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EF06LI14Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Organizar ideias, selecionando-as em função da estrutura e do objetivo do texto.

Estratégias de escrita: pré-escritaPlanejamento do texto: organização de ideias
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade aí, EF06LI14, é uma daquelas que parecem meio complicadas no papel, mas quando a gente bota na prática, faz todo sentido. Basicamente, o que a BNCC tá pedindo aqui é que os alunos aprendam a organizar as ideias deles de forma clara e coerente quando vão escrever um texto em inglês. Não é só sair escrevendo qualquer coisa, sabe? Eles precisam pensar no que querem dizer, como querem dizer e pra quem estão dizendo. É tipo preparar uma receita antes de começar a cozinhar: você precisa saber quais ingredientes vai usar e como vai combinar tudo antes de começar a misturar.

Pra turma do 6º ano, essa habilidade é um passo à frente do que eles já aprenderam no 5º ano. Lá, eles já começaram a ter contato com algumas frases e expressões em inglês. Agora é hora de juntar isso tudo e criar algo mais estruturado. A ideia é que eles consigam planejar o texto antes de começar a escrever de fato. Isso significa selecionar as ideias principais, decidir qual vai ser a introdução, desenvolvimento e conclusão, e pensar também no vocabulário que vão precisar usar.

Na prática, eu gosto de trabalhar isso com a galera usando atividades bem concretas e que envolvem eles de alguma forma. Uma das atividades que faço é o "Mapa de Ideias". Eu uso uma folha A4 pra cada aluno e lápis coloridos. A gente começa com um tema simples – pode ser "My Family" ou "My Favorite Food", por exemplo. Aí eu peço pra eles escreverem o tema no centro da folha e, a partir daí, eles vão criando ramificações com as ideias que vão surgindo. Isso ajuda muito porque eles conseguem visualizar o texto antes mesmo de começar a escrever. Na última vez que fizemos isso, o Pedro ficou todo empolgado porque conseguiu montar um mapa sobre "My Best Friend" e até compartilhou com a turma falando sobre como ele se divertiu fazendo isso.

Outra atividade que tem dado super certo é o "Diálogo Planejado". Eu divido a turma em grupos de três ou quatro alunos – geralmente faço isso em 20 minutos da aula – e peço pra eles criarem um diálogo sobre um tema específico. Eles têm que organizar quem vai falar o quê, qual é o início da conversa, como vai se desenvolver e como termina. Na última aula, a turma estava trabalhando com o tema "Planning a Party". A Ana, o Lucas e a Júlia criaram um diálogo super engraçado onde cada um tinha uma opinião diferente sobre o que seria mais importante na festa: comida, música ou convidados. Eles até encenaram na frente da turma e foi uma risada só.

A terceira atividade que gosto de fazer é a "Escrita Guiada". Essa eu faço individualmente e leva uns 30 minutos. Dou um rascunho inicial pra eles com algumas frases começadas e espaços para completar ou expandir as ideias. Por exemplo: "On my last vacation I went to ___ because ___. I loved it because ___." Isso ajuda os alunos a manterem o foco e organizarem melhor os pensamentos. Na última vez que fiz essa atividade, a Mariana estava meio perdida no começo porque não sabia muito bem como terminar as frases, mas aos poucos ela foi pegando confiança e acabou escrevendo sobre suas férias na casa da avó com detalhes bem legais.

Essas atividades têm funcionado bem porque tiram aquela pressão de começar a escrever do zero. Os meninos conseguem planejar melhor suas ideias e sentem mais confiança na hora de colocar tudo no papel (ou até no computador). E eu tô sempre ali dando aquele suporte quando preciso, ajudando com vocabulário ou ideias quando alguém trava.

Bom, o negócio é ver cada aluno como alguém em desenvolvimento. Alguns vão pegar rápido essa ideia de planejamento e organização das ideias, outros vão precisar de mais tempo e incentivo. E tá tudo bem! O importante é continuar incentivando a prática e dando oportunidades pra eles testarem suas habilidades em contextos diferentes.

No fim das contas, trabalhar com essa habilidade acaba sendo um jeito de preparar os alunos não só pra escrever melhor em inglês, mas também pra pensar de forma organizada em qualquer situação da vida deles. E ver eles pegando confiança nisso não tem preço! E aí? Como vocês trabalham essa habilidade aí nas turmas de vocês? Bora trocar umas ideias!

Pra perceber se os meninos tão pegando a ideia, eu fico sempre de olho no dia a dia. Aí é que tá o pulo do gato! Quando eu tô andando pela sala, dou uma circulada pra ver como cada um tá lidando com a atividade. Às vezes vejo aquele brilho no olho quando eles conseguiram estruturar um parágrafo bacana, ou quando mudam uma frase que tava meio torta pra algo mais claro e direto. Olha, não tem preço ver esse momento de "ahá!". Outro momento mágico é quando escuto as conversas deles. Tipo, quando um aluno ajuda o outro a resolver uma dúvida. Certa vez, a Júlia tava meio empacada, aí o Pedro chegou e falou: "Ah, você tem que começar com 'first' e depois você explica o que vem em seguida". Jóia demais ver esses momentos!

E também tem aqueles momentos em que eles vêm me mostrar o que escreveram, todo orgulhosos, falando: "Olha, professor, fiz assim...". Numa dessas, o Lucas chegou com um textinho sobre a rotina dele, sabe? E ele conseguiu usar conector direito, tipo "then", "after that", deixando tudo mais claro. Isso é um sinal ótimo de que a habilidade tá sendo absorvida.

Claro que os erros tão sempre por aí, né? É normal. Um dos erros mais comuns é esquecer de conectar as ideias. A Maria, por exemplo, escreveu um texto todo picado: começou falando do café da manhã dela, aí do nada pulou pro almoço sem fazer nenhuma ligação. Outro erro que aparece direto é a organização do texto. O João tinha umas ideias legais sobre videogame, mas tava tudo jogado no papel sem uma sequência lógica.

Esses erros acontecem porque os meninos às vezes querem contar tudo ao mesmo tempo e aí se perdem. Quando pego um erro desses na hora, costumo chamar o aluno e perguntar: "Você acha que alguém que lê isso aqui vai entender? Como a gente pode deixar isso mais claro?". Eu vou dando umas dicas de como usar palavras que conectem melhor as frases.

Agora falando do Matheus e da Clara... Cara, são dois desafios bem particulares na sala. O Matheus tem TDAH e a gente sabe que ele acha difícil manter o foco por muito tempo. Então, pra ele, eu sempre divido as atividades em partes menores. Se a tarefa é escrever um texto de cinco parágrafos, por exemplo, eu sugiro que ele faça um parágrafo de cada vez e dê uma volta pela sala entre eles pra espairecer um pouco. Já tentei usar cronômetro pra ele se concentrar por períodos curtos, mas percebi que acaba pressionando ele demais. Então, deixo ele mais à vontade pra trabalhar no ritmo dele.

Pra Clara, que tem TEA, o importante é usar materiais visuais. Ela gosta de desenhos e diagramas. Então eu sempre preparo umas cartolinas com esquemas visuais das ideias principais que tão sendo discutidas na aula. Ela parece entender melhor quando vê essas representações gráficas do texto antes de começar a escrever efetivamente. Também faço algumas fichas com palavras-chave em inglês com figuras associadas pra ajudar ela a lembrar dos conectores que pode usar.

Um negócio que não funcionou bem com a Clara foi tentar usar muito estímulo sonoro durante as explicações. Achei que poderia ajudar ela a se situar melhor sobre o conteúdo da aula. Mas aí percebi que acabava distraindo mais do que ajudando.

Enfim, cada dia é um aprendizado novo com essa galera toda aí na sala de aula. Vou ajustando as estratégias conforme vejo o resultado com cada um deles. E vou te contar: apesar dos desafios, ver esses meninos avançando é gratificante demais! Bom trocar essas ideias com vocês aqui no fórum... sempre bom ouvir como outros colegas lidam com situações parecidas também.

Até a próxima!

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