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EF02LP21Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Explorar, com a mediação do professor, textos informativos de diferentes ambientes digitais de pesquisa, conhecendo suas possibilidades.

Análise linguística/semiótica (Alfabetização)Pesquisa
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF02LP21 da BNCC aí, tô falando de ajudar os meninos a aprenderem a usar a internet pra encontrar informações. Tipo assim, eles já vêm do 1º Ano sabendo ler umas palavrinhas e já escutaram falar de internet em casa, mas agora o negócio é mostrar que não é só pra joguinho e vídeo engraçado, né? É fazer eles entenderem que na internet dá pra achar um monte de coisa legal e útil, que ajuda a aprender sobre qualquer assunto.

Então, o que eu faço é mostrar na prática como pesquisar. E os meninos precisam conseguir pegar uma pergunta ou um tema e saber onde procurar, tipo um site educativo ou até mesmo usar o Google, mas com cuidado, claro. Eles já sabem umas coisinhas do ano passado, tipo abrir um site com a ajuda da professora ou dos pais, mas agora é aprofundar isso.

Primeira atividade que faço é o uso de sites educativos. Uso muito o site do "Plenarinho", que tem conteúdo certinho pra idade deles. Na sala de informática da escola, cada um senta num computador e eu dou uns temas legais pra eles procurarem. Aí, posso dar uns 30 minutos pra eles navegarem no site. Os meninos ficam animados porque tem videozinhos curtos, jogos educativos e textos simples que eles conseguem ler com facilidade. E quando fiz essa atividade na última vez, o Pedrinho achou um jogo sobre o meio ambiente e não parava de me chamar: "Professor Carlos, vem ver isso aqui!". Ele tava fascinado com o tanto de coisa legal que aprendeu enquanto jogava.

Outra coisa que gosto de fazer é levar os meninos pra biblioteca da escola e usar os tablets que temos lá. Peço pra cada um pensar num animal que gosta e quer saber mais sobre ele. Aí, eles têm uns 40 minutos pra fazer uma pequena pesquisa usando o tablet. Explico antes como digitar uma pergunta simples no Google e dou dicas de sites confiáveis. Eles adoram isso! Uma vez, a Maria Júlia quis saber tudo sobre golfinhos. E ela veio me contar com tanto entusiasmo que até eu aprendi umas curiosidades naquele dia. O difícil é na hora de reunir todo mundo de novo porque eles querem continuar mexendo nos tablets.

E agora uma das atividades que mais dá resultado: o “dia do pesquisador”. Funciona assim: todo mundo traz uma pergunta de casa sobre algo que quer muito saber. A gente vai pra sala de informática ou usa os tablets. Dou cerca de 1 hora pras pesquisas completas - incluindo anotar o que acharam interessante. Depois, voltamos pra sala e cada um compartilha com a turma rapidinho o que descobriu. Os colegas ouvem e podem fazer perguntas. Na última vez que fizemos isso, a Ana Clara trouxe uma pergunta sobre como as plantas crescem. Ela achou uns vídeos explicativos super legais e ficou toda orgulhosa explicando pros colegas. Os meninos até aplaudiram!

Essas atividades são simples mas funcionam super bem porque os alunos tão sempre animados com tecnologia, né? Quando a gente junta isso com aprendizado, eles nem percebem que tão se esforçando tanto assim.

E olha, algumas vezes tem aqueles alunos, tipo o Joãozinho, que começam meio perdidos porque ainda não têm muito jeito com tecnologia ou ficam tímidos de pedir ajuda diante dos colegas. Nessas horas eu dou aquela força extra, vou do lado dele e faço junto as primeiras buscas até ele pegar confiança. E sempre tem aquele momento gratificante quando ele finalmente consegue sozinho e vem me mostrar todo contente.

Então é isso, galera! Essas são algumas das formas com que eu trabalho essa habilidade do EF02LP21 na minha turma de 2º Ano. Mostra pra molecada o lado educativo da internet e ainda ajuda a desenvolver essa curiosidade natural deles. E me conta aí como vocês têm trabalhado essa parte também! Sempre bom trocar ideia, né? Abraço!

E aí, continuando sobre a EF02LP21... A gente sabe que não dá pra só jogar uma prova na mão dos meninos e pedir pra eles responderem. Tem jeito melhor de ver se eles aprenderam. Eu gosto mesmo é de observar no dia a dia, enquanto tô pela sala, ouvindo a conversa deles ou quando eles explicam uns pros outros. É ali que você vê se a coisa tá fluindo.

Por exemplo, teve um dia que eu pedi pra turma pesquisar sobre animais da floresta amazônica. Nada de tema muito complicado, mas eles tinham que achar algumas informações básicas como o que o bicho come, onde mora. Fui andando pela sala e vi a Luísa explicando pro João como usar as palavras-chave no Google. Ela disse algo tipo "João, você tem que botar só as palavras importantes, igual animal, amazônia, comida". Na hora pensei: "Ah, essa aí entendeu direitinho!". É quando escuto essas conversas que percebo que a coisa tá engrenando.

Outra situação foi quando o Pedro levantou a mão pra me chamar e perguntou se ele podia usar um site em inglês porque tinha imagem boa. Ele me disse "Professor, eu não entendo tudo que tá escrito, mas to vendo aqui que tem bastante foto e dá pra ter ideia". Aí eu vi que ele tava começando a entender essa coisa de buscar informação em diferentes fontes e formas.

Agora, erros comuns... Olha, a galera tropeça bastante no começo. O Lucas, por exemplo, sempre tenta usar frase inteira na pesquisa, tipo "O que os macacos comem na floresta amazônica?". E aí vem aquele monte de resultado confuso. Isso acontece porque eles ainda tão aprendendo a simplificar as perguntas e entender que o buscador não é uma pessoa. Eu costumo pegar esses momentos na hora e explicar que o Google funciona melhor com palavras soltas. Aí peço pra reescrever com ele ali do lado: "Lucas, tenta só 'macacos alimentação floresta amazônica'".

Erros acontecem mesmo e fazem parte do aprendizado. E olha só, a Mariana outro dia tava toda empolgada me mostrando um texto sobre um animal bem diferentão, mas ela não tinha percebido que tava num blog de uma pessoa qualquer e não num site confiável. Esse erro vem porque eles ainda não têm muita noção de fonte segura. Quando vejo isso, aproveito pra explicar sobre a importância de conferir quem escreveu e se é um site conhecido ou educativo.

Agora, em relação ao Matheus com TDAH e à Clara com TEA... Olha, cada um precisa de um jeitinho especial nas atividades. Pro Matheus, preciso quebrar as tarefas em partes menores e dar umas pausas estrategicamente planejadas. Por exemplo, quando a galera tá pesquisando por 20 minutos direto, eu deixo ele fazer intervalos curtos de 5 minutinhos pra dar uma caminhada rápida dentro da sala. Isso ajuda ele a se concentrar melhor quando volta pro lugar.

Já com a Clara, eu sei que ela tem muita dificuldade com ambientes muito barulhentos ou caóticos. Então sempre tenho fones de ouvido à disposição dela pra ajudar a diminuir o ruído quando necessário. Além disso, uso materiais visuais mais claros e objetivos porque ela responde bem a estímulos visuais diretos. Por exemplo, ao invés de só explicar como pesquisar na internet, eu criei um guia visual com prints das telas de busca mostrando passo a passo o que fazer.

Mas nem tudo funciona sempre do jeito que a gente espera. Teve uma vez que achei que deixar o Matheus escolher o tema dele fosse ajudar na motivação e concentração. Ele escolheu pesquisar sobre futebol europeu, mas acabou se perdendo em tantas informações diferentes e ficou mais agitado do que nunca. Aprendi ali que mesmo quando eles escolhem o tema, precisam de limites claros do quanto pesquisar ou quais partes focar primeiro.

E é isso aí pessoal! A gente vai tentando um pouco daqui e dali até achar o que funciona melhor pros meninos. Ensinar não é receita pronta de bolo, né? Mas é gratificante ver quando eles começam a pegar o jeito das coisas. Espero ter ajudado com essas ideias práticas! Se alguém tiver outras dicas ou quiser saber mais sobre algo específico é só chamar!

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