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EF03LP08Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto da ação.

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Morfologia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF03LP08 da BNCC é um lance que eu vejo como super importante, mas na prática, o que significa? É basicamente ajudar os meninos a entender que nas frases tem umas palavrinhas chamadas substantivos e verbos e que cada uma tem sua função ali. O substantivo normalmente é o agente, ou seja, quem faz ou sofre a ação. Já o verbo é a ação mesmo, tipo assim: "O cachorro corre". "Cachorro" é o substantivo e "corre" é o verbo. Daí, quando a gente fala em objeto da ação, estamos nos referindo ao que sofre a ação, sabe? É como se fosse: "O cachorro mordeu o sapato". Aqui "sapato" é o objeto da ação.

Bom, antes do 3º ano, os alunos já chegaram com alguma noção de diferenciar essas palavras. Eles sabem identificar um verbo em frases simples e até reconhecem substantivos, mas nem sempre ligam os pontos de como cada um desses elementos funciona dentro da oração. Então, minha missão é dar essa clareza pra eles e fazer com que consigam aplicar isso em textos mais complexos.

Uma das atividades que faço bastante por aqui é a "Caça ao tesouro de palavras". Eu pego um texto curtinho, tipo uma fábula ou uma historinha simples, e a gente lê junto na sala. Aí, dou uma folha pra cada um com dois balõezinhos desenhados — um pro substantivo e outro pro verbo. Peço pra eles relembrarem o que são cada um e começo a leitura. A missão deles é ir levantando a mão sempre que acharem um substantivo ou verbo pra gente ir anotando nos balõeszinhos. Isso dura uns 20 minutos. Na última vez que fizemos, o Pedro ficou animado demais e saiu identificando palavras antes de terminar a minha leitura! Precisei pedir pra ele esperar um pouco, mas foi divertido ver ele todo empolgado assim.

Outra coisa que fazemos é a "Criação de mini-histórias". Peço pra turma formar grupos de três ou quatro, entrego cartolinas e canetinhas coloridas. Aí dou uma lista de palavras baseadas em substantivos e verbos que encontramos nas atividades anteriores. Os grupos têm uns 30 minutos pra criar uma história curta usando as palavras da lista. É legal ver como eles se envolvem nisso. Da última vez, a Ana, o Lucas e a Sofia inventaram uma história sobre um cachorro mágico que voava pra salvar gatinhos em apuros. Eles riram tanto enquanto desenhavam os quadrinhos! E no final ainda apresentaram pros colegas.

Por fim, tem também a "Brincadeira do teatro". Essa é meio caótica, mas dá um resultado bacana. Divido a sala em dois times, distribuo tiras de papel onde escrevo várias ações (verbos) e personagens (substantivos). Cada time tira dois papéis e precisa criar uma cena pra apresentar ao outro time em 10 minutos. Essa atividade leva quase uma aula inteira porque eles precisam se organizar e depois apresentar. O legal é que eles realmente incorporam os personagens! Na última apresentação o Miguel virou um dragão super dramático que tava procurando seu tesouro perdido e a turma não parava de rir.

É engraçado ver como essas atividades simples ajudam tanto a galera a fixar os conceitos. No começo do ano muitos tinham dificuldade até de entender o que era agente ou objeto na frase. Mas agora eles tão sacando bem mais rápido quando peço pra identificar essas coisas num texto novo. O Matheus, por exemplo, era meio tímido pra participar e agora tá sempre puxando o grupo dele nas atividades.

Acho que usar essas atividades práticas faz toda diferença porque deixa tudo mais leve e divertido pra eles. E sabe como é né? Quando eles se divertem enquanto aprendem, a coisa fica mais natural. E aí vai fluindo. Bom, vou ficando por aqui então! Se alguém tiver alguma ideia nova ou sugestão pra trabalhar substantivos e verbos pode mandar aí — tô sempre aberto pra aprender também! Abraços!

objeto da ação porque é o sapato que sofreu a mordida do cachorro. Aí, quando os alunos começam a entender isso, é uma beleza. Mas como a gente sabe que eles aprenderam mesmo, sem aplicar prova formal? Bom, no dia a dia da sala de aula, eu fico de olho em tudo que acontece, né? E tem várias situações onde dá pra perceber se eles captaram a ideia.

Tipo, quando eu circulo pela sala durante as atividades, fico ouvindo o que eles estão falando entre eles. Às vezes um aluno tá explicando pro outro e aí você ouve um Joãozinho da vida dizendo: "Ah, entendi! O gato pulou no muro. O 'gato' é o sujeito e 'pulou' é o verbo." Quando isso acontece, eu quase faço uma dancinha ali mesmo de tanta felicidade.

E tem também aqueles momentos em que a gente tá fazendo uma atividade em grupo. Um dia desses, eu dei uma tarefa onde eles tinham que criar pequenas histórias em quadrinhos. Aí um grupo veio com um desenho de um menino pegando uma bola e a Maria ficou explicando para os colegas: "Olha, o menino é o sujeito e pegar é o verbo." Nessa hora, eu pensei "Poxa, essa entendeu!"

Agora, claro que nem tudo são flores. Os erros mais comuns que os alunos cometem com esse conteúdo são confundir o sujeito com o objeto da ação ou esquecer qual é o verbo na frase. Por exemplo, teve uma vez que o Lucas veio falar comigo todo animado sobre uma frase: "O peixe nada na água." Ele falou: "Professor, o peixe é o verbo!" Eu tive que rir antes de explicar: "Lucas, 'peixe' é o substantivo; 'nada' é o verbo."

Esses erros geralmente acontecem porque às vezes os meninos estão tão focados em uma parte da frase que esquecem de olhar o conjunto. Pra corrigir isso na hora, eu sempre volto à ideia central e peço pra eles me mostrarem outros exemplos ou faço perguntas que os levem a pensar no que cada palavra tá fazendo ali na frase.

Agora falando do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA. Com esses alunos, eu percebi que algumas adaptações são essenciais pra eles acompanharem bem as atividades.

Pro Matheus, por exemplo, eu sempre procuro trazer atividades que tenham algum tipo de movimento ou interação maior. Ele se dispersa fácil quando tá só escrevendo ou lendo por muito tempo. Uma coisa que funcionou bem foi usar cartões coloridos com palavras e ele tinha que montar frases com elas. Isso prendia mais a atenção dele do que só escrever no caderno.

Já com a Clara, que tem TEA, o desafio é diferente. Ela responde muito bem a rotinas claras e materiais visuais. Então eu comecei a usar mais imagens e tabelas para explicar as funções do sujeito e do verbo. Além disso, dou mais tempo pra ela concluir as atividades porque eu sei que ela precisa processar as informações no ritmo dela.

O que não funciona? Bom, pro Matheus aquelas atividades longas e sem quebra nenhuma são um desastre. Ele logo perde o foco e aí fica complicado trazer ele de volta pra atividade. E pra Clara, atividades que exigem interação social sem um contexto muito claro costumam deixá-la desconfortável.

Enfim, a gente vai se adaptando e aprendendo também com eles todo dia. Eu acho que observar essas interações todas faz parte do nosso trabalho como professores e entender as diferentes necessidades dos alunos é essencial pra fazer essa habilidade realmente entrar na cabeça dos meninos.

Bom pessoal, acho que já falei demais por hoje! Espero ter ajudado vocês com essas ideias e ficado claro como a prática na sala de aula pode ser rica em sinais de aprendizado sem precisar recorrer sempre à prova formal. Qualquer coisa estamos aí pra trocar mais figurinhas! Abraços!

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