Olha, trabalhar a habilidade EF06LI15 no 6º Ano é uma experiência bem bacana e desafiadora ao mesmo tempo. Essa habilidade tem a ver com a produção de textos em inglês, mas não é qualquer texto não. A ideia é que os alunos consigam se expressar escrevendo histórias em quadrinhos, cartazes, blogs, essas coisas sobre temas que eles conhecem bem, tipo eles mesmos, a família, os amigos, o que gostam de fazer e a rotina deles. E sabe o que é bacana? Isso conecta com o que eles já vêm aprendendo nos anos anteriores. No 5º Ano, por exemplo, a gente já começa a trabalhar um pouco de vocabulário e frases básicas pra eles irem se acostumando com o inglês. Então, quando chegam no 6º Ano, a gente consegue explorar isso de maneira mais criativa e contextualizada.
Agora vou contar umas atividades que faço com a galera pra desenvolver essa habilidade aí. A primeira atividade que faço é uma produção de histórias em quadrinhos. Olha só, eu uso papel sulfite e lápis de cor mesmo, coisa simples. Primeiro, a gente conversa sobre como é uma história em quadrinhos, mostro uns exemplos em inglês e a gente analisa os balõezinhos de fala juntos. Daí, cada um tem que criar uma historinha sobre si mesmo ou sobre uma situação engraçada que já passou com a família. Eu deixo eles trabalharem em duplas porque assim eles trocam ideias e se ajudam. Essa atividade leva umas duas aulas, porque na primeira eles organizam as ideias e começam a rascunhar os desenhos e falas. Na última vez que fizemos isso, o João e o Pedro criaram uma história hilária sobre um dia caótico na casa deles com um cachorro muito bagunceiro. Eles riam tanto enquanto faziam que até contagiaram a sala.
A segunda atividade é fazer um cartaz sobre a rotina diária deles. A gente usa cartolinas e canetinhas coloridas. Primeiro, eu explico algumas expressões básicas no quadro tipo "I wake up at...", "I go to school at...", "I play soccer at..." e por aí vai. Depois, cada aluno faz seu próprio cartaz com as frases básicas da rotina deles. Eles adoram usar as canetinhas coloridas e caprichar no visual do cartaz. A turma trabalha individualmente nesse projeto e leva só uma aula pra concluir porque é mais direto. Na última vez que fizemos isso, a Ana foi toda empolgada apresentar o dela. Ela escreveu “I eat pizza on Friday” e todo mundo começou a contar também o que gosta de comer nos finais de semana.
A terceira atividade é escrever uma postagem de blog fictícia sobre algo que gostam muito. Essa é mais desafiadora porque requer um pouco mais de escrita em inglês. A gente vai pra sala de informática da escola pra fazer e eu mostro uns exemplos simples de postagens de blogs em inglês primeiro. Aí os alunos escolhem um tema do qual gostam muito: pode ser futebol, videogame, música... o que eles quiserem. Depois disso eles começam a escrever suas postagens no Word ou Google Docs enquanto eu passo pelas mesas ajudando com gramática e ideias. Isso leva umas três aulas pra finalizar porque escrevem aos poucos e fazem revisões comigo pra ver se está tudo certinho antes de imprimir.
Para dar um exemplo real dessa atividade de blog, teve uma vez que o Lucas escreveu sobre como ele é fã da banda BTS e como aprendeu algumas palavras em coreano só ouvindo as músicas deles. Ele ficou super empolgado porque depois compartilhou com outros amigos da escola que também gostam de BTS.
No geral, essas atividades têm tido uma boa aceitação com os meninos porque elas são interativas e falam diretamente do universo deles. Sempre incentivo bastante pra eles não terem medo de errar ou sentir vergonha porque aprender língua assim é normal ter umas escorregadas aqui e ali. O importante é se expressar.
Bom pessoal, essas são algumas das atividades que desenvolvo lá na escola para trabalhar a habilidade EF06LI15 da BNCC com o 6º Ano. Espero ter ajudado vocês com essas ideias e fico por aqui se alguém tiver mais dicas ou perguntas! Até mais!
E aí, pessoal! Continuando a conversa sobre a habilidade EF06LI15, queria compartilhar como eu percebo que os meninos realmente estão entendendo esse negócio de produzir textos em inglês, sem precisar de prova formal. Porque, olha, a gente sabe que prova não é tudo, né? Eu acho que as avaliações mais valiosas acontecem no dia a dia, na naturalidade das interações.
Quando eu tô circulando pela sala, sabe, observando de perto o que a galera tá fazendo, eu presto muita atenção em como eles interagem com o material. Tipo quando eles recebem uma tarefa pra criar uma historinha em quadrinhos sobre uma aventura que tiveram nas férias, dá pra ver quem tá realmente captando a ideia. Aí eu vejo se eles estão usando novas palavras e estruturas que trabalhamos antes. É nessa hora que vejo um aluno explicando pro outro como usar o presente simples na frase dele. "Não, João! Olha, você tem que dizer 'I play soccer' porque é uma coisa que você faz sempre." Quando ouço isso, já sei que rolou um entendimento ali.
Outro dia, tava passando perto da carteira do Pedro e ouvi ele contar pra Luíza sobre sua rotina nas manhãs de sábado. O menino tava lá se esforçando em inglês: "On Saturday, I wake up at 8 and eat breakfast." Aí fiquei todo orgulhoso porque ele tava aplicando o vocabulário e estrutura que treinamos em classe. E quando um explica pro outro, é sinal que tá sedimentado o conhecimento, né?
Mas nem tudo são flores. Tem alguns erros comuns que aparecem bastante. Por exemplo, a Maria sempre troca "he" e "she". Uma vez ela tava escrevendo sobre o irmão e disse: "She plays video games every day." Acontece direto porque no português a gente não tem essas distinções tão marcadas assim no gênero dos pronomes. Quando pego esses erros na hora, tento corrigir sem traumatizar a criança, tipo: "Olha, Maria, lembra que 'he' é para meninos e 'she' é para meninas? Então seu irmão é 'he', né?" Assim ela entende melhor.
Outra situação engraçada foi com o Lucas escrevendo um cartaz sobre seu animal favorito. Ele escreveu: "The giraffe is tall animal." Faltou o "a" antes de "tall", mas isso é super comum porque o português não exige esse tipo de artigo indefinido toda hora. Então, eu aponto: "Lucas, não esquece do 'a', tá?" Ele dá aquele sorriso maroto e corrige rapidinho.
Agora, falando do Matheus e da Clara... Bom, eles exigem um pouco mais de adaptação nas atividades. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais curtas e diretas. Costumo dar pra ele tarefas menores, dividindo uma atividade grande em partes menores pra ele conseguir se concentrar melhor. Tipo assim: enquanto os outros fazem um quadrinho de 4 cenas de uma vez só, peço pro Matheus fazer cena por cena e venho revisando com ele entre cada uma.
Já a Clara tem TEA e gosta de rotinas previsíveis. Então procuro sempre seguir um padrão nas aulas e aviso quando algo diferente vai acontecer. Material visual é ótimo pra ela! Uso muitas imagens e cards coloridos pra ajudar na compreensão. E uma coisa que funcionou bem foi usar aplicativos no tablet dela com jogos educativos em inglês. Mas olha, já tentei usar música em inglês achando que ia ser legal e ela não se adaptou muito bem porque achou barulhento demais.
Enfim, galera, essas são algumas das minhas experiências com essa habilidade tão especial! Ensinar inglês no 6º Ano é desafiador mas também recompensador quando vejo eles usando o idioma pra falar do dia a dia deles. E vocês? Como têm trabalhado essa habilidade? Vamos trocando ideias por aqui! Abraço!