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EF03LP04Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Usar acento gráfico (agudo ou circunflexo) em monossílabos tônicos terminados em a, e, o e em palavras oxítonas terminadas em a, e, o, seguidas ou não de s.

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Conhecimento das diversas grafias do alfabeto/ Acentuação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF03LP04 da BNCC aí é sobre ensinar os meninos a usar acentos em algumas palavras. A galera já vem com uma basezinha do segundo ano, onde eles aprendem a ler e escrever as palavras simples, mas ainda não entendem muito bem o porquê de algumas terem acento e outras não. Então, no terceiro ano, a gente começa a mostrar que os acentos servem pra marcar a diferença na pronúncia. Na prática, isso quer dizer que eles precisam saber que palavras como "pá", "pé", "pó" levam acento porque são monossílabos tônicos, ou seja, a parte forte da palavra é essa única sílaba aí. E também tem as oxítonas, como "café" ou "avó", onde a última sílaba é que é pronunciada com mais força.

Pro aluno entender isso bem, ele tem que conseguir pegar uma palavra escrita sem acento e saber se ela precisa de um ou não. Por exemplo, diferente de "pelo" (que pode ser o cabelo do cachorro), tem "pêlo" (o mesmo pelo mas com acento pra diferenciar), né? E isso é importante pra eles conseguirem se comunicar direito por escrito, porque um acento muda tudo às vezes.

Bom, vou contar umas atividades que faço na minha sala pra trabalhar isso.

Primeira atividade: jogo de cartas. Olha só: faço umas cartinhas com palavras que precisam ou não de acento, tipo "cafe", "cha", "vo", "mae". Uso papel cartão cortado em quadradinhos e escrevo as palavras à mão mesmo. Aí divido a sala em duplas ou trios, depende de como tá o barulho no dia rsrs, e entrego um maço de cartas pra cada grupo. Eles têm que ler as palavras e colocar o acento onde acham que precisa. Depois a gente faz uma correção em conjunto. Essa atividade costuma levar uns 40 minutos, porque tem a parte de jogar e depois conversar sobre os erros e acertos. A última vez que fizemos isso foi engraçado: o Pedro e o Lucas estavam discutindo sobre como se escreve "vovô" e acabaram pedindo ajuda pra turma toda. No final, saiu um debate super saudável e todo mundo aprendeu junto.

A segunda atividade é o ditado investigativo. Eu leio uma lista de palavras em voz alta e os meninos escrevem no caderno. Só que antes de começar, explico pra eles que vão precisar marcar as palavras que acham que têm acento. Depois do ditado, eu dou um tempinho pra eles conferirem entre eles quais colocaram os acentos certos ou não. Essa parte é boa porque rola muita conversa entre eles sobre por quê uma palavra tem ou não tem acento. Faço isso em uns 30 minutos. Na última vez, a Ana ficou surpresa quando viu que tinha acertado todas as oxítonas com terminação em "e". Isso deu muita confiança pra ela.

E tem também a atividade do mural das palavras. Eu monto um mural na parede com colunas: uma pros monossílabos tônicos e outra pras oxítonas. Aí cada aluno tem que pesquisar em casa 3 palavras novas que se encaixem nesses critérios e trazer anotado num papelzinho pra colar no mural. Dou uma semana pra eles fazerem isso porque gosto de ver a evolução ao longo dos dias e dá tempo pra quem esquece um dia trazer no próximo. O legal é ver como eles começam a prestar mais atenção nas palavras que encontram nos livros, nas placas pela cidade ou até em embalagens de comida. Uma vez, a Júlia trouxe "só" (como em sozinho) e "só" (de apenas) e perguntou qual era qual, aí foi uma oportunidade ótima pra discutir como o acento muda o significado também.

Essas atividades não são nada complicadas nem precisam de materiais caros ou difíceis de encontrar. O importante é adaptar conforme o ritmo da turma e o nível de interesse deles. Tem dias que estão mais elétricos? Aí vou de jogo ou algo mais interativo! Mais calmos? O ditado investigativo funciona bem.

Então é mais ou menos assim que trabalho essa habilidade com os meninos do terceiro ano. Apesar das dificuldades iniciais, é gratificante quando eles começam a pegar o jeito e entender o propósito dos acentos na escrita. No fim das contas, acho que nosso papel como professores é justamente esse: guiar os alunos nessas descobertas do idioma sem tornar isso algo chato ou desinteressante.

Abração e até mais!

E aí, gente, voltando aqui pra continuar a conversa sobre a habilidade EF03LP04 e como eu percebo se os alunos aprenderam sem fazer prova formal. Olha, a gente que tá na sala todos os dias acaba pegando esses sinais nas entrelinhas. Por exemplo, quando eu tô circulando pela sala e ouço as conversas dos meninos, dá pra perceber se entenderam o uso dos acentos só pela forma como eles falam. Já aconteceu de eu ouvir a Ana explicando pro Pedro que “pá” é diferente de “pa” porque tem o acento e isso muda como a gente fala. Ela usou um exemplo da própria situação de um jogo de tabuleiro que eles estavam jogando e precisava falar as palavras corretamente pra poder avançar. Achei incrível porque ela não só entendeu como aplicou no contexto ali mesmo, sem titubear.

Outro dia, o Lucas tava ajudando a Beatriz com a lição de casa e começou a mostrar umas palavras que ele sabia que tinham acento e por quê. Aí ele deu o exemplo de “avó” e “avo”, falando que não é pra confundir com “avô” porque o acento faz toda a diferença na pronúncia e no significado. Quando você vê um aluno explicando assim pro colega, já dá aquela sensação de missão cumprida, sabe?

Agora, quando a gente fala dos erros comuns, os meninos ainda confundem bastante umas coisas. A Maria, por exemplo, sempre esquece de colocar o acento em "café" e acaba escrevendo "cafe". Aí eu aproveito esses momentos pra fazer aquela revisão rápida: “Maria, lembra lá do nosso papo sobre o acentinho e como ele muda o som? Pensa no café que você toma todo dia”. E assim a gente vai reforçando.

O erro do João sempre foi na hora de diferenciar "em" e "ém". Ele escreve "tambem" sem acento direto! Eu chego nele e falo: “João, lembra do som? A gente fala 'também', dá uma subidinha no som”. Esses erros vêm muito da falta de prática em notar essas diferenças no dia a dia, mas com paciência e exemplos concretos eles vão pegando.

Agora deixa eu contar como eu faço com o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA na turma. Com o Matheus, eu percebi que ele precisa de atividades mais curtas e variadas pra manter o foco. Então, quando estamos trabalhando com acentos, uso cartões coloridos com as palavras que ele pode organizar numa sequência correta. Já testei tabelas longas ou textos muito grandes com ele, mas não funcionou porque ele acaba dispersando rápido.

Com a Clara é um pouquinho diferente porque ela gosta de rotinas bem definidas. Então faço listas de palavras pra ela com figuras associadas. Assim ela consegue relacionar visualmente cada palavra com seu significado e o acento que precisa. Uma vez tentei usar uma atividade em grupo muito dinâmica e cheia de passos diferentes, mas ela não ficou confortável. Então agora dou pra ela um tempo pra processar cada etapa antes de seguir.

Outro recurso que funciona bem pra ambos é o uso de tecnologia. Tem uns aplicativos bacanas que ajudam muito na hora da prática individualizada, especialmente pros alunos que precisam desse ritmo diferente. Com eles, se consegui personalizar bastante as atividades e dar aquele toque especial que cada um precisa.

E assim vai indo nosso dia a dia na sala! Não é sempre fácil nem perfeito, mas ver os meninos avançando vale todo esforço. Vou ficando por aqui nesse post, mas qualquer hora volto pra contar mais histórias da nossa sala de aula. Até já!

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