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EF08HI14História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Discutir a noção da tutela dos grupos indígenas e a participação dos negros na sociedade brasileira do final do período colonial, identificando permanências na forma de preconceitos, estereótipos e violências sobre as populações indígenas e negras no Brasil e nas Américas.

Os processos de independência nas AméricasA tutela da população indígena, a escravidão dos negros e a tutela dos egressos da escravidão
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, vamos lá. A habilidade EF08HI14 da BNCC, que a gente trabalha com os meninos do 8º Ano, é um ponto crucial pra entender nosso passado e também o presente, né? Na prática, essa habilidade pede pra galera discutir como era a tutela dos grupos indígenas e a participação dos negros lá no final do período colonial. E, olha, não é só ver isso como uma coisa distante não. Tem que identificar o que disso tudo permanece hoje em dia na forma de preconceitos, estereótipos e até violências que essas populações enfrentam ainda.

Pra entender isso na prática, o aluno precisa conseguir olhar pro passado e pro presente e fazer conexões. Tipo assim: "Ah, olha isso aqui que aconteceu naquela época... ainda vejo algo parecido hoje." É reconhecer que algumas ideias erradas e injustiças continuam por aí. E eu sempre começo lembrando o que eles já viram no 7º Ano sobre a colonização do Brasil e a escravidão. Eles já têm uma base sobre como as coisas começaram por aqui e como os povos indígenas e africanos foram tratados. Aí a gente vai aprofundando.

Agora, deixa eu contar como faço isso em sala de aula com três atividades que funcionam bem por aqui.

Primeira atividade: análise de imagens históricas. Eu gosto de começar com algo visual porque pega a atenção da galera logo de cara. Uso imagens da época colonial que mostram indígenas e negros em diferentes contextos – tem uma foto, por exemplo, de um grupo indígena sendo catequizado pelos jesuítas e outra de uma cena de trabalho forçado no engenho. Trago as imagens impressas, mas também projeto no quadro.

Divido a turma em pequenos grupos de 4 ou 5 alunos – a turma aqui tem uns 30 alunos, então dá pra fazer uns seis grupos mais ou menos. Eles têm uns 20 minutos pra discutir entre eles o que cada imagem mostra sobre a vida das pessoas naquela época. Daí eles apresentam pro resto da turma suas conclusões.

Da última vez que fiz essa atividade, o João tava no grupo dele e soltou: "Prof, olha isso! Parece que todo mundo tá obedecendo sem querer mesmo". Aí aproveitei pra perguntar o que levava ele a essa conclusão e ele falou do rosto das pessoas nas imagens, tipo como elas estavam meio sem escolha. Foi um momento bom pra encaixar a questão da falta de liberdade e como isso ainda impacta hoje.

A segunda atividade é a leitura de trechos de documentos históricos e textos atuais sobre preconceito e estereótipos. Eu seleciono alguns textos curtos pra não ficar cansativo – um trecho de um diário de um viajante europeu da época colonial e uma notícia recente sobre preconceito racial. Entrego uma cópia pra cada aluno.

Aí eu organizo uma leitura compartilhada – cada um lê um trecho em voz alta e depois a gente discute em roda. No total, leva uns 50 minutos essa parte toda: leitura e discussão. Os alunos ficam meio tímidos no começo, mas depois vão se soltando.

Numa dessas discussões, a Júlia comentou sobre o texto antigo: "Gente, ele fala dos indígenas como se eles fossem preguiçosos ou algo assim..." Daí eu perguntei se ela achava que esse tipo de estereótipo ainda existia hoje. E foi legal ver ela reconhecendo que sim, às vezes as pessoas ainda falam coisas desse tipo sem pensar.

A terceira atividade é um debate sobre permanências e mudanças no tratamento das populações negras e indígenas desde o período colonial até hoje. Pra preparar esse debate, a gente usa tudo que já viu nas atividades anteriores.

Divido a turma em dois grupos: um defende que muita coisa mudou para melhor; o outro traz exemplos de como muita coisa ainda tá errada. Dou meia hora pra eles pesquisarem na internet – uso os computadores da escola ou tablets quando tem disponível – e organizarem seus argumentos.

Depois disso, cada grupo tem 10 minutos pra apresentar seus pontos e mais uns 10 pra réplica. Normalmente leva quase uma aula inteira esse debate porque eles gostam bastante.

Na última rodada desse debate, o Lucas falou uma coisa que fez todos pararem pra pensar: "A gente não vê mais trabalho forçado como antes, mas ainda tem muita injustiça contra essas pessoas nas pequenas coisas do dia a dia". E foi bacana ver os colegas reconhecendo essas permanências nos próprios ambientes deles.

É isso aí, galera! Essas são algumas formas de trabalhar essa habilidade na prática com os alunos. Cada atividade ajuda eles a verem o quanto nosso passado ainda tá presente e como mudar depende primeiro de reconhecer tudo isso. Se alguém tiver outras ideias ou sugestões, bora compartilhar!

Aí, pessoal, continuando aqui sobre como é que eu percebo que os meninos realmente pegaram a habilidade EF08HI14 sem precisar aplicar uma prova formal. Olha, o principal é a observação do dia a dia mesmo. Você sabe que a gente tá sempre circulando pela sala, né? É ali que dá pra sacar muita coisa. Quando tô andando pela sala, eu gosto de parar e ouvir as conversas dos grupos. E quando eles começam a fazer conexões com assuntos atuais sem eu precisar puxar o gancho, eu vejo que eles estão entendendo.

Teve um dia que o João e a Ana estavam comentando sobre uma notícia lá do jornal da noite. Eles começaram a relacionar o tratamento que os povos indígenas recebem hoje com o que a gente tava estudando sobre o período colonial. Aí eu pensei: "Esse entendeu!" Não precisei nem intervir, só fiquei ali ouvindo e vendo como eles já estavam fazendo essas conexões sozinhos.

Outra coisa que acontece é quando um aluno explica pro outro e o amigo entende mais rápido do que quando eu tô lá na frente falando. Tipo assim, o Gabriel tava com dificuldade de entender como os estereótipos ainda afetam a galera hoje em dia. Aí a Júlia começou a contar pra ele uma história da família dela, de como o avô dela sempre falava de uns preconceitos que ele sofreu no trabalho. Pronto, foi o suficiente pro Gabriel sacar o negócio.

Agora, falar dos erros que os alunos cometem nesse conteúdo é importante também. Um erro bem comum é confundir as datas dos acontecimentos históricos ou misturar os fatos. Ah, e sempre tem aquele aluno que acha que tudo aconteceu de uma vez só, tipo que os portugueses chegaram e de repente tudo estava do jeito que a gente conhece hoje. O Lucas, por exemplo, sempre troca as datas e eu percebo porque ele fica meio perdido nas discussões. E isso acontece porque às vezes eles não conseguem visualizar a linha do tempo, sabe? Eles veem tudo como se fosse um grande bloco de história.

Quando percebo esses erros na hora, tento voltar na linha do tempo com eles e mostrar visualmente onde cada coisa se encaixa. Eu uso bastante recurso visual, como esquemas e até vezes uns mapas interativos no projetor da sala. E isso ajuda muito a clarear as ideias deles.

Sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA, meu foco é adaptar as atividades pra cada um deles sem sair do conteúdo central. Pro Matheus, o que funciona bem é dividir as atividades em etapas menores e usar cronômetros visuais pra ele ter uma noção melhor do tempo. E olha, ele ama quando tem um desafio envolvido ou algo prático pra fazer com as mãos. Uma vez fizemos uma maquete da aldeia colonial e ele se engajou muito mais.

Já com a Clara, é fundamental ter uma rotina bem definida e previsível na sala porque ela se sente mais segura assim. E quando faço grupos de discussão, deixo ela escolher se quer participar ou observar primeiro. Teve uma vez que ela preferiu só escutar e depois me mandou um texto super elaborado sobre o tema em casa. Uso também materiais visuais específicos pra ela, como quadrinhos ou vídeos curtos com legenda pra ajudar no entendimento.

O que não funcionou tão bem foi tentar fazer todas as adaptações sozinho no início do ano. Aprendi rapidinho que conversar com os especialistas da escola sobre estratégias específicas pra eles dois faz toda diferença. Eles me deram umas dicas ótimas de como melhorar a inclusão deles nas atividades de grupo.

E é isso aí, pessoal! Espero ter ajudado vocês com essas ideias e práticas. Se alguém tiver outras dicas ou já passou por algo parecido na sala de aula, compartilha aqui também! É sempre bom trocar essas figurinhas e aprender juntos. Até mais!

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