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EF06LI18Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Reconhecer semelhanças e diferenças na pronúncia de palavras da língua inglesa e da língua materna e/ou outras línguas conhecidas.

Estudo do léxicoPronúncia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF06LI18 da BNCC é sobre fazer os alunos perceberem como as palavras em inglês são faladas de um jeito diferente do que a gente fala no português ou até mesmo em outras línguas que eles possam conhecer. Na prática, é tipo ajudar a galera a notar que, sei lá, o "th" em inglês não é igual ao nosso "t" ou "f". E também como alguns sons em inglês simplesmente não têm em português, e vice-versa. O aluno precisa conseguir ouvir uma palavra em inglês e pensar sobre como ela é diferente (ou parecida, vai saber) do que ele já conhece. Isso ajuda muito na hora de aprender vocabulário e até na hora de tentar entender alguém falando inglês.

Na turma do 6º Ano, essa habilidade se conecta com o que eles viram nos anos anteriores, porque eles já tiveram contato com palavras básicas em inglês e com isso devem ter notado que o jeito de falar não é igual ao nosso. Tipo, quando aprendem “apple” no 5º Ano, já dá pra começar a perceber que o som do "a" em inglês é diferente do nosso "a". A partir daí, dá pra trabalhar mais profundamente essas diferenças e semelhanças.

Agora, vou contar três atividades que faço com minha turma pra trabalhar isso:

A primeira atividade é o "Jogo dos Sons". Olha só, eu uso um áudio simples com palavras que eles já conhecem em inglês e algumas novas. Aí coloco o áudio pra tocar, e eles têm que levantar a mão quando ouvirem uma palavra que tem um som diferente do português. É assim: ponho todo mundo sentado em círculo, pra ficar mais dinâmico e garantir que todo mundo participe. O áudio geralmente leva uns 10 minutos no total, porque boto umas pausas no meio pra perguntar o que eles notaram. A última vez que fiz isso, o João Pedro foi o primeiro a perceber o som do "th" em "three" e comentou que parecia gente fazendo cosquinha nos dentes. Aí todo mundo começou a imitar, foi uma folia só.

Outra atividade bacana é fazer um "Quiz de Pronúncia". Pra essa atividade eu só preciso de flashcards com palavras em inglês e suas traduções em português. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco e dou um tempo pra cada grupo discutir e tentar falar as palavras corretamente. Depois, eu passo de grupo em grupo pedindo pra cada um falar uma palavra e explicar se acham que tem algo diferente no jeito de falar. Essa brincadeira demora uns 30 minutos no total. Na última vez que fiz isso, a Ana Clara ficou super empolgada quando conseguiu falar "water" direitinho e ainda explicou pros colegas que o som do “t” parecia mais leve do que no nosso “t”.

A terceira atividade é um pouco mais livre: peço pros alunos trazerem uma música em inglês que gostam. Aí, escolhemos uma ou duas músicas sugeridas por eles e ouvimos juntos na sala. Depois de ouvir, a gente discute as palavras da música: como são pronunciadas e como seriam se fossem palavras em português. Isso geralmente leva uma aula inteira, porque a galera gosta muito dessa atividade. Eles ficam super animados quando reconhecem palavras novas nas músicas. Da última vez, por exemplo, o Lucas trouxe “Shape of You” do Ed Sheeran e quase todos sabiam cantar o refrão. Quando pedi pra prestarem atenção nos sons diferentes, eles ficaram surpresos ao perceberem como algumas partes eles cantavam meio errado e tivemos boas risadas com isso.

Essas atividades são maneiras porque além de trabalhar a habilidade específica da pronúncia, também ajudam com vocabulário e compreensão oral de modo geral. E ainda deixam as aulas mais animadas porque são participativas. Acho importante também deixar espaço pros alunos trazerem exemplos deles mesmos, como na atividade das músicas — isso dá uma sensação de pertencimento maior na sala.

Bom, espero que essas ideias sejam úteis aí pra quem tá começando ou buscando novas maneiras de abordar esse tema nas aulas de inglês! Qualquer dúvida ou troca de ideia tô por aqui!

Então, pessoal, continuando aqui sobre a habilidade EF06LI18, um dos jeitos que percebo que os alunos entenderam é quando tô circulando pela sala e vejo eles tentando repetir os sons em inglês entre eles, tipo um ajudando o outro. É engraçado porque às vezes você pega eles no flagra discutindo como se fala uma palavra que ouviram na música ou num pedaço de filme que mostrei. Por exemplo, teve um dia que o João tava explicando pra Ana que o “th” em “think” não era igual a “tink”. Isso aí pra mim é um sinal claro de que entenderam o básico.

Outra coisa é nas conversas informais. Às vezes, você passa por eles no corredor e escuta um ou outro tentando usar o inglês de alguma forma engraçada, meio errado mas com intenção de acertar. Já aconteceu de eu ouvir o Pedro dizendo pro Lucas: "Ah, você é muito 'crazy'!" e os dois rindo. Aí eu penso: "Beleza, eles tão começando a usar isso na vida real".

Quando um aluno consegue explicar pro outro, aí é música pros meus ouvidos. Como quando a Julia tenta explicar pro Miguel que "these" é diferente de "this". Ela não só entendeu como tá reforçando o aprendizado dela explicando pro colega. Isso mostra que internalizou o som e o significado da palavra.

Agora, sobre os erros mais comuns, rapaz, tem alguns clássicos, né? Tipo, uma confusão constante é trocar o “th” por um “f” ou “t”. A Júlia mesmo vive falando “tree” quando quer dizer “three”. Esse é clássico! E isso acontece porque a nossa língua não tem esse som de fricção entre os dentes, então, naturalmente eles procuram algo mais familiar.

Outra confusão comum é com palavras que têm sons parecidos mas significados diferentes, tipo “there”, “their” e “they’re”. Outro dia mesmo o Felipe tava todo confuso com isso na hora do ditado. Ele escrevia uma coisa pensando em outra. Na hora, eu parei e expliquei com exemplos: falei sobre lugares (there), posse (their) e junções de palavras (they’re) com contextos do dia a dia. Quando pego erro assim na hora, tento sempre corrigir explicando ali mesmo sem dar bronca porque sei que é coisa de prática e costume mesmo.

Sobre o Matheus e a Clara, bom, cada um tem suas necessidades e eu tento adaptar as atividades para ajudar melhor. O Matheus tem TDAH e ele precisa de estímulos mais curtos e variados pra manter o foco. Quando vejo que ele tá dispersando muito durante uma atividade normal de ouvir e repetir, eu puxo ele pra perto e dou uma tarefa curta que ele consegue fazer rápido. Tipo assim, às vezes dou uma lista pra ele marcar quais palavras acha mais difíceis ou então faço ele ser o ajudante pra me ajudar a distribuir material. Coisa rápida mas que envolve ele.

Já a Clara, que tem TEA, precisa de rotinas mais previsíveis e suporte visual. Pra ela, eu uso cartões com imagens associadas às palavras em inglês. Isso ajuda porque ela visualiza melhor a diferença entre os sons enquanto olha as figuras. E sempre aviso ela antes de mudar de atividade ou método dentro da aula pra ela não se sentir perdida.

Uma coisa que não funcionou muito bem foi quando tentei usar muitos vídeos seguidos sem pausa pra refletir entre eles. O Matheus ficava perdido, pulando de uma coisa pra outra sem conseguir acompanhar o ritmo frenético dos vídeos. E a Clara ficava sobrecarregada com tanta informação visual de uma vez só. Então agora procuro dar pausas estratégicas pra digestão do conteúdo.

Enfim, cada dia a gente aprende mais com os meninos né? A ideia é sempre ajustar as velas conforme o vento muda. Quero saber também como vocês lidam com essas situações nas turmas de vocês! Valeu por acompanhar até aqui e tamo junto nessa jornada! Até a próxima!

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