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EF08HI02História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar as particularidades político-sociais da Inglaterra do século XVII e analisar os desdobramentos posteriores à Revolução Gloriosa.

O mundo contemporâneo: o Antigo Regime em criseAs revoluções inglesas e os princípios do liberalismo
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EF08HI02, estamos querendo que os meninos e meninas entendam como a Inglaterra do século XVII era diferente na política e na sociedade e o que rolou depois da tal Revolução Gloriosa. Não é só decorar data ou nome de rei, é mais sobre entender o porquê das coisas. Tipo assim, eles têm que perceber como essas mudanças lá na Inglaterra acabaram influenciando o mundo todo. E aí, se a gente olhar bem, tem uma ligação direta com o que os alunos já viram no 7º ano sobre as monarquias absolutistas e como eram os reis mandando em tudo. Na verdade, eles já chegam sabendo um pouco sobre isso e a gente vai colocando mais lenha na fogueira, mostrando que as coisas podem mudar e, às vezes, mudam de um jeito que afeta todo mundo.

Pra ensinar isso, eu sempre busco fazer a galera sentir como se estivesse lá naquela época. A primeira atividade que eu gosto de fazer é um teatro improvisado. Parece complicado, mas não é. Olha só: divido a turma em grupos e cada grupo recebe um pedaço do contexto histórico pra encenar. Um grupo fica responsável pela parte antes da Revolução Gloriosa, mostrando como era a vida com o rei absolutista, outro pega o momento da revolução em si e um terceiro grupo vai com o que aconteceu depois, quando o parlamento ganhou mais poder e aquela coisa toda de direitos civis. As falas são livres e eles podem criar o diálogo como quiserem. A atividade leva umas duas aulas de 50 minutos, porque na primeira eles preparam tudo e na segunda apresentam. Eu só dou umas folhas com informações e deixo eles bolarem o resto.

Na última vez que fizemos isso, o Joãozinho quis ser o rei e inventou uma coroa com papel alumínio. A Maria achou engraçado demais quando ele começou a falar meio pomposo e todo mundo caiu na risada. Mas no final das contas, mesmo entre risos, dava pra ver que entenderam bem como era viver sob um governo absolutista. A participação deles no teatro ajuda na compreensão porque eles têm que pensar no papel de cada um naquela sociedade.

Outra atividade que eu acho massa é fazer uma Roda de Conversa Histórica. Funciona assim: depois de terem visto o básico sobre a Revolução Gloriosa, eu levo alguns textos curtos, tipo fontes primárias traduzidas ou resumos de cartas da época. Dividimos a turma em pequenas rodas de conversa (uns cinco ou seis estudantes) e eles têm que discutir o que leram, conversando sobre os impactos da revolução tanto para a Inglaterra quanto para outros países. Dou uns 40 minutos pra isso rolar solto.

Na última vez que fizemos essa roda de conversa, a Ana levantou uma questão se isso era mais importante pra Inglaterra ou pro resto do mundo e isso gerou uma baita discussão entre as rodinhas. O Pedro veio me perguntar depois por que outros países não fizeram o mesmo logo de cara. Olha aí como eles vão ligando os pontos!

Por fim, uma atividade simples mas super eficaz é o uso de imagens. Eu mostro algumas pinturas daquele período com projetor: desde retratos dos reis até imagens representando as mudanças no Parlamento. Aí peço pra turma observar bem os detalhes e escrever um parágrafo sobre o que cada imagem representa e qual mensagem passa em relação à Revolução Gloriosa. Isso normalmente toma uma aula inteira porque ao final eu coloco todo mundo pra ler o que escreveu.

Nessa atividade eu lembro bem da reação do Luiz, ele ficou intrigado com uma pintura do Parlamento reunido após a revolução porque nunca tinha associado uma sala cheia de homens discutindo com um avanço social. Ele perguntou como essas discussões influenciam nossa vida hoje em dia e olha aí mais uma ligação bacana com a realidade deles.

As reações dos alunos variam muito, mas no geral, essas atividades fazem eles saírem do automático de só ouvir professor falar e copiar do quadro. Eles se envolvem mais porque têm que colocar a mão na massa, pensar por si mesmos e discutir com os colegas. Isso faz toda diferença! E dá um trabalhão? Dá! Mas ver a galera animada e entendendo de verdade aquele conteúdo vale qualquer esforço extra. E é isso aí pessoal! Se tiverem alguma atividade legal pra compartilhar também, tô sempre aberto pra novas ideias por aqui!

na sala de aula com uma noção do que era esse poder centralizado, mas agora precisam dar um passo à frente e ver a transição para um governo mais constitucional, sabe? E olha, não tem nada mais gratificante do que perceber que os meninos entenderam o conteúdo sem precisar daquela prova formal. Eu circulo na sala, e é na conversa solta que dá pra sacar quem pegou a ideia.

Teve um dia, por exemplo, que eu estava andando pela sala e ouvi a Mariana explicando pro João. Ela disse algo tipo: "João, pensa que antes o rei podia tudo, mas depois da Revolução Gloriosa, eles tiveram que dividir um pouco do poder com o Parlamento. É tipo quando a gente divide a bola no recreio, ninguém manda sozinho." Aí eu pensei, "ah, essa entendeu!". E é legal porque ajuda a gente a ver que eles tão fazendo essas ligações com coisas do cotidiano.

Outra coisa que eu reparo é nas discussões em grupo. Quando eles começam a usar termos como "monarquia constitucional" ou "Parlamento" de forma natural nas conversas, sem ficarem presos só nos nomes dos reis e datas, é sinal que estão captando a essência. E sempre tem aquele momento mágico em que um aluno começa a questionar: "Mas, professor, por que o povo aceitou isso?" Isso mostra que eles tão começando a pensar além do livro.

Agora, nem tudo são flores. Tem uns erros bem comuns que aparecem aqui e ali. A Letícia vive confundindo os Stuarts com os Tudors. Toda hora ela fala do Henrique VIII achando que ele estava no meio da Revolução Gloriosa. Eu sempre rio um pouco e lembro ela: "Letícia, Henrique VIII já tinha virado história velha nessa época!" E o Marcelo? Toda vez ele fala como se o poder do Parlamento fosse igual ao de um presidente hoje em dia. Aí eu tenho que explicar que na Inglaterra daquela época ainda era bem mais complicado do que isso. Esses erros acontecem porque é fácil misturar as coisas quando se tá aprendendo sobre épocas tão distantes.

Quando pego esses erros na hora, tento corrigir de forma leve. Se tô ouvindo uma conversa e alguém escorrega, já entro na roda perguntando: "Quem aqui pode dar uma mão pro amigo e refrescar a memória dele?" Isso ajuda bastante porque eles aprendem juntos.

Agora, com o Matheus e a Clara as coisas são um pouco diferentes mesmo. O Matheus tem TDAH e precisa de um ritmo diferente. Então eu procuro quebrar as tarefas em partes menores pra ele não se sentir sobrecarregado. Por exemplo, em vez de pedir pra ele ler todo um texto de uma vez, separo em parágrafos e faço algumas perguntas específicas pra cada parte. E deixo ele responder do jeito dele, às vezes até desenhando.

Com a Clara que tem TEA, o jeito é diferente também. Ela se dá super bem com materiais visuais, então uso muitos mapas e infográficos pra ajudar ela a visualizar melhor os conceitos históricos. Uma vez fizemos uma linha do tempo coletiva na sala de aula com cartões coloridos e ela adorou poder participar organizando os eventos com cores diferentes.

Uma coisa que não funcionou muito foi tentar fazer um debate aberto com toda a turma esperando que todos participassem igualmente. O Matheus ficou perdido no meio da confusão e a Clara ficou incomodada com o barulho e a movimentação. Desde então, prefiro atividades mais estruturadas onde eles se sintam confortáveis.

No fim das contas, o importante é respeitar o ritmo de cada um e dar aquele apoio extra quando eles precisam. Gosto de pensar que criar esse ambiente acolhedor ajuda todo mundo a aprender melhor.

Bom gente, acho que é isso por hoje! É sempre bom compartilhar essas vivências porque todo mundo acaba aprendendo um pouco mais junto. Fico por aqui e até a próxima conversa!

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