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EF08LI01Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Fazer uso da língua inglesa para resolver mal-entendidos, emitir opiniões e esclarecer informações por meio de paráfrases ou justificativas.

Interação discursivaNegociação de sentidos (mal-entendidos no uso da língua inglesa e conflito de opiniões)
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF08LI01 com os meninos do 8º ano é uma tarefa que eu acho bem interessante, porque a ideia é usar o inglês pra resolver aqueles desencontros que acontecem quando a gente tá tentando se comunicar. Então, imagina que um aluno tá conversando com alguém em inglês e rola um mal-entendido, ou que ele quer expressar uma opinião mas não sabe exatamente como. Essa habilidade ajuda o aluno a usar paráfrases ou justificativas pra esclarecer a situação. É tipo quando a gente tá jogando conversa fora e alguém não entende uma piada ou um comentário, aí você precisa explicar de novo usando outras palavras. Os meninos já chegam com uma base do 7º ano, onde eles começaram a se arriscar mais nesse tipo de interação, mas agora o foco é realmente resolver esses impasses e saber se posicionar numa conversa.

A primeira atividade que eu faço é um role-play bem simples chamado "O que ele quis dizer?". Pra isso, eu uso umas fichas com situações do dia a dia. Cada ficha tem um pequeno diálogo onde tem um mal-entendido. Aí eu divido a turma em duplas ou trios, dependendo de como tá o dia. Cada dupla recebe uma ficha e precisa encenar pra classe a situação e depois propor uma maneira de resolver o mal-entendido usando paráfrase ou justificativa. Normalmente a gente faz isso em uns 40 minutos. A reação dos alunos costuma ser muito boa! Na última vez que fizemos isso, o Lucas e a Mariana estavam num diálogo sobre pedir informação numa rodoviária. O Lucas perguntou sobre "the best place to eat" e a Mariana achou que era "the best place to sleep". Foi divertido ver como eles se enrolaram no começo, mas depois conseguiram explicar direitinho o que queriam dizer.

Outra atividade que gosto muito é o "Debate do Contrário". Pra essa, não precisa de muito material, só uns temas polêmicos que eles gostem, tipo esportes ou redes sociais. Eu organizo a sala em dois grupos e cada grupo tem que defender uma opinião contrária ao que realmente acredita. Então, se eles são super fãs de futebol, têm que argumentar contra o esporte. O objetivo aqui é fazer eles pensarem em argumentos claros e aprenderem a justificar suas opiniões mesmo que não concordem com elas. A atividade leva cerca de uma aula inteira. A última vez que fizemos isso foi hilário ver o João defendendo que redes sociais são uma perda de tempo total, enquanto a Ana batia o pé tentando argumentar de forma contrária ao que ela realmente pensa.

A terceira atividade é algo mais descontraído: "Detetive das Palavras". Funciona assim: eu escolho algumas palavras ou frases em inglês que podem ser facilmente mal interpretadas dependendo do contexto e escrevo num quadro ou folha. Os alunos são divididos em pequenos grupos e cada grupo tem que criar uma pequena cena ou história onde aquela palavra gera confusão e depois esclarecer esse mal-entendido entre eles. Dá pra fazer isso em uns 30 minutos numa aula mais tranquila. Na última vez, teve uma cena ótima onde o Felipe usou "bark" pensando em casca de árvore e a Larissa entendeu latido de cachorro. Foi muito bom ver como eles usaram exemplos do dia a dia pra explicar melhor as coisas.

No geral, o importante aqui é fazer eles se sentirem à vontade pra errar e tentar de novo até acertar na comunicação. E cá entre nós, aprender assim é muito mais divertido do que só ficar no livro ou na lousa. Aos poucos, os meninos vão pegando confiança pra usar o inglês sem medo de tropeçar, porque sabem que sempre dá pra consertar uma frase mal dita ou entender melhor uma opinião contrária com as estratégias que vão desenvolvendo nessas atividades.

Assim vamos indo, sempre buscando maneiras novas de tornar a aula mais prática e divertida. Então é isso aí gente, bora continuar compartilhando as ideias por aqui! Abraço!

aí o que você quis dizer de uma forma diferente. Bom, pra ver se a galera tá sacando isso sem precisar de prova, eu vou muito pelo feeling do dia a dia na sala de aula. Tipo assim, quando eu circulo entre eles durante as atividades, fico observando como eles reagem. Se eu vejo o Joãozinho explicando pro Pedro de um jeito que ele muda as palavras pra ajudar o amigo a entender, já dá pra perceber que ele tá pegando a ideia da paráfrase.

E tem aqueles momentos que você nem espera nada, mas ouve um aluno falando com o outro: "Ah, mas isso é tipo quando...", aí meu coração até aquece. Antigamente, teve uma vez que eu tava andando pela sala e ouvi a Mariana tentando explicar uma tarefa pro Lucas. Ela não sabia uma palavra, então falou algo como "é como se fosse..." e continuou a explicação dela. Na hora pensei: "Ah, essa entendeu!"

Agora, vamos falar dos erros comuns. Olha, um dos erros mais frequentes é quando os meninos tentam fazer uma paráfrase mas acabam repetindo a mesma coisa com outras palavras sem mudar o sentido. Já vi isso com a Ana quando ela tentava explicar a frase de um texto e dizia praticamente a mesma coisa só que numa ordem diferente. É normal acontecer porque eles acham que estão mudando o suficiente, mas não tão pensando muito no significado.

Quando eu pego esse tipo de erro na hora, normalmente eu dou um toque rápido. Pergunto algo do tipo "e se você tentasse explicar isso de uma forma diferente?" ou "como você diria isso pra alguém que não entendeu mesmo?". Isso ajuda eles a perceberem onde precisam ajustar.

Outro erro clássico é quando eles tentam justificar alguma coisa mas ficam presos em traduções literais do português pro inglês. O Rafael, por exemplo, às vezes manda ver em umas construções que fazem sentido em português mas em inglês ficam meio estranhas. Aí eu entro com exemplos mais naturais e sugiro alternativas pra ele pegar o jeito.

Agora, falando da turma com o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA, olha... é um desafio diário adaptar as atividades pra eles sem deixar ninguém pra trás. Pro Matheus, tentar manter ele focado é um desafio e tanto. O que tem funcionado é dividir as tarefas em partes menores e dar pausas curtas entre elas. Tipo, durante uma atividade de paráfrase, eu peço pra ele fazer uma parte do exercício e depois fazemos uma pausa rápida pra ele levantar, se mexer um pouco. Isso tem ajudado bastante.

Já com a Clara, que é TEA, percebi que ela se dá melhor quando as instruções são bem visuais e organizadas de forma mais previsível. Então uso bastante recursos visuais e às vezes faço listas ou mapas mentais pra ela seguir durante as atividades. No começo eu tentei uns jogos mais interativos mas percebi que ela ficava ansiosa com coisas muito imprevisíveis.

Uma coisa legal que descobri é que às vezes deixar ela trabalhar um pouco em dupla com alguém de confiança ajuda bastante. Ela se sente mais segura e pode perguntar pro colega se não entendeu algo na hora.

Enquanto isso na turma em geral eu tento tirar vantagem dessas estratégias também. A galera toda acaba se beneficiando dos mapas mentais ou das explicações visuais mais claras e daí alguns meninos acabam ajudando os outros como fazem com a Clara.

Bom pessoal, acho que é isso por enquanto. É sempre interessante ver como cada aluno tem seu jeito único de aprender e como pequenas adaptações podem fazer toda diferença no dia a dia da sala de aula. Se vocês tiverem dicas ou experiências parecidas com seus alunos especiais ou alguma ideia bacana pra compartilhar sobre essa habilidade ou outras estratégias, ficaria feliz em trocar figurinhas!

Até mais!

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