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EF06LI13Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Listar ideias para a produção de textos, levando em conta o tema e o assunto.

Estratégias de escrita: pré-escritaPlanejamento do texto: brainstorming
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF06LI13 da BNCC, eu penso logo no começo de qualquer escrita: aquele momento em que você tá cheio de ideia na cabeça e precisa botar tudo pra fora antes que suma, sabe? É tipo aquela hora que a gente começa a planejar uma viagem e vai anotando tudo que quer fazer. A diferença é que aqui a gente tá pensando em texto, em ideias pra desenvolver a escrita.

Na prática, na sala de aula, isso significa ajudar os meninos a colocarem as ideias deles no papel de um jeito organizado. A habilidade tá falando sobre listar ideias com base no tema e no assunto, então o aluno precisa conseguir fazer o quê? Primeiro, ele precisa entender do que ele vai falar – o tema. Depois, ele pensa nos detalhes – o assunto. É como se fosse um funil: começa amplo e vai afunilando até chegar nos pontos principais que vão entrar no texto.

Eles já têm uma basezinha disso do 5º ano, porque já começam a aprender sobre planejamento e organização de ideias, mas agora no 6º ano é pra valer. O desafio é eles conseguirem, sozinhos, pegar um tema como "meu animal favorito" e listar todas as coisas que vêm à cabeça sobre isso. E não é só listar, né? Tem que ver o que realmente faz sentido pro texto.

Aí eu vou contar três atividades que faço com a turma pra trabalhar isso:

Uma atividade que sempre dá certo é o famoso brainstorming. Não tem mistério: a gente usa papel sulfite e caneta. Eu começo explicando rapidinho o que é brainstorming – aquela chuva de ideias – e eles adoram fazer isso em grupo. Divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos, dependendo do tamanho da sala e dou uns 20 minutos pra eles listarem tudo o que lembram sobre o tema escolhido. Na última vez, usei o tema "tecnologia no nosso dia a dia" e os grupos surtaram de tanta ideia boa. O João, por exemplo, lembrou de falar dos aplicativos de delivery e isso gerou uma discussão enorme porque a Maria achava que era só pro lazer, mas aí eles começaram a perceber que tem um monte de coisa na tecnologia além dos joguinhos.

Outra coisa bacana é usar imagens como gatilho de ideias. Pra essa atividade eu preparo algumas imagens impressas relacionadas ao tema – tipo recortes de revistas mesmo – e cada grupo recebe algumas imagens pra discutir. Eles têm uns 15 minutos pra observar as imagens e listar as ideias que vierem à mente. Na última vez, usei imagens relacionadas ao tema "natureza" e foi interessante ver como isso ajudou os alunos a pensarem além do óbvio. O Lucas ficou fascinado por uma imagem de uma floresta com um rio passando e acabou listando ideias como biodiversidade e preservação ambiental. E olha que ele é daqueles alunos quietos que não gosta muito de falar.

E tem uma outra atividade bem legal usando músicas. Eu levo meu celular com algumas músicas baixadas – pode ser MP3 mesmo – relacionadas ao tema e deixo tocar um trechinho enquanto eles anotam as ideias que surgem. No dia em que trabalhei "cultura popular", coloquei uma música típica de festa junina e foi incrível ver como os alunos se animaram. A Ana Clara começou a lembrar das comidas típicas, das danças, das roupas... E olha que isso tudo só ouvindo um pedacinho da música! Eles têm uns 10 minutinhos pra ouvir e anotar tudo.

Uma coisa interessante é ver como cada aluno reage diferente às atividades. Tem sempre aquele mais tímido que demora a soltar as ideias, mas quando pega no tranco vai longe! E os mais agitados acabam ajudando os outros com aquele entusiasmo todo. No final das contas, todos conseguem colaborar e juntar as ideias.

O bom dessas atividades é que elas não precisam de muito material nem tempo demais. Dá pra fazer numa aula sem estresse. E além disso, eles não só listam as ideias como começam a pensar no porquê delas serem relevantes pro texto deles. É muito legal ver como eles evoluem ao longo do ano letivo.

Bom, acho que é isso aí galera! Espero que esse relato ajude quem tá começando ou até quem quer dar uma renovada nas atividades na sala de aula. Se tiverem mais ideias ou quiserem compartilhar algo também, bora lá conversar!

E aí, pessoal! Continuando o papo sobre a habilidade EF06LI13, uma coisa que eu sempre fico de olho é como os meninos tão desenvolvendo as ideias deles. Mas, sabe, não é só aplicar prova que me mostra se eles entenderam ou não. No dia a dia, a gente tem muita pista do aprendizado deles.

Quando eu tô circulando pela sala, eu presto atenção quando ouço as conversas entre eles. Tipo, tem vezes que um aluno explica pro outro de um jeito que você pensa “ah, esse entendeu mesmo”. Teve um dia, por exemplo, que o João tava tentando organizar as ideias dele pra um texto e o Pedro chegou do lado e falou: “Ô João, faz assim: começa pela ideia principal e depois vai puxando as outras coisas que você quer falar”. Nessa hora eu pensei: o Pedro pegou direitinho como organizar o pensamento em escrita. E é esse tipo de interação que me mostra que eles tão captando a ideia da habilidade.

Outra situação legal foi quando a Maria tava meio perdida pra começar a escrever sobre o tema do meio ambiente. Aí ela começou a falar sozinha: “Tá, primeiro falo sobre o lixo, depois água... Ah, e também posso falar das árvores na minha rua!”. Era aquele rascunho mental que já mostrava que ela tava entendendo como quebrar o tema em partes menores pra organizar as ideias antes de escrever.

Agora, quanto aos erros mais comuns... Olha, o Lucas sempre confunde as ideias principais com os detalhes. Ele começa a listar tudo junto sem hierarquia. Tipo uma vez ele começou falando sobre futebol e já emendou num parágrafo sobre comida, tudo misturado. Isso acontece porque ele quer colocar tudo o que pensa de uma vez só sem organizar antes. Quando vejo isso, costumo sentar com ele e mostrar como separar as ideias principais dos detalhes, usando cores diferentes ou até desenhando uns diagramas simples.

E a Ana tem essa mania de querer escrever tudo perfeito desde a primeira linha. Ela passa tanto tempo pensando na primeira frase que perde o fio da meada. Já disse pra ela que pode ser só um rascunho primeiro, pra depois ajustar. A gente faz isso em sala com exercícios rápidos onde eles têm cinco minutos pra despejar tudo no papel sem se preocupar com beleza.

Agora, falando do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA... Com eles eu preciso adaptar algumas coisas. Pro Matheus, é importante usar atividades mais curtas e segmentadas. Em vez de pedir uma lista gigante de ideias de uma vez só, eu peço pra ele fazer por etapas e com descansos entre uma parte e outra. Ele também responde bem quando a gente usa recursos visuais tipo cartões com palavras-chave pra ele ir montando o texto.

Já com a Clara, eu percebi que funciona bem quando uso uma rotina bem definida e visualmente clara. Tipo assim: começo cada atividade mostrando um cronograma do que vamos fazer e uso bastante apoio visual como quadros e imagens relacionadas ao tema. Ela precisa ver tudo claramente assim pra entender e se acalmar. Uma coisa que não deu certo foi tentar forçar muita interação na hora de planejar as ideias. Ela prefere fazer isso no cantinho dela primeiro e depois compartilhar.

Bom, gente, é mais ou menos isso! Tô sempre aprendendo com eles também e ajustando as estratégias conforme vou conhecendo melhor cada aluno. É bacana ver como cada um tem seu jeito de aprender e de expressar suas ideias. Até a próxima conversa!

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