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EF12LP05Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, (re)contagens de histórias, poemas e outros textos versificados (letras de canção, quadrinhas, cordel), poemas visuais, tiras e histórias em quadrinhos, dentre outros gêneros do campo artístico-literário, considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto.

Leitura/escuta (compartilhada e autônoma)Compreensão em leitura
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF12LP05 da BNCC é um baita desafio, mas ao mesmo tempo é muito legal de trabalhar com os meninos do 1º Ano. Na prática, o que a gente tem que fazer é ajudar a molecada a planejar e produzir textos diferentes, como histórias, poemas, quadrinhas, cordel e até tirinhas e quadrinhos. E o bacana é que isso tudo é feito junto com os colegas e com a nossa ajuda, enquanto professor. O negócio é transformar a leitura e escuta que eles já fazem em algo mais criativo e colaborativo, sabe?

Então, se a gente for pensar no que os alunos precisam conseguir fazer, é tipo assim: eles têm que entender primeiro o que estão lendo ou ouvindo, aí depois conseguem colocar isso em suas próprias palavras ou criar algo novo inspirado no que viram. Eles já vêm do 1º período alfabetizados ou em fase final do processo de alfabetização, então já sabem ler e escrever frases simples. Agora, a ideia é pegar isso e levar pra outro nível, dando asas à imaginação deles.

Bom, vou contar como faço isso na sala de aula com três atividades que já estão virando rotina por aqui.

A primeira atividade é uma que eu chamo de "História Recontada". Eu pego um livro infantil bem curto e com ilustrações marcantes. Na última vez que fiz isso, usei "A Casa Sonolenta", da Audrey Wood. A gente lê o livro juntos em sala, eu faço aquela leitura bem empolgada pra chamar atenção da turma. Depois da leitura, eu separo os meninos em grupos de quatro ou cinco. Em cada grupo, eles escolhem seus "cargos": quem vai ser o escritor, quem vai desenhar as cenas e quem vai apresentar depois. Dou uns 40 minutos pra eles criarem sua própria versão da história, mudando o final ou inventando personagens novos. Teve uma vez que o Joãozinho resolveu adicionar um dragão à história e a Mariana quis uma fada como salvadora da galera sonolenta. Eles se divertem muito nessa parte!

Outra atividade que funciona bem é criar poemas visuais. Eu trago folhas grandes de papel manilha e hidrocor colorido pra sala. A galera adora cor! Explico pra eles o conceito de poema visual—tipo um poema que não só se lê mas também se vê—e dou exemplos usando imagens na TV da sala. Eu mostro uns poemas simples onde as palavras formam um desenho ou seguem uma forma específica. Depois disso, deixo eles se soltarem por uns 30 minutos em grupos menores de dois ou três alunos. A criação fica exposta na nossa "Galeria da Sala" (basicamente um mural no fundo da sala). Na última vez, a Juliana fez um poema sobre borboletas onde as palavras formavam as asas... ficou lindo demais!

A terceira atividade é sobre fazer histórias em quadrinhos. A galera adora porque muitos já conhecem personagens famosos das HQs. Eu trago folhas divididas em quadrinhos e uns roteiros simples pra turma usar de base. Também passamos pelo conceito de balões de fala e onomatopeias. Aí eles têm cerca de meia hora pra bolar uma pequena história em três ou quatro quadros. Eles adoram apresentar o trabalho final pro restante da turma! Lembro do dia em que o Lucas e a Fernanda inventaram um super-herói chamado "Capitão Goiabeira", que salvava o mundo de uma invasão alienígena usando goiabas mágicas! Todo mundo deu muita risada.

Essas atividades costumam ser bem recebidas pela turma porque são dinâmicas e deixam eles exercitar a criatividade ao máximo. E olha, é incrível ver como cada um traz algo único pro trabalho final. Às vezes até me surpreendo com a profundidade das ideias deles! Fora que ainda ajuda a turma a trabalhar em equipe e respeitar as ideias dos colegas.

Enfim, é assim que eu trabalho essa habilidade na minha sala do 1º Ano! A ideia é fazer os meninos entenderem que o texto não serve só pra ser lido ou ouvido, mas também pode ser transformado, recriado e feito do jeitinho deles! No fim das contas, cada atividade dessas acaba sendo uma festa de criatividade na sala de aula, e ver os olhinhos brilhando quando conseguem criar algo novo não tem preço.

Se alguém aí tiver outras dicas ou quiser compartilhar como faz essa habilidade na sala de vocês, bora trocar ideia! Valeu por ler até aqui!

Eles têm que conseguir expressar suas ideias de forma organizada e coerente, sabe? E isso não é uma tarefa fácil pros pequenos. Na verdade, você percebe que um aluno verdadeiro entendeu a habilidade quando ele começa a se empolgar com as próprias ideias e consegue contar uma história com começo, meio e fim, mesmo que ainda esteja aprendendo a escrever todas as palavrinhas. Por exemplo, já aconteceu de eu estar andando pela sala e ouvir o João explicando pro colega do lado como ele queria que a história dele fosse sobre um dragão que solta fogo, mas que no final vira amigo do cavaleiro. Isso me diz mais sobre o entendimento dele do que qualquer prova poderia, porque ele tá pensando na estrutura da história, entendeu? Daí eu também observo nas conversas entre eles, quando um começa a contar e outro completa, você vê na hora que eles estão sacando como construir uma narrativa.

Agora, os erros mais comuns nesse conteúdo... Olha, tem uns bem clássicos. Tem hora que a Clarinha quer enfiar tanta ideia no papel de uma vez só que acaba saindo tudo misturado, tipo "Era uma vez um cavalo e aí depois o espaço e voou". Aí fica difícil entender, mas é aquela empolgação pura, sabe? Também tem a questão da repetição. O Pedro outro dia escreveu "era uma casa muito engraçada" umas três vezes seguidas porque ele gostou da frase. Nessas horas, eu tento intervir na hora mesmo, perguntando pra eles: "E aí, quem tava nessa casa?" ou "O que aconteceu depois?". Esse tipo de pergunta faz eles pararem pra pensar na sequência lógica do texto.

E tem o caso do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e não é fácil pra ele manter o foco por muito tempo. O que eu faço é dividir as atividades em partes menores e mais diretas. Por exemplo, ao invés de pedir pra ele criar uma história inteira de uma vez só, a gente faz primeiro o rascunho dos personagens num dia, depois o cenário no outro, e assim por diante. Isso ajuda ele a não se perder no meio do caminho e dar conta de cada etapa.

Com a Clara é diferente porque ela tem TEA. Ela se beneficia muito de ter materiais visuais pra apoiar as atividades. Então eu sempre tento usar cartões ilustrados com personagens e cenários que ela pode escolher pra ajudar a contar sua história. Além disso, dou sempre mais tempo pra ela concluir as tarefas e evito mudar a rotina da aula sem aviso prévio, porque sei que ela pode ficar bastante ansiosa. Já tentei algumas vezes usar jogos interativos no computador com ela, mas percebi que acabava distraindo mais do que ajudando.

No final das contas, o importante mesmo é estar sempre atento ao jeito único de cada aluno aprender e se expressar. Com o tempo a gente vai pegando as manhas do que funciona melhor pra cada um deles. E com um pouquinho de paciência e criatividade a coisa flui.

Enfim, é isso! Espero ter ajudado com essas dicas e observações do dia a dia da sala de aula. Às vezes os desafios são muitos, mas ver os meninos aprendendo de verdade é sempre gratificante demais. E vocês aí? Como lidam com essas situações no dia a dia da escola? Deixem nos comentários suas experiências também! Até mais!

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