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EF08HI11História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar e explicar os protagonismos e a atuação de diferentes grupos sociais e étnicos nas lutas de independência no Brasil, na América espanhola e no Haiti.

Os processos de independência nas AméricasIndependência dos Estados Unidos da América Independências na América espanhola • A revolução dos escravizados em São Domingo e seus múltiplos significados e desdobramentos: o caso do Haiti Os caminhos até a independência do Brasil
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF08HI11 da BNCC é bem interessante porque a gente trabalha com os alunos do 8º ano uma parte super rica da história, que são as lutas de independência nas Américas. Na prática, essa habilidade quer que os alunos consigam identificar e explicar quem foram os personagens principais nesses movimentos e como diferentes grupos sociais e étnicos atuaram nessas lutas. É um jeito de eles perceberem que a história não é feita só por aqueles nomes grandes que aparecem nos livros, mas por um monte de gente comum também. Por exemplo, os alunos precisam entender que na independência do Brasil, não foi só Dom Pedro I que teve papel importante, mas também escravos, indígenas e outros grupos. Isso tem tudo a ver com eles começarem a enxergar a história de uma forma mais ampla e crítica.

A galera chega no 8º ano já com uma base boa sobre o período colonial, então já conhecem bem o contexto das capitanias hereditárias, da exploração do pau-brasil, e por aí vai. Eles também já terem ouvido sobre revoltas como a Inconfidência Mineira ajuda bastante. Aí dá pra puxar um fio legal sobre como esses conflitos foram se desdobrando até chegarem nas independências. E o bacana é que muitos já chegam curiosos sobre figuras emblemáticas como Tiradentes ou Simón Bolívar, então é legal aproveitar essa curiosidade pra introduzir outras figuras menos conhecidas.

Uma das atividades que eu faço é uma análise de documentos históricos bem simples. Eu pego umas cartas antigas, trechos de discursos ou manifestos da época das independências que acho na internet mesmo ou em livros que a escola tem. Imprimo umas cópias pra galera e separo eles em grupos de quatro ou cinco. Leva aí umas duas aulas pra fazer tudo. Na primeira aula, eles leem os documentos juntos e discutem o que entendem, quais grupos estão representados ali e o que os autores dos documentos queriam. Eu passo pelas mesas ouvindo as discussões e ajudando quando eles travam. É bem legal ver como alguns alunos começam meio enrolados com a linguagem antiga e depois começam a sacar as intenções por trás do texto. Na última vez que fizemos isso, o João e a Ana descobriram um manifesto do Haiti e ficaram encantados com a ideia de revolução dos escravizados. Fizeram até uma comparação com algumas músicas atuais que falam de resistência.

Outra atividade que funciona muito bem é um debate. Eu monto um "julgamento histórico" onde cada grupo representa um personagem ou grupo social das lutas de independência. A gente usa o pátio da escola pra ter mais espaço e a discussão rolar solta. Dou uma aula antes pra eles pesquisarem seu personagem ou grupo social e preparar argumentos. No dia do julgamento, cada grupo apresenta sua importância pro processo de independência e tenta convencer os outros da sua relevância histórica. Isso geralmente leva duas aulas completas também. O pessoal adora porque vira quase um teatro, mas tem que ter argumento sólido, senão não cola! Lembro que da última vez a turma B se empolgou tanto que virou quase um campeonato entre eles pra ver quem tinha os argumentos mais sólidos. A Maria Clara, representando os indígenas do Brasil, mandou super bem mostrando os impactos sociais das alianças feitas durante as guerras de independência.

A terceira atividade é um projeto de linha do tempo colaborativa usando papel kraft gigante que eu colo na parede da sala. Cada aluno ou dupla fica responsável por uma parte do processo de independência em algum país das Américas — pode ser Brasil, Bolívia, Haiti, etc. Eles pesquisam datas importantes, personagens, eventos marcantes e colocam isso na linha do tempo com desenhos ou colagens. É uma atividade que leva algumas aulas porque tem toda a pesquisa antes deles montarem o projeto final. Costumo deixar duas semanas pra isso entre pesquisa e montagem final na sala. Da última vez rolou até uma competição saudável entre os grupos pra ver quem fazia a linha do tempo mais criativa! O Lucas e o Pedro fizeram uma parte da linha do tempo sobre a atuação das mulheres na independência colombiana e colocaram fotos recortadas junto com datas chave.

A galera costuma responder bem a essas atividades porque elas fogem um pouco daquele formato tradicional de aula expositiva e fazem eles colocarem a mão na massa mesmo. Dá trabalho? Dá sim! Mas ver os meninos discutindo história com animação vale muito a pena! Além disso, acho super importante ir além do "decorar datas" e fazer eles realmente entenderem as ações dos diferentes grupos e suas consequências históricas.

E assim vou levando essas atividades na sala... É desafiador mas gratificante demais! Quem tiver outras dicas aí comenta também!

Bom, gente, como é que eu percebo que os meninos tão aprendendo sem aplicar prova formal? Aí, na prática mesmo, na sala de aula, quando tô circulando entre as mesas deles. É quando a gente vê a coisa acontecendo de verdade. Eu ando ali pela sala, escuto o que eles tão discutindo, às vezes paro do lado de um grupo e fico só de butuca ouvindo. E é nessas horas que percebo quem tá realmente entendendo o conteúdo.

Teve uma vez que tava rolando um trabalho em grupo sobre as independências nas Américas e eu ouvi o Joãozinho explicando pro Pedro sobre o papel das mulheres no processo de independência do Brasil. Ele falou com tanta clareza e confiança que eu pensei “Esse aí pegou a ideia!”. É diferente de quando ele lê algo memorizado, sabe? Era ele realmente articulando as ideias.

Outro sinal bacana é quando vejo os alunos se corrigindo. Quando alguém fala algo meio torto e o colega corrige com delicadeza, já é um baita indício de que a turma tá se apropriando do conhecimento. Eu lembro da Mariazinha corrigindo a Ana sobre a diferença entre os interesses dos criollos e dos peninsulares durante a independência da América Espanhola. A Ana tinha misturado umas bolas lá e a Mariazinha foi lá e desenrolou tudo.

Agora, quanto aos erros mais comuns... Ah, isso acontece bastante! Tipo assim, os meninos às vezes confundem as datas ou os países. Teve uma vez que o Joaquim tava certo de que a independência do México tinha rolado bem antes da independência dos Estados Unidos. Quando ele me falou isso eu puxei um mapa histórico e mostrei pra ele as datas certinhas. Aí ele fez aquela cara de “Eita!” e a gente foi acertando juntos.

Outra confusão comum é sobre os personagens e suas funções. A Lara uma vez misturou o Simón Bolívar com o San Martín e trocou completamente as áreas onde atuaram. Isso acontece porque eles são inundados por um monte de informações novas ao mesmo tempo. Então, eu sempre tento usar mapas visuais, às vezes linhas do tempo coloridas pra ajudar a fixar melhor esses detalhes.

Agora, falando do Matheus e da Clara... Bem, cada um tem suas necessidades especiaizinhas. O Matheus tem TDAH, então precisa de um ambiente um pouco mais estruturado pra se concentrar. Eu tento quebrar as atividades em partes menores pra ele e sempre dou uns intervalos pra ele se mexer e gastar energia. Um dia percebi que se ele usasse fones com música instrumental baixinho, ele conseguia focar muito melhor nas leituras.

A Clara tem TEA e ela precisa de uma rotina bem previsível e visual. Uso cartões com imagens pra ajudar ela a entender qual atividade vem em seguida ou o que esperar do dia. As vezes faço uso de cores pra destacar partes importantes dos textos ou das tarefas pra ela não se perder. E sempre dou instruções claras e simples, evitando múltiplas informações ao mesmo tempo.

Teve uma atividade que não funcionou nada bem pra eles dois: uma vez tentei uma dramatização das independências com toda a turma ao mesmo tempo. Foi bagunça demais tanto pro Matheus quanto pra Clara. O jeito foi adaptar isso: fiz com que eles participassem apenas em pequenos grupos ou duplas depois, e aí rolou super bem!

Olha, espero que esse relato possa ajudar quem tá passando por coisas parecidas nas salas por aí. A gente aprende junto com eles todo dia! Quem tiver dicas ou quiser compartilhar histórias também, é só falar aí no fórum! Bora trocar umas ideias!

Abraço forte!

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