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EF08HI17História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Relacionar as transformações territoriais, em razão de questões de fronteiras, com as tensões e conflitos durante o Império.

O Brasil no século XIXBrasil: Primeiro Reinado O Período Regencial e as contestações ao poder central O Brasil do Segundo Reinado: política e economia • A Lei de Terras e seus desdobramentos na política do Segundo Reinado • Territórios e fronteiras: a Guerra do Paraguai
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EF08HI17 com a galera do 8º ano é um desafio, mas também é super interessante. Na prática, o que a BNCC pede é que os alunos consigam entender como as mudanças nas fronteiras do Brasil durante o Império tinham tudo a ver com os conflitos e tensões da época. Então, o aluno tem que ser capaz de olhar para um mapa e entender que as fronteiras mudavam não só por causa de guerras, mas também por acordos políticos e outras tretas que rolavam naquela época. Eles precisam conectar essas transformações com eventos históricos como a Guerra do Paraguai e também entender como tudo isso afetou a política interna.

Agora, pensa comigo: eles trazem do 7º ano uma noção inicial de como se formou o território brasileiro, então meu papel é pegar essa base e aprofundar um pouco mais. No 7º, eles estudaram as Capitanias Hereditárias e já têm uma ideia de como a colonização influenciou nosso mapa. O legal agora é mostrar que o jogo não acaba ali, as disputas territoriais estavam rolando soltas durante o Império também.

Na sala de aula, eu sempre gosto de começar com uma atividade que chamo de "Mapa em Movimento". Eu arranjo uns mapas antigos do Brasil, coisa simples mesmo, muitas vezes impressos mesmo ou projetados no quadro. Aí peço pra eles compararem esses mapas com o atual. Dou uns 20 minutos pra eles discutirem e anotarem as mudanças que identificam. É uma atividade em dupla ou trio. A última vez que fiz isso, o Pedro e a Ana Clara ficaram super intrigados com a diferença na fronteira do sul. Foi engraçado porque o Pedro achava que o Brasil já teve uma parte maior do Uruguai. A Ana Clara mandou ele pesquisar mais antes de continuar falando besteira. Os meninos sempre reagem bem a esse tipo de atividade porque envolve mais conversa e menos texto.

Depois, eu gosto de fazer uma dinâmica em forma de debate sobre a Guerra do Paraguai, que é um tema quente quando falamos de fronteira e conflito no Império. Para isso, divido a turma em dois grupos: um para defender o ponto de vista brasileiro da época e outro para defender o ponto paraguaio. Dou pra eles uns textos pequenos com argumentos dos dois lados e deixo eles se prepararem uns 30 minutos. Depois, cada grupo apresenta seus argumentos e começa o debate. É bem legal ver como eles se empolgam. A Maria Luiza é sempre a primeira a levantar a mão pra falar, ela adora defender o lado paraguaio e sempre traz uns argumentos bem criativos. Essa atividade dura uma aula inteira, mas vale muito a pena porque eles aprendem a argumentar respeitando a opinião dos outros.

Por fim, faço uma atividade que chamo de "Diário do Viajante", onde eles têm que escrever um diário fictício de alguém que viveu na época do Segundo Reinado. Eles têm que escolher ser um político, um militar ou um jornalista da época e descrever como viam as mudanças territoriais e políticas. Dou uns 40 minutos pra isso e depois peço que alguns leiam seus diários em voz alta. Na última vez, o João inventou ser um jornalista paraguaio perdido no Brasil durante a guerra e escreveu umas coisas muito engraçadas sobre tentar entender os brasileiros falando "portunhol". A turma toda deu risada.

Essas atividades são maneiras diferentes de abordar a mesma habilidade pedida pela BNCC, mas todas têm algo em comum: fazer os alunos pensarem criticamente sobre história e conectarem os conceitos aprendidos com situações práticas. O mais legal é ver como eles começam a entender que história não é só decoreba de datas, mas sim entender contextos e consequências das decisões passadas.

Termino sempre aprendendo algo novo com os meninos, porque cada turma traz suas próprias vivências e jeitos de pensar pra sala de aula. E aí? Como vocês trabalham essa habilidade na escola? Alguma dica ou ideia nova?

E aí, gente! Continuando a falar sobre a habilidade EF08HI17, eu sempre me pego pensando em como a gente percebe que o aluno aprendeu algo sem aplicar uma prova formal. Bom, na sala de aula, é na hora que você circula entre os meninos e vê como eles discutem o tema. Tem um momento que eu adoro: quando você vê um aluno explicando pro outro e aí você pensa "ah, esse entendeu mesmo". Um dia desses, eu vi a Luísa explicando pro João sobre como um determinado tratado mudou a fronteira do Brasil e resolveu um monte de treta com nossos vizinhos. Ela pegou o mapa na mão e foi mostrando ponto a ponto. Foi aí que deu aquele estalo em mim: ela realmente captou a ideia.

Outra coisa é durante as atividades em grupo. Quando eles estão discutindo entre si, é fácil perceber quem tá entendendo. O Rafael, por exemplo, vive questionando tudo nas rodas de conversa, mas de repente ele me aparece com uma sacada genial sobre a expansão territorial e a relação com a cultura local daquela época. Aí você vê que o menino não só entendeu o conteúdo como também consegue fazer conexões mais complexas.

Agora, sobre os erros mais comuns, um bem frequente é confundir nomes de tratados e datas. A Carla outro dia misturou o Tratado de Tordesilhas com o Tratado de Madri. Ela ficou toda enrolada na hora de relacionar isso aos conflitos territoriais. Isso acontece porque são muitos nomes e datas pra lembrar e eles acabam se confundindo mesmo. Quando eu percebo isso na hora, tento não dar bronca, mas pego um mapa junto com eles e vou recapitulando as informações, fazendo uma linha do tempo ali ao vivo.

Aí tem o Pedro que sempre acha que todo conflito territorial foi resolvido com guerra. Ele não entende que muitos acordos eram políticos e nem sempre terminavam em batalha. Isso aí é bem comum porque eles veem muita guerra nos filmes e séries e acham que na história tudo se resolvia assim. Com ele, eu costumo usar exemplos mais atuais pra mostrar que acordos diplomáticos são super importantes também.

E tem também o desafio de trabalhar com alunos como o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA. Pra eles, eu sempre busco adaptar as atividades. Com o Matheus, preciso ser mais dinâmico. Ele gosta quando faço um quiz rápido ou uso mais imagens e mapas coloridos pra prender a atenção dele. Se a atividade for muito longa ou parada demais, ele já se distrai fácil fácil. Experimentei uma vez fazer uma atividade escrita maior com ele e vi que não rolou... ele perdeu o foco rapidinho.

Já com a Clara, a questão é diferente. Ela precisa de uma rotina mais previsível, então gosto de usar um cronograma visual pra ela saber o que vem depois. Esse tipo de organização ajuda muito. Também procuro usar materiais concretos, como mapas físicos que ela possa tocar e manipular. Uma vez fiz uma atividade em grupo que foi muito caótica pra ela, então agora tento criar espaços mais calmos pros momentos de interação.

No final das contas, acho que observar esses detalhes no dia a dia é o que ajuda a gente a entender como cada aluno tá aprendendo. Cada um tem seu jeito e sua forma de entender o mundo, então é importante ser flexível e atento às necessidades deles.

Bom, por hoje é isso! Espero que esse papo tenha ajudado vocês a pensar em novas formas de perceber o aprendizado dos alunos sem depender só daquelas provas tradicionais. Vamos continuar trocando ideias por aqui! Até mais!

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