Ah, essa habilidade EF03LP03 da BNCC é aquele lance dos dígrafos lh, nh e ch. Na prática, é a gente garantir que os meninos e meninas consigam ler e escrever essas combinações de letras sem meter tropeço. É meio que eles entenderem que “chave” não é “xave” e que “banho” não é “bano”. E aí na terceira série, eles já tiveram um contato inicial com a ideia de dígrafo antes, tipo quando viram "carro" e "gato" no ano passado, mas agora a gente aprofunda mais. Eles têm que reconhecer essas letrinhas juntas como uma unidade única no som.
Pra trabalhar isso na minha turma do 3º ano, eu costumo fazer umas atividades bem práticas e divertidas. Geralmente começo com uma conversa sobre a importância de saber escrever direitinho essas palavras, pra eles se comunicarem melhor. E olha, quando você fala na linguagem deles, tudo flui mais tranquilo.
A primeira atividade que eu faço é o jogo da memória. É bem simples, mas eles adoram. Eu uso cartões com palavras que têm lh, nh e ch e outros pares com figuras correspondentes. Tipo assim, uma carta tem a palavra “coelho” e a outra tem o desenho de um coelhinho. Aí o objetivo é formar pares. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos, e enquanto eles jogam, eu passo pelos grupos perguntando sobre as palavras, pedindo que leiam em voz alta. Isso geralmente toma uns 30 a 40 minutos da aula. Da última vez que fiz isso, o Pedro ficou super empolgado porque encontrou o par “chave” e “chave”, ele saiu gritando “acertou!” pela sala toda.
Outra atividade legal é o ditado interativo. É diferente do ditado tradicional porque aqui os próprios alunos ajudam a criar as frases. Eu dou um tema, tipo “animais” ou “coisas que usamos na cozinha”, e eles sugerem palavras com lh, nh e ch para formar frases. Enquanto isso, vou escrevendo no quadro. Depois cada um escreve no caderno. No final, discutimos alguma palavra que deu mais dúvida. Isso leva cerca de meia hora também e funciona bem porque os próprios alunos participam ativamente do processo. A Larissa da última vez sugeriu “galinha” quando falamos dos animais e ainda desenhou uma galinha cheia de detalhes no canto do caderno dela.
A terceira atividade, que é uma das minhas preferidas, é a oficina de escrita criativa. Cada aluno escreve uma pequena história usando palavras com lh, nh e ch. Primeiro faço uma lista coletiva no quadro com sugestões de palavras desses dígrafos pra dar uma ajudinha pra quem precisar de inspiração. Eles têm uns 45 minutos pra criar suas histórias e depois podem compartilhar com os colegas. Lembro do dia em que o João escreveu sobre um cachorro ninja que lutava contra ladrões de queijo! Ele estava tão empolgado contando a história pros amigos que todo mundo ficou querendo ler também.
Essas atividades são bacanas porque fazem os alunos usarem as palavras de forma prática e em contexto, ao invés de só decorarem regras ou listas. E pra mim o mais importante é ver eles se divertindo enquanto aprendem, incorporando essas regras da ortografia de uma maneira mais natural e menos mecânica.
O que eu percebo é que ao usar essas atividades dinâmicas, os estudantes se envolvem mais e ficam menos inseguros na hora de escrever ou ler palavras com lh, nh e ch. Muitos vêm de casa sem muita referência dessas combinações específicas nas leituras diárias ou nas conversas em casa, então trazer isso pra sala ajuda bastante.
E assim vamos indo. Cada avanço deles nessas atividades me mostra que estamos no caminho certo pra tornar a leitura e escrita fluentes e naturais pra eles. Isso tudo me deixa muito feliz como professor! Se alguém tiver alguma sugestão nova ou experiência diferente com essa habilidade, compartilha aqui comigo também!
E aí colegas, vamos trocando figurinha sobre o que anda funcionando em sala de aula? Abraço!
um monte de atividade que faça eles usarem esses dígrafos do jeito mais natural possível. Tipo assim, tem um jogo de bingo que a gente faz que é o favorito da galera. Eu escrevo um monte de palavras num papel e eles têm que ouvir e marcar no cartão. Daí, quem completa uma linha primeiro ganha. Os meninos adoram! Também gosto de fazer o ditado estourado, onde eu falo algumas palavras e eles têm que escrever rapidinho. Isso ajuda a fixar bem.
Agora, como saber se aprenderam mesmo sem fazer prova formal? Ah, aí é na base da observação mesmo. Quando circulo pela sala, fico de ouvidos atentos. É na hora em que estão fazendo alguma atividade em grupo ou nos momentos de conversa informal que dá pra perceber muita coisa. Tipo quando a Ana explica pro João: “Não, João! Não é 'xave', é 'chave' com ch de chapéu”. Quando eles corrigem uns aos outros ou quando um faz uma pergunta bem certeira sobre por que se escreve de tal jeito, dá aquele estalo: “Esse entendeu!”.
Teve uma vez que eu estava passando pelas mesas e ouvi o Pedro falando pra Luiza: “E esse aqui é com nh, igual banho”. Naquele momento pensei: “Opa, tá aí uma dupla que tá ligada no lance dos dígrafos”. É nesses detalhes, nessas conversas entre eles que a gente saca quem tá pegando o jeito das coisas.
Sobre os erros mais comuns, olha, vou te falar... Sempre tem aluno confundindo o som do “ch” com o “x” ou o do “lh” com “li”. A Maria Clara, por exemplo, tinha muita dificuldade com o “nh”. Uma vez ela escreveu “bano” em vez de “banho” e me perguntou toda inocente se a palavra tava certa. Esses erros acontecem porque eles estão ainda pegando o jeito da grafia e, às vezes, a diferença sonora é bem sutil pra eles. Quando vejo esses erros na hora, tento corrigir com uma dica prática: “Imagina um chuveiro, Maria Clara! Tem som de 'nh', escuta só: ba-nho”.
Agora falando do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e a Clara tá no espectro do TEA. Com eles, faço algumas adaptações nas atividades pra garantir que todo mundo acompanhe. Por exemplo, pro Matheus é importante variar as atividades e dar pequenos intervalos pra ele se movimentar um pouco. Atividades mais curtas e dinâmicas funcionam melhor. O bingo é uma maravilha pra ele porque tem ritmo rápido e ele consegue focar até o final.
Com a Clara, eu tento garantir que as instruções sejam bem claras e visuais. Uso cartões coloridos pra ajudar na identificação dos dígrafos. Às vezes, deixo ela usar fones de ouvido durante as atividades mais barulhentas pra ela não se dispersar tanto com o ruído da sala. Também tenho sempre um cronograma visual na mesa dela, assim ela sabe o que vai acontecer ao longo da manhã.
Uma coisa interessante é que nem tudo funciona sempre do jeito que imaginamos. Tentei uma vez usar aplicativos de tablet pensando que ia ajudar o Matheus a focar mais tempo na atividade, mas acabei percebendo que ele ficava muito disperso com tantos estímulos visuais. Precisamos ajustar constantemente as estratégias.
Pra encerrar esse papo todo aqui no fórum, quero dizer que cada aluno é único e a gente aprende muito com eles também. Tentar entender como cada um aprende e adaptar nossas práticas pode ser desafiador mas é super recompensador quando vemos os resultados no dia a dia.
Bom pessoal, por hoje é isso aí! Espero ter dado umas ideias legais pra vocês trabalharem com os dígrafos em sala. Qualquer coisa, tô por aqui no fórum pra trocar mais figurinhas sobre educação! Abraços!