Olha, essa habilidade EF06LI11 da BNCC, que é sobre explorar ambientes virtuais e aplicativos pra construir um repertório lexical na língua inglesa, na prática é o seguinte: a gente quer que os alunos saibam procurar palavras novas em inglês e entendam como usar essas palavras no contexto certo. A ideia não é só decorar palavras soltas, mas sim construir um vocabulário que faça sentido pra eles, que eles consigam usar na hora de ler um texto ou quando forem falar alguma coisa em inglês.
Os alunos chegam no 6º ano com aquela base do 5º, né? Eles já têm uma noção básica de algumas palavras e expressões em inglês, mas geralmente ainda é tudo muito limitado. Então, o nosso objetivo aqui é expandir esse vocabulário. Fazer com que eles consigam, por exemplo, entender uma música simples em inglês ou o básico de um texto curto. A gente usa muito o que eles já sabem: aquelas palavrinhas que eles aprenderam com músicas, jogos, até filmes e séries. E aí vamos além, mostrando novas palavras, mas sempre no contexto.
Agora, sobre as atividades que eu faço com os meninos, escolhi três pra contar aqui.
A primeira atividade é a “Caça ao Tesouro Online”. Pra essa atividade eu uso uns sites bem legais de dicionários visuais online e outros aplicativos de aprendizado de inglês. Eu divido a turma em duplas ou trios, porque assim eles se ajudam. Bom, aí dou uma lista de palavras em português que eles têm que encontrar a tradução e imagem correspondente nesses sites ou aplicativos. Essa tarefa dura mais ou menos uma aula inteira. Os alunos adoram! Na última vez que fizemos isso, o João e a Maria ficaram super empolgados porque encontraram uma palavra nova e uma imagem engraçada relacionada a ela. Eles terminaram a tarefa rapidinho e ainda ajudaram os colegas do lado.
Outra atividade que faço bastante é o “Desafio da Música”. Como eles adoram música, trago uma música em inglês (dessas que eles já ouviram falar) e aí entrego a letra da música impressa com algumas lacunas. Essas lacunas são palavras-chave que quero que eles aprendam. Aí coloco a música pra tocar e eles têm que preencher as lacunas ouvindo a música. Depois disso, usamos dicionários online pra explorar o significado dessas palavras. Essa atividade é feita em grupos pequenos e leva umas duas aulas – uma pra ouvir e completar a música e outra pra explorar os significados. Tem uma aluna, Ana Clara, que sempre canta junto. Na última vez ela se empolgou tanto que fez um showzinho na sala! Foi muito divertido e todo mundo entrou na onda.
A terceira atividade é a “Roda de Conversa Online”. Eu uso um aplicativo tipo chat onde os alunos podem conversar entre si em inglês sobre temas do dia-a-dia, algo simples tipo “O que você fez no final de semana?” ou “Qual seu filme favorito?”. Primeiro faço uma introdução sobre o tema, dou algumas expressões úteis em inglês e solto a galera pra interagir. Geralmente faço isso no laboratório de informática ou no pátio da escola se o sinal estiver bom! Uma aula é suficiente pra essa atividade rodar bem. O Lucas sempre se destaca porque ele gosta muito de tecnologia, então ele fica todo animado quando vamos pro laboratório. Da última vez ele até ensinou alguns colegas a usar emojis pra complementar as frases em inglês.
Bom, minha gente, essas são algumas das formas como eu trabalho essa habilidade do repertório lexical na língua inglesa aqui com meus meninos do 6º ano. O foco é trazer o inglês pro cotidiano deles de maneira que faça sentido e seja divertido também! Acho importante eles perceberem que podem aprender mesmo fora da sala de aula com ferramentas online – é algo que dá autonomia pra eles buscarem conhecimento por conta própria também. A turma adora e eu também me divirto bastante com as descobertas deles. É isso aí!
periência de ler textos mais simples. Meu objetivo é sempre expandir esse vocabulário deles, e eu adoro usar atividades que envolvem música e filmes, porque eles se engajam muito mais assim.
Agora, como perceber que o aluno realmente aprendeu? Isso é uma arte, né. Você vai ali circulando pela sala, observando como eles interagem com o conteúdo. Às vezes tô ali andando entre as carteiras e ouço a Luana explicando pro João algo que eu tinha acabado de falar, mas ela coloca do jeito dela. Aí você percebe que ela realmente entendeu o que foi dito. Outro dia, o Pedro tava tentando lembrar de uma palavra e a Ana logo emendou: "Ah, você tá falando de 'hungry', que nem naquele filme que a gente viu". Aí bate aquela sensação de dever cumprido.
Os erros mais comuns que os meninos cometem geralmente têm a ver com a pronúncia ou o uso errado da palavra em um contexto específico. O Lucas, por exemplo, sempre confunde "fun" e "funny". Ele diz "This game is so funny" quando quer dizer que é divertido, mas aí eu aproveito pra explicar a diferença: "Lucas, 'fun' é divertido e 'funny' é engraçado". E assim vai. Às vezes acontece de a Júlia trocar "there" por "their", porque na fala parece igualzinho. Quando pego um erro desses na hora, gosto de corrigir ali mesmo, com exemplos simples pra não deixar passar batido.
E quanto aos alunos como o Matheus e a Clara, cada um tem suas particularidades. O Matheus tem TDAH e precisa de uma dinâmica diferente. Com ele, procuro usar materiais visuais e atividades mais curtas pra manter a atenção dele por mais tempo. Uma vez fizemos uma atividade com cartões de vocabulário e ele se saiu super bem porque podia mexer com as mãos enquanto lia as palavras. Já tentei deixá-lo sentado por muito tempo vendo um vídeo e percebi que ele se desconectava rápido.
A Clara tem TEA e pra ela funciona muito bem quando eu dou instruções bem claras e divido as tarefas em etapas menores. Eu deixo sempre um roteiro das aulas disponível e tento usar imagens pra ilustrar o vocabulário. Um exemplo que deu certo foi quando fizemos uma atividade de descrever personagens de um filme. Dei pra ela alguns cartões com imagens e palavras-chave pra ajudar na organização dos pensamentos dela. Uma vez a gente fez uma atividade coletiva e percebi que ela ficou perdida no meio de tanta informação em grupo, então agora tento sempre dar espaço pra ela processar tudo no tempo dela.
Bom, acho que é isso. Cada dia é uma nova chance de aprender junto com eles, né? Cada aluno tem seu jeito e cabe a gente encontrar o melhor caminho pra ajudar cada um. E vocês, como fazem na sala de aula? Alguma dica pra compartilhar também? Vamos trocando ideias por aqui! Até mais!