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EF03LP07Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar a função na leitura e usar na escrita ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e, em diálogos (discurso direto), dois-pontos e travessão.

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Pontuação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF03LP07 da BNCC é super importante pra galera do 3º ano. Na prática, o que a gente quer é que os meninos saibam quando usar um ponto final, ponto de interrogação, de exclamação e, nos diálogos, dois-pontos e travessão. Parece complicado quando a gente só fala assim, né? Mas é tipo ensinar os alunos a saberem onde as frases começam e terminam, como fazer perguntas e como mostrar emoção ou surpresa no que escrevem.

Antes de chegar no 3º ano, a molecada já tem uma ideia básica do que é um ponto final. Eles sabem que no final das frases tem uma “bolinha” que termina o pensamento. Mas quando a gente fala de interrogação, exclamação e principalmente dos diálogos com travessão e dois-pontos, aí é novidade pra eles. E, óbvio, cada um aprende num ritmo diferente.

Uma atividade que faço e que funciona bem é a "Caixa de Pontuação". A ideia é bem simples: eu pego uma caixa de sapato e dentro coloco várias frases escritas em cartõezinhos. Só que essas frases estão sem pontuação nenhuma! Aí peço para os alunos tirarem um cartão da caixa e lerem em voz alta, tentando perceber qual pontuação falta no fim. Aí eles têm que dizer se termina com ponto final, de interrogação ou de exclamação. Depois discutimos juntos qual seria a pontuação correta e por quê. Essa atividade leva uns 30 minutos. Os alunos adoram, porque parece meio mágico adivinhar a pontuação só pela entonação. Lembro do dia em que o Pedro tirou uma frase que dizia: "Você gosta de pipoca". Ele leu como se fosse uma pergunta bem entonada, e aí todo mundo riu quando ele disse que achava que era ponto final. Isso gerou uma boa discussão sobre como a gente pode mudar completamente o sentido só com a voz.

Outra atividade legal é a "Roleta do Diálogo". Eu desenho uma roleta grande no quadro com várias situações cotidianas escritas: dois amigos conversando no recreio, uma mãe chamando o filho pra jantar, uma professora animando os alunos para um passeio escolar... Cada grupo roda a roleta e aí tem que criar um mini diálogo entre dois personagens na situação sorteada. Eles podem usar folhas de papel ou mesmo o caderno pra anotar o diálogo usando os dois-pontos e travessão corretamente. Isso leva uma aula inteira, porque depois cada grupo apresenta pros colegas e todos discutem juntos se usaram as pontuações certas. Da última vez que fizemos isso, o grupo da Ana Clara rodou a situação de dois amigos brigando por causa de um brinquedo. Eles fizeram um diálogo cheio de pontos de exclamação! Foi hilário ver como eles dramatizaram tudo.

E aí tem a clássica "Corrida da Pontuação". Eu escrevo no quadro uma sequência longa de texto sem nenhuma pontuação e divido a turma em dois times. Cada aluno da vez precisa correr até o quadro e adicionar um ponto ou símbolo que faça sentido naquela frase. A equipe que terminar primeiro e com menos erros ganha aquele ponto do dia. Essa atividade leva só uns 15 minutos no final da aula e é ótima pra fixar a ideia rapidinho. O mais engraçado foi quando o Lucas acidentalmente colocou um ponto de interrogação numa frase que claramente não era pergunta, tipo “Eu gosto de bolo?”, só porque estava na correria.

Então é isso aí, galera! O importante é entender como cada tipo de pontuação faz a diferença na leitura e escrita dos meninos. Com essas atividades práticas, eles conseguem perceber isso na prática e acabam ficando mais seguros na hora de escrever de verdade. Sempre digo pra eles: pontuar é dar vida pro texto! Espero que essas dicas ajudem vocês também na sala!

Aí eu tava falando sobre como a gente sabe que os meninos aprenderam, né? Então, olha, no dia a dia da sala de aula, tem várias formas da gente perceber que a gurizada tá pegando o jeito da coisa. Nem precisa aplicar prova formal pra ver isso, viu? Quando eu circulo pela sala enquanto eles estão fazendo atividades de escrita, dá pra notar quem entendeu o lance dos pontos. Tem aquele momento massa quando você escuta um aluno explicando pro outro. Tipo a Luana, ela tava ajudando o Pedro outro dia, e eu ali, só de canto de olho, escutando. Ela falou: “Pedro, você precisa colocar o ponto final aqui, senão a frase não termina”. Aí eu pensei: "Ah, ela entendeu!"

E as conversas entre eles são outra fonte pra gente sacar se eles pegaram a ideia. No recreio ou enquanto esperam a fila do lanche, eles acabam falando das histórias que escrevem. Outro dia eu ouvi o João discutir com a Mariana sobre como uma história tinha que ter um ponto de exclamação porque a personagem estava gritando. Cara, é nessas horas que você vê que a coisa tá funcionando.

Agora, sobre os erros mais comuns... ai ai! A molecada às vezes acha que ponto de interrogação é enfeite. Tinha a Sofia que sempre esquecia. Sempre começava a pergunta no meio da frase sem marcar o final. Tipo assim: “Você vai tomar sorvete amanhã eu vou também”. Meio confuso, né? E eu sempre falava: “Sofia, onde tá a pergunta aqui? Vamos achar junto”. Aí eu lia em voz alta com ela e perguntava onde a voz subia no tom, era uma estratégia que ajudava.

O Lucas era quem mais trocava travessão por traço simples. Se ele queria mostrar diálogo, usava só um traço curto — aí ficava bagunçado. Quando pegava isso na hora, fazia questão de mostrar num livro ou revista como era feito. Mostrava exemplos reais e dava pra ver a lâmpada acendendo nos olhos dele.

Agora tenho na turma o Matheus, que tem TDAH, e a Clara com TEA. Com o Matheus, percebi que ele se distrai fácil demais se não tiver estímulo visual ou atividades mais práticas. Pra ajudar ele, uso cartões coloridos com os diferentes tipos de pontuação desenhados neles. Quando ele tá escrevendo e esquece qual usar, ele olha pros cartões e se lembra. Funciona bem pra ele porque é visual e direto.

Com a Clara é diferente. Ela tem TEA e precisa de mais tempo pra processar as instruções e também prefere rotinas bem definidas. Então eu tento fazer atividades que sigam um padrão, sabe? Tipo toda terça-feira a gente faz uma sessão de leitura em voz alta onde ela pode escolher se quer participar ou só ouvir no começo até se sentir mais confortável pra tentar ler com emoção ou interrogação.

Uma coisa legal com ambos é usar tecnologia. Tablets com aplicativos de escrita onde eles podem tocar nos símbolos de pontuação e ver exemplos ajudam muito. O problema é quando não temos tablets disponíveis pra todo mundo, aí vira briga pra ver quem usa primeiro!

Mas olha, nem tudo são flores! Tentei uma vez fazer uma atividade usando fantoches pra dramatizar diálogos e marcar os pontos... E não funcionou muito bem não! O Matheus adorou demais e ficou tão animado que não parava quieto mais (risos). Já a Clara ficou meio perdida com muita informação ao mesmo tempo.

Bom pessoal, vou ficando por aqui. Espero que essas ideias sejam úteis pra vocês tanto quanto são pra mim! É sempre um desafio mas também uma alegria ver essa molecada crescendo e aprendendo cada dia mais. E vocês aí do fórum? Como lidam com esses desafios nas salas de vocês? Bora trocar umas figurinhas! Abraço!

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