Olha, então vamos lá. Essa habilidade EF06LI19 da BNCC é um daqueles conteúdos que, quando a gente fala de gramática, toca direto no dia a dia da molecada. O lance aqui é fazer com que os alunos usem o presente do indicativo pra identificarem pessoas com o famoso verbo "to be" e consigam descrever as rotinas diárias deles. Trocando em miúdos, é tipo quando o aluno diz "I am a student" ou "She is my friend", sabe? E depois, ele tem que conseguir descrever as coisinhas do dia a dia dele, tipo "I wake up at 7", "He goes to school". Coisa assim.
A galera que chega no 6º ano já teve alguma introdução ao inglês lá nas séries anteriores. Eles costumam saber umas palavrinhas, uns cumprimentos, mas aí, quando chega aqui, a gente precisa aprofundar mais. Então, a ideia é pegar essa noção básica e transformar em algo que eles possam usar falando. Tem que ser prático. E tudo isso se conecta com o que eles já viram antes, que é basicamente reconhecer palavras e frases curtas.
Agora, deixa eu contar um pouco das atividades que eu faço com eles na sala de aula pra trabalhar isso de um jeito legal.
A primeira atividade que faço é uma dinâmica chamada "Rotina do Amigo". A gente usa papel e caneta mesmo, nada muito complicado. Primeiro, eu divido a turma em duplas. Cada aluno tem uns 10 minutinhos pra entrevistar o colega sobre a rotina dele - pergunta em português mesmo no começo, só pra aquecer. Tipo: "Que horas você acorda?", "O que você faz depois?". Depois da entrevista, eles têm que transformar essas respostas em inglês usando o presente do indicativo: "He wakes up at 7", "She eats breakfast". Leva aí uns 30 minutos no total. A reação dos alunos costuma ser bem positiva porque eles acabam descobrindo coisas novas dos colegas. Um dia desses, o João ficou surpreso porque descobriu que a Maria acorda todo dia às cinco pra ajudar a mãe na feira! Ele achava que ninguém levantava tão cedo quanto ele.
Outra atividade que dá super certo é o "Diário de Rotina". Nesse caso, cada aluno escreve uma página sobre como é o dia deles, usando uma sequência lógica. Eu explico antes que tem que usar as frases no presente simples: "I brush my teeth", "I go to school". Isso leva uma aula inteira - cerca de 50 minutos. No fim, quem quer pode ler em voz alta pra turma. Aí rola aquele momento de risadas gostosas quando alguém conta algo engraçado ou peculiar. Por exemplo, da última vez, a Ana Clara contou que toda manhã o cachorro dela derruba a tigela de ração na cozinha e faz aquela bagunça!
Por fim, tem uma atividade que chamo de "Entrevista do Futuro". A ideia é simples: imagina que estamos em 2030 e os alunos são adultos com suas profissões dos sonhos. Eles escrevem como seria a rotina deles nesse futuro usando o presente do indicativo. Tipo: "I am a doctor", "I work at the hospital", “I help people”. Cada um tem 15 minutos pra escrever e depois eles apresentam pros colegas em duplas ou pequenos grupos. É legal porque além de praticar o presente do indicativo e o verbo to be, dá aquela oportunidade de sonhar um pouquinho com o futuro. Quando fiz essa atividade pela última vez, o Lucas disse que seria astronauta e todo mundo curtiu tanto que começaram a perguntar como seria viver no espaço e tudo mais.
Essas atividades são maneiras práticas de fazer eles entenderem e usarem o tempo verbal sem ficar só naquela decoreba chata de gramática. E eu sempre tento manter as coisas leves e engraçadas porque, olha só, a galera aprende muito mais quando tá se divertindo. No fim das contas, o importante é ver eles ganhando confiança pra falar inglês aos poucos porque é disso que vão precisar lá na frente.
Então é isso! Essas são algumas das formas como eu ando trabalhando essa habilidade na minha turma do 6º ano aqui em Goiânia. Espero que ajude quem tá pensando em novas abordagens por aí! Valeu!
E lá na sala, pra gente saber se o aluno aprendeu mesmo sem aplicar uma prova formal, é coisa de observação. Quando tô circulando pela sala durante as atividades, ouço as conversas deles e fico atento. Um dia ouvi a Júlia explicando pro Pedro como formar uma frase no presente com o verbo "to be". Ela disse algo como "Olha, Pedro, quando você quer falar que você é alguma coisa, é só dizer 'I am' antes da palavra". Aí eu pensei "Ah, essa entendeu!". Muitas vezes o entendimento vem dessas trocas entre eles. Quando um aluno consegue explicar pro outro e faz isso certinho, é sinal de que a coisa tá indo bem.
Tem também aquelas situações engraçadas. Teve uma vez que o Lucas tava meio perdido e o João chegou pra ajudar. O Lucas disse "He go to school", aí o João corrigiu: "Não, cara! É 'He goes to school'!". Nessa hora, pensei que o João já tava sacando a regra.
Os erros mais comuns são esses mesmo, como o do Lucas. Trocar "go" por "goes". A galera às vezes esquece do "s" no final dos verbos quando tá falando de he, she, it. Outro erro é misturar as palavras. Tipo, já teve aluno dizendo "I is a student". Isso acontece porque eles ainda tão pegando o jeito do inglês, tão acostumados com o português e acabam aplicando a lógica da nossa língua. Quando pego um erro na hora, gosto de chamar o aluno e perguntar: "Por que você escolheu esse verbo aqui?" Geralmente eles percebem a confusão sozinhos quando começam a explicar. Aí dou aquela dica pra lembrar: com he, she ou it, sempre tem um "s" no final do verbo.
Agora pensando no Matheus, que tem TDAH, e na Clara, que tem TEA... Eles precisam de adaptações específicas. Com o Matheus, por exemplo, é importante variar as atividades e ter intervalos mais curtos entre elas. Ele se distrai fácil, então faço umas pausas estratégicas pra ele levantar um pouco. Tento também usar mais recursos visuais nas explicações, porque ele responde bem. Tipo cartazes coloridos com ilustrações que ajudam a explicar frases ou ações no dia a dia.
A Clara já precisa de mais previsibilidade. Então procuro ter uma rotina bem definida nas aulas e aviso sempre quando vai ter alguma mudança. Uso também materiais que ela pode explorar no próprio ritmo. Cartões com figuras e frases simples funcionam super bem pra ela; dá pra ela manipular e formar frases aos poucos. Teve um site de jogos educativos que funcionou muito bem com ela também, mas precisa ser algo sem muitos estímulos visuais ou sons exagerados porque ela pode se irritar.
O que não funciona? Pro Matheus não rola deixar ele só trabalhando sozinho por muito tempo com atividades escritas longas; ele perde interesse rapidinho. E com a Clara não adianta pressionar pra ela falar em voz alta se não estiver confortável; funciona melhor dar opções de respostas que ela pode apontar ou escolher.
Bom, é isso aí pessoal! Na prática do dia a dia é sempre uma adaptação contínua, né? Cada aluno tem seu jeitinho único de aprender e entender as coisas. É gratificante ver quando eles pegam o jeito das coisas e dá até um certo orgulho ouvir as pequenas conversas em inglês acontecendo por conta própria ali na sala. Espero que essas dicas ajudem quem também tá nessa missão de ensinar inglês pro sexto ano! Abraço a todos!