um curso d’água poluído, um jardim bem cuidado ou até uma construção nova que retirou parte do verde. No retorno à sala, cada grupo apresenta suas observações para o restante da turma. Na última vez, o João ficou chocado ao ver um córrego cheio de lixo perto da escola e falou: "Que dó desse rio! A gente podia fazer alguma coisa pra ajudar!" Essa atividade sempre desperta bastante conscientização.

E uma terceira atividade que dá super certo é convidar um especialista local para falar sobre as mudanças na biodiversidade da região. Já chamei biólogos, engenheiros ambientais e até agricultores locais pra dar uma palavrinha com a turma. Eles explicam sobre como determinadas espécies foram afetadas por ações humanas específicas e mostram algumas soluções práticas que estão sendo aplicadas ou poderiam ser feitas. Deixo uns 20 minutos pro convidado falar e depois abro pra perguntas dos alunos por mais uns 30 minutos. Uma vez, trouxemos um biólogo chamado Marcelo que falou sobre as abelhas nativas da nossa região e como elas estão desaparecendo por causa do uso excessivo de pesticidas. A Isabela ficou tão interessada que me pediu depois ajuda pra montar um projeto sobre isso pro feira de ciências.

Essas atividades não só ajudam a galerinha a entender melhor essa habilidade específica da BNCC mas também ampliam o olhar crítico deles sobre o mundo ao redor. E eu acredito muito nisso, em formar cidadãos conscientes que vão saber lidar melhor com os desafios ambientais no futuro. É isso aí pessoal, qualquer coisa estou por aqui pra trocar mais ideias sobre como trabalhar essas habilidades em sala! Até mais!

E aí, continuando, uma coisa que eu acho muito legal é poder ver na prática quando os alunos começam a entender esses conceitos de interação entre sociedade e natureza. E olha, não tô falando só de fazer prova escrita não. Quando a gente circula pela sala, dá pra perceber pequenos sinais de que o aluno pegou a ideia.

Por exemplo, outro dia eu tava passando pelas mesas e ouvi a Ana explicando pro Joãozinho como as plantações podem afetar o ciclo da água na região. Ela comparava com o que o avô dela faz na chácara, dizendo: "Se ele corta muito capim, a terra seca mais rápido." Isso é ouro, sabe? A Ana tava aplicando o que aprendeu na aula no contexto dela, e ainda ajudando o Joãozinho a entender melhor.

A galera também gosta de discutir entre eles e dá pra perceber bem quando um assunto fisga o interesse. Outro dia eu vi a Mariana conversando com o Pedro sobre uma reportagem que viram na TV sobre uma cidade que tinha muita poluição por causa das fábricas. Eles estavam ligando isso com o papo da aula sobre como as indústrias mudam o ambiente. O Pedro fez até um link legal dizendo que as pessoas com menos dinheiro acabam morando mais perto dessas áreas poluídas, porque os imóveis são mais baratos. É nesse tipo de conversa que eu vejo eles fazendo conexões.

Agora, claro, nem tudo são flores. Tem uns erros comuns que sempre aparecem. Um clássico é quando a galera confunde causas naturais com as ações humanas. Tipo o Lucas, que uma vez disse que uma tempestade forte era causada pelo desmatamento. Aí tive que explicar: "Olha, Lucas, o desmatamento pode agravar algumas condições climáticas, mas a tempestade em si não nasce disso."

Outra coisa frequente é a confusão sobre o tempo das mudanças. A Sofia achava que qualquer mudança ambiental acontecia rapidinho. Expliquei pra ela que algumas mudanças são lentas e levam anos ou até séculos pra serem sentidas por completo. Quando esses erros surgem, eu tento corrigir na hora ali mesmo, meio que sem parar a aula toda, mas fazendo aquele parêntese rapidinho pra esclarecer.

E agora falando do Matheus e da Clara... O Matheus tem TDAH e isso exige umas adaptações interessantes. Eu procuro sempre ter atividades mais dinâmicas pra ele poder se mover um pouco mais sem perder o fio da meada. Tipo assim, usamos mapas grandes no chão onde ele pode andar em volta e apontar algumas coisas, isso ajuda ele a focar no conteúdo mesmo em movimento.

Já com a Clara, que tem TEA, percebi que ela se beneficia muito de rotinas bem estabelecidas e previsíveis. Então sempre explico antes como vai ser cada aula e uso bastante imagens e gráficos, porque ela tem facilidade em entender visualmente as coisas. Uma vez tentei usar música pra contextualizar um tema, mas percebi que isso distraiu ela mais do que ajudou, então passei a evitar esse tipo de recurso quando ela tá no grupo.

Ah! Uma coisa bacana é usar um quadro magnético com figuras pra ajudar ambos. O Matheus se envolve mais quando tem algo físico pra mexer e a Clara organiza melhor suas ideias quando consegue ver as informações dispostas assim.

É interessante como cada aluno tem sua forma única de aprender e absorver as coisas. Claro que dá trabalho adaptar tudo, mas quando você vê eles pegando o jeito do conteúdo, a satisfação é enorme. No fim das contas, é isso que deixa a gente animado pra continuar inovando nas aulas.

Bom galera, acho que é isso por hoje! Espero ter ajudado um pouco com essas ideias e trocas que rolam lá na minha sala. Qualquer coisa gritem aí e bora trocar mais figurinhas sobre como deixar essa geografia cada vez mais viva pros nossos meninos! Até mais!

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