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EF02LP03Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Ler e escrever palavras com correspondências regulares diretas entre letras e fonemas (f, v, t, d, p, b) e correspondências regulares contextuais (c e q; e e o, em posição átona em final de palavra).

Escrita (compartilhada e autônoma)Construção do sistema alfabético e da ortografia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF02LP03 da BNCC no 2º ano é uma coisa que eu gosto bastante porque é quando os meninos começam a entender de verdade como funciona o "b-a, ba". É tipo assim: eles precisam aprender a ler e escrever palavras que têm sons bem diretos, tipo "f", "v", "t", "d", "p", "b" e os sons que mudam um pouquinho dependendo do contexto, como o "c" e o "q" ou o "e" e "o" quando estão no final de uma palavra. A ideia é que eles consigam olhar pra uma palavra e saber que letra ou que som ela tem, sabe?

No 1º ano, eles já vêm com uma noção básica do alfabeto, conhecem algumas letras e sons, mas ainda bem no comecinho mesmo. Alguns sabem juntar letrinhas, mas ainda tropeçam nos sons mais complicados ou nas exceções. E aí, no 2º ano, a gente pega essa base e começa a construir em cima. O aluno tem que conseguir olhar pra palavra “bola” e saber que o som do “b” não tem a ver com o som do “p”, por exemplo. Ou saber que naquela palavrinha “casa”, o “s” tem som de “z”, apesar de não ser uma regra geral.

Agora, sobre as atividades que eu faço na sala, eu tento sempre variar pra não deixar os meninos entediados. Vou contar três delas.

A primeira é um ditado bem simples. Eu sei que ditado pode parecer coisa antiga, mas funciona demais. Eu faço assim: separo 10 a 15 palavras que têm essas correspondências regulares. Uso um caderno normal mesmo pra cada um. Os alunos ficam em duplas pra ajudar quem tá com mais dificuldade. A atividade dura uns 20 minutos. Quando fiz na última vez, tinha a Ana e o Pedro na mesma dupla. A Ana é bem esperta com som de letras, mas o Pedro travava toda hora no "v". Então a Ana começou a soprar pra ele "vai Pedro, vassoura começa com o mesmo som de vaca!" Foi divertido ver ela ajudando.

Outra atividade é o caça-palavras. Eu mesmo faço uns no computador e imprimo com palavras que seguem essa lógica dos sons regulares. Cada aluno recebe um caça-palavras e tem que encontrar as palavras escondidas. Gosto dessas atividades porque eles ficam bem concentrados e costumam demorar uns 30 minutos pra terminar. A turma adora! Da última vez, o João encontrou todas rapidinho e ficou ajudando a Sofia, que tava meio perdida. O legal é que nessa ajuda eles vão revisando os sons sem nem perceber.

A terceira atividade é um jogo de cartas com pares de palavras. Cada carta tem duas palavras parecidas, tipo "dado" e "pato". Os alunos têm que formar pares corretos depois de lerem as palavras em voz alta. Uso essas cartas coloridas pra deixar mais interessante. Faço grupos de quatro alunos e dou uns 15 minutos pro jogo. Na última rodada, a Mariana acabou trocando as cartas sem querer e formou um par errado com “bola” e “cola”. O Vinícius não perdoou: “Mariana, ‘bola’ não tem ‘c’, só se for uma bola-cola!” Rimos muito, mas depois ele explicou direitinho por que não fazia sentido.

Enfim, o segredo aqui é sempre deixar os meninos interagirem entre si durante as atividades. Eles aprendem muito trocando ideias e ajudando uns aos outros. E é bom também variar os tipos de atividade pra atender todos os estilos de aprendizagem: quem gosta de escrever mais, quem prefere algo mais visual ou quem aprende melhor brincando.

E assim a gente vai caminhando. Pode ser desafiador no começo porque cada criança tem um ritmo diferente, mas com paciência e criatividade a gente chega lá. Aí quando você vê um aluno lendo sozinho ou escrevendo uma frase sem tropeçar nas letras fica aquela sensação boa de dever cumprido. É isso aí, pessoal! Até a próxima!

s e já conseguem escrever o próprio nome. Mas é no 2º ano que a coisa começa a engrenar mesmo. O que eu faço muito é circular pela sala enquanto eles estão fazendo as atividades. É nessa hora que você vê se eles pegaram a ideia ou não, porque é quando eles estão mais concentrados e menos preocupados em parecer que sabem tudo.

E um dos momentos que eu mais gosto é quando eles estão ajudando uns aos outros. Sabe quando você vê a Mariazinha explicando pro Joãozinho por que a palavra "vaca" começa com "v"? Quando um aluno consegue explicar pro outro assim, com confiança, é porque ele entendeu de verdade. Eu lembro da vez que o Lucas estava meio perdido com a palavra "bicicleta". Ele não entendia por que tinha esse "c" no meio. Aí a Ana, que tava do lado dele, mandou um "Lucas, é igual quando a gente fala 'cesta', sabe? É um som diferente do 's'". Foi ali que eu vi que ela tinha entendido a diferença entre os sons do "c" e do "s".

Aí tem também o lance das conversas entre eles. Outro dia, eu tava passando pelos grupos e ouvi o Pedro falando pro Caio: “É 'fita' com 'f', tipo 'foca', não com 'v', tipo 'vovó'”. Isso me deu uma tranquilidade danada, porque o Pedro tava conseguindo aplicar uma relação direta entre os sons e as letras em palavras diferentes.

Claro que erro também vem junto, né? E é com erro que eles aprendem mais. O mais comum é a confusão entre o "p" e o "b", ou "f" e "v". Eu vejo muito isso na hora de escrever palavras como "bolo" e "polo". Teve uma vez que o Guilherme escreveu "povo" como "bovo", e aí eu vi que ele tava confundindo os sons. Aí eu peguei ele na hora pra fazer aqueles exercícios de boca mesmo, sabe? “Vamos lá, Gui: ‘p-p-p-p’, ‘b-b-b-b’”. É bom pra eles perceberem como os lábios se mexem diferente pra cada som.

Outra confusão clássica é com as terminações de palavras que têm som parecido, tipo no final de “carro” e “caro”. A Larissa sempre escrevia errado no ditado, botava o “r” duplicado onde não precisava. Pra ajudar ela, eu fiz um jogo de memorização com cartões, e ela começou a associar melhor essas diferenças.

Agora, sobre o Matheus e a Clara... Com o Matheus, que tem TDAH, eu preciso variar bastante as atividades pra manter ele focado. Faço muito uso de jogos de leitura que envolvem movimento, tipo aqueles caça-palavras gigantes colados nas paredes da sala. Ele adora porque pode andar por aí procurando as palavras. E uso também cronômetros pra ajudar a ele perceber o tempo das atividades. Não adianta ficar muito tempo em cima da mesma tarefa.

Já a Clara, que é diagnosticada com TEA, precisa de mais ajuda visual. Então eu sempre tenho imagens associadas às palavras nas atividades dela. O uso de cores também ajuda muito; por exemplo, cada letra tem uma cor diferente pra ela conseguir visualizar as palavras de forma segmentada. A Clara tem um ritmo próprio e precisa de um pouco mais de tempo pra completar as atividades. O que realmente não funcionou foi tentar fazer ela trabalhar em grupo sem preparação prévia; ela se sente sobrecarregada com muita gente ao redor.

E olha, sempre tem aquele ajuste fino no dia a dia. Com a Clara, eu criei um cantinho mais calmo na sala onde ela pode ir quando a coisa fica muito agitada ou barulhenta pra ela. Isso ajudou bastante pra ela conseguir se reequilibrar.

Aí gente, é isso! Trabalhar com esses meninos exige criatividade e paciência, mas quando você vê eles pegando o jeito da coisa e até ajudando uns aos outros... Ah, é gratificante demais! Espero que essas experiências possam ajudar alguém aí também! Valeu pela conversa! Até a próxima!

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