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EF08HI21História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar e analisar as políticas oficiais com relação ao indígena durante o Império.

O Brasil no século XIXPolíticas de extermínio do indígena durante o Império
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF08HI21 da BNCC é um negócio que parece complicado, mas na prática é meio que fazer os alunos entenderem como o governo lidava com os povos indígenas lá no tempo do Império. A gente fala sobre políticas de extermínio, alocação em terras e até mesmo tentativas de "civilizar" os índios, né. O aluno precisa chegar ao ponto de olhar pra essas políticas e sacar que eram estratégias específicas do governo pra lidar com os indígenas. E também precisam fazer uma análise crítica da situação, tipo comparando como essas políticas impactaram a vida dos povos indígenas naquela época e no futuro.

A galera chega no 8º ano já sabendo um pouco de história do Brasil desde o 7º ano, onde a gente fala bastante sobre o período colonial, então eles já têm uma noção básica de como os indígenas eram tratados antes do Império. Aí nossa missão é construir em cima disso, mostrando como as coisas mudaram ou não mudaram tanto assim com a chegada do Império. Um exemplo concreto: se no 7º ano eles aprenderam sobre aldeamentos na colonização, agora vão ver como essas ideias continuaram ou foram adaptadas durante o Império.

Agora vou contar umas atividades que eu faço com a turma pra trabalhar essa habilidade, que olha, é puxado mas é gratificante ver os meninos entendendo e discutindo sobre isso.

A primeira atividade é meio tradicional: leitura e discussão. Aí eu uso trechos de cartas e documentos da época, tipo uma carta de um governante falando sobre as terras indígenas ou um documento oficial sobre aldeamentos. Eu trago umas cópias desses documentos — coisa que a gente acha na internet mesmo. Divido a turma em grupos de 4 ou 5, assim mesmo no improviso, e peço pra eles lerem o material e fazerem anotações. Isso leva umas duas aulas, porque depois da leitura cada grupo apresenta suas anotações pro resto da turma. Na última vez que fiz isso, a Maria ficou super empolgada quando percebeu como as palavras usadas nos documentos eram, tipo, muito diferentes das palavras que a gente usa hoje em dia. Ela começou a questionar por que as coisas eram descritas daquela forma. A reação dos meninos geralmente é de surpresa quando veem como era a visão dos governantes da época. Acho bacana porque eles percebem a desumanização dos indígenas nos textos oficiais.

A segunda atividade é uma espécie de debate. Eu levo pra sala alguns pontos polêmicos sobre as políticas indígenas do Império e divido a turma em dois grandes grupos: um grupo vai defender as políticas e o outro vai criticar. Claro que aqui ninguém vai realmente defender aquelas ideias antigas, mas é legal pra eles entenderem os argumentos usados na época e desenvolverem senso crítico. Eu dou uns 20 minutos pra cada grupo se preparar antes de começarem a debater. A classe fica bem animada nessa atividade — na última vez o João ficou tão empolgado defendendo o ponto de vista histórico que quase derrubou a cadeira! Eu gosto dessa atividade porque mesmo quem é mais tímido acaba participando de alguma forma.

A terceira atividade que faço é um projeto um pouco mais longo: criar uma linha do tempo das políticas indígenas durante o Império. Isso leva umas quatro aulas porque envolve pesquisa e criatividade. Os meninos trabalham em duplas ou trios pesquisando diferentes eventos importantes daquela época e colocam tudo numa linha do tempo desenhada em papel pardo grande. Eu trago livros didáticos, artigos impressos e até peço pra eles usarem o celular pra pesquisar na internet (mas sempre supervisiono pra garantir que tão acessando fontes confiáveis). Uma vez, enquanto faziam a linha do tempo, o Pedro achou uma imagem antiga de um aldeamento e ficou super impressionado com as condições precárias mostradas ali. Ele comentou com os colegas: "Olha isso! E ainda falavam que estavam ajudando?". Isso abriu espaço pra mais discussão e análise crítica.

Bom, são atividades simples mas bem legais que ajudam muito os meninos a desenvolverem essa habilidade de identificar e analisar as políticas pro índio durante o Império brasileiro. Eles saem dessas atividades conseguindo falar com mais propriedade sobre o assunto e acho que isso também ajuda a construir uma consciência mais crítica sobre nossa história. Termino essas aulas sempre com aquela sensação boa de missão cumprida, sabe como é? É isso aí pessoal!

Agora vamos falar de como eu percebo que os meninos e meninas realmente entenderam essa história toda, sem precisar aplicar aquela prova formal que às vezes apavora a galera. Primeiro, na hora que eu tô circulando pela sala, eu fico muito atento às conversas. Quando eles começam a discutir entre si e um tenta convencer o outro sobre, por exemplo, se determinada política era ou não uma tentativa de civilizar os indígenas, e usam exemplos que a gente viu em aula, é um baita sinal de que entenderam. Outro dia, ouvi o Paulo explicando pra Luana como as aldeias indígenas eram deslocadas para terras menos férteis e ele até usou aquela analogia que fizemos do "tapinha nas costas com faca na mão" pra mostrar a falsa amizade do governo. Naquele momento pensei: "Ah, esse entendeu!"

Tem também quando um aluno pega uma dúvida do colega e explica direitinho. Aí você vê que além de aprender, ele fixou bem a ideia. Teve uma vez que o João tava meio perdido e a Mariana começou a explicar usando um exemplo bem simples que demos sobre as políticas de extermínio, relacionando com um jogo que eles gostam. Ela disse: "É tipo quando no jogo chega aquele chefão que é seu 'amigo', mas na verdade tá só esperando a chance de te pegar". Genial! O João logo sacou.

Agora, sobre os erros mais comuns... Olha, isso é um capítulo à parte! Um erro que vejo bastante é a galera confundir as políticas do Império com as da República. Tipo assim, o Lucas um dia tava comentando todo empolgado como os presidentes no Império acabaram com várias aldeias indígenas, e aí tive que lembrar ele de que naquela época tinha imperador, não presidente. A confusão acontece porque eles ficam meio perdidos nas linhas do tempo dos períodos históricos. Então sempre tento reforçar essa noção usando uma linha do tempo bem visual.

Outro erro comum é achar que todas as aldeias foram tratadas da mesma forma ou que todo indígena sofreu igual. A Vitória uma vez disse que "todo índio era escravo", então aproveitei pra relembrar que as situações variavam bastante dependendo da região e das políticas específicas daquele momento. Quando pego esses erros na hora, paro tudo e faço uma roda de conversa rápida pra ajustar o entendimento. Não culpo ninguém por errar—errar faz parte—mas uso como uma oportunidade pra toda turma crescer junto.

Falando do Matheus e da Clara agora... Bom, o Matheus tem TDAH e precisa de umas dinâmicas diferentes. Eu costumo dividir as tarefas em etapas menores pra ele não ficar sobrecarregado. Tipo, se a gente tá fazendo uma pesquisa sobre as políticas do Império, deixo ele fazer uma parte por vez e vou revisando junto. Isso funciona melhor do que largar tudo de uma vez. Além disso, deixo ele usar fones de ouvido com música calma durante atividades escritas porque ajuda ele a focar mais.

Já com a Clara, que tem TEA, eu tento ser bem claro e direto nas instruções. Uso muitos recursos visuais como mapas e imagens porque ajudam ela a processar melhor as informações. Também dou mais tempo pra ela completar atividades ou provas orais se for preciso. Uma coisa que não funcionou foi quando tentei usar jogos digitais—ela ficou mais perdida do que antes! Então voltei pro bom e velho papel e caneta pra certas atividades.

No final das contas, cada aluno é único e precisa de atenção especial à sua maneira. E claro, tô sempre aberto pra ouvir os próprios alunos sobre o que funciona melhor pra cada um deles.

Bom, acho que é isso por hoje! Espero ter ajudado a dar umas ideias aí pra quem também tá lidando com essas questões na sala de aula. Se alguém tiver mais dicas ou quiser trocar uma ideia sobre estratégias diferentes, tô por aqui! Vamos aprendendo juntos.

Até mais!

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