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EF08HI24História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Reconhecer os principais produtos, utilizados pelos europeus, procedentes do continente africano durante o imperialismo e analisar os impactos sobre as comunidades locais na forma de organização e exploração econômica.

Configurações do mundo no século XIXUma nova ordem econômica: as demandas do capitalismo industrial e o lugar das economias africanas e asiáticas nas dinâmicas globais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF08HI24 da BNCC é aquela que faz a gente pensar no impacto do imperialismo europeu lá na África, especialmente durante o século XIX. Na prática, o que a gente quer é que os alunos consigam entender quais produtos os europeus estavam levando da África e como essa exploração mexia com a vida das comunidades locais. Sabe quando você vai comprar um chocolate e pensa de onde vem o cacau? É mais ou menos isso, mas com coisas como ouro, marfim, diamantes... E a ideia é também analisar como essas comunidades tinham que se reorganizar economicamente por causa dessa exploração toda.

Então, por exemplo, se no 7º ano a turma já tinha estudado um pouco sobre as grandes navegações e a chegada dos europeus na América, agora a gente amplia esse conhecimento e foca na África. Eles já sabem que os europeus tinham esse costume de ir pros lugares e explorar pra valer, então aqui a gente aprofunda isso. Queremos que os meninos reconheçam esses produtos e entendam as consequências sociais e econômicas dessa exploração.

Uma das primeiras atividades que eu faço é um mapa mental com a turma. Eu uso cartolina mesmo e canetas coloridas. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos, cada grupo pega uma região da África que foi colonizada e começa a pesquisar quais eram os produtos principais explorados ali. Dou uns 30 minutos pra eles pesquisarem em alguns materiais impressos e textos que eu trouxe (que já selecionei pra não complicar muito). Depois, eles vão colocando no mapa mental: produtos, impactos nas comunidades, mudanças econômicas. Da última vez que fiz isso, o Pedro e o Lucas ficaram super empolgados desenhando um elefante pra simbolizar a exploração do marfim. No final, cada grupo apresenta seu mapa mental pro restante da turma. É legal porque eles mesmo vão trocando ideias entre eles sem perceber que estão aprendendo um monte.

Outra atividade bacana é organizar um debate sobre os impactos do imperialismo nas comunidades africanas. Pra isso, eu seleciono alguns textos de autores africanos e europeus que falam sobre o período do imperialismo. Deixo eles lerem os textos por uns 20 minutos, organizo a sala em círculo, e cada aluno tem a chance de falar. Aí eu faço perguntas tipo: "O que vocês acham que mudou na comunidade local com a chegada dos europeus?" ou "Quais foram os impactos econômicos dessa exploração?". Eles adoram debater! Na última vez, a Beatriz levantou uma questão super interessante sobre como algumas tradições culturais foram afetadas nessa época. A turma toda ficou pensando nisso e até saiu uma discussão sobre cultura e economia.

A terceira atividade é mais prática: eles têm que criar uma linha do tempo das mudanças econômicas nas regiões africanas colonizadas. Uso papel kraft grande na parede da sala e post-its. Eles precisam pesquisar eventos específicos e colocar na linha do tempo com datas, tipo assim: chegada dos europeus em tal região, início da exploração de tal produto... Leva uns 40 minutos essa atividade porque eles vão debatendo entre si qual é o evento mais importante. Teve uma vez que o João ficou super empolgado com a ideia de mostrar como uma mudança levou à outra e acabou fazendo quase um gráfico junto com a linha do tempo!

A resposta dos alunos em geral é boa; eles se engajam porque as atividades são bem concretas e visuais. Claro que tem sempre aqueles que ficam mais quietos no começo, mas depois vão se soltando quando percebem que conseguem entender o assunto de forma prática. E isso tudo ajuda eles a realmente fixarem esses conceitos complexos de história.

No final das contas, o objetivo é eles saírem dali entendendo não só o quê foi tirado da África pelos europeus, mas como isso afetou tanto as comunidades locais no passado quanto ainda tem reflexos hoje em dia. E assim seguimos com nossos desafios na sala de aula!

Aí, gente, a parte de ver se os meninos realmente entenderam o que a gente tá ensinando é tipo um desafio diário, né? Não dá pra depender só daquelas provas formais. O legal mesmo é observar no dia a dia. Eu, por exemplo, quando tô circulando pela sala, fico de ouvido atento nas conversas deles. Tem vezes que vejo dois alunos discutindo sobre como os europeus impactaram as economias africanas, e aí já percebo que eles pegaram a ideia. Lembro de uma vez que o João tava explicando pro Lucas sobre como o comércio de marfim funcionava. Ele usou um exemplo com coisas do dia a dia deles, tipo "se a gente tivesse uma lojinha e começasse a vender tudo barato pro pessoal lá do bairro rico, nossa loja ia mudar, né?" Aí eu pensei: ah, esse entendeu.

Outra situação foi quando a Ana e a Luiza estavam falando sobre como a divisão de terras na África não respeitava as comunidades locais. A Ana disse algo como "Imagina se dividissem nossa cidade sem pensar na gente?" E foi ali que vi que ela captou bem como essas decisões europeias bagunçaram tudo por lá. É nesses detalhes, nessas falas mais soltas e espontâneas, que a gente percebe o aprendizado acontecendo. É como se fosse um termômetro, sabe? A temperatura da compreensão deles sobe quando eles conseguem fazer essas conexões.

Claro que nem tudo são flores e sempre tem aqueles erros comuns. Um dos mais frequentes é quando eles confundem o impacto econômico do imperialismo com o impacto cultural ou social. Tipo, teve um dia que o Pedro tava falando que o imperialismo ajudou a modernizar a África porque trouxe novas tecnologias. Aí eu puxei ele de canto e expliquei que, embora houvesse introdução de tecnologias, o foco era na exploração dos recursos pra benefício europeu e não pro desenvolvimento africano mesmo. É uma linha tênue ali e acho que essa confusão rola porque na cabeça deles "novo" é sempre "melhor", mas nem sempre foi o caso historicamente.

Quando isso acontece, gosto de usar exemplos visuais ou atividades práticas pra corrigir essa visão. Esses dias fizemos um exercício em que cada grupo de alunos tinha que representar uma comunidade africana e decidir como reagiriam ao imperialismo. Aí ficou mais claro pra eles como as escolhas eram limitadas e quase sempre prejudiciais.

Agora, sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA... Com o Matheus eu tento sempre oferecer atividades mais dinâmicas, onde ele possa se mexer ou onde eu possa dividir as tarefas em blocos menores pra ele não se sentir sobrecarregado. Uma coisa que funciona muito bem é usar cronômetros ou temporizadores visuais pra ajudar ele a gerenciar o tempo. Já teve uma vez que fizemos um jogo tipo caça ao tesouro pela sala com pistas relacionadas ao tema. Matheus adorou!

Com a Clara, as atividades precisam ser um pouco diferentes. Ela se dá melhor com rotinas bem estabelecidas e instruções claras. Sempre deixo material visual extra pra ela e procuro falar pausadamente, sem atropelos. Uso bastante mapas e infográficos porque ela processa melhor essas informações. Uma coisa interessante é que ela curte muito quebra-cabeças históricos, então sempre trago alguma atividade nesse formato pra ela.

O que percebo é que tanto pro Matheus quanto pra Clara é importante respeitar o tempo deles e oferecer alternativas de participação nas atividades, assim eles se sentem incluídos e não pressionados.

Bom, pessoal, é isso! Espero ter dado umas ideias legais aí pra quem tá lidando com essa habilidade EF08HI24 no dia a dia também. Cada turma é única e os desafios aparecem de formas diferentes, mas é sempre gratificante ver os alunos fazendo aquelas conexões que mostram que tão entendendo o mundo por uma perspectiva mais crítica.

Vamos nos falando! Adoro trocar experiências por aqui com vocês! Abraço!

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