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EF03LP09Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar, em textos, adjetivos e sua função de atribuição de propriedades aos substantivos.

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Morfologia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, gente, quando a gente fala daquela habilidade EF03LP09 da BNCC, é basicamente ajudar os meninos a entenderem o que são os adjetivos e o que eles fazem nos textos. Tipo assim, eles já vêm do segundo ano sabendo o que é um substantivo, né? Que é o nome das coisas, como "cachorro", "casa", "escola". Então, agora no terceiro ano, o lance é mostrar pra eles que os adjetivos são aquelas palavrinhas que dão mais sabor aos substantivos. São as características, as qualidades. É como se a gente pegasse um substantivo e desse uma cor a ele. Por exemplo, em vez de falar só "gato", a gente pode falar "gato preto" ou "gato fofo". Eles precisam perceber que o adjetivo ajuda a gente a saber mais sobre o substantivo.

Agora vou contar como eu faço isso na prática com a moçada do terceiro ano. Uma coisa que gosto de fazer é usar historinhas curtas. Eu pego uns textos bem simples, tipo fábulas ou contos infantis. Um dia usei "A Cigarra e a Formiga". Primeiro, leio a história com eles e depois a gente volta em alguns trechos para sublinhar os adjetivos. Eles ficam tudo animado porque é tipo uma caça ao tesouro. Eu divido eles em duplas pra não ficar muito tumulto e dou uns 15 minutos pra tarefa. Cara, cada vez que alguém acha um adjetivo legal, vira uma festa. A última vez que fizemos isso, a Letícia levantou e gritou "achei um! A formiga trabalhadora!". Foi engraçado ver a empolgação dela.

Outra atividade que dá super certo é criar descrições coletivas. Eu levo pra sala uma imagem grande de uma paisagem ou de uma cena - pode ser algo impresso ou até na tela da TV da sala. Aí eu peço pra galera começar a descrever o que vêem usando adjetivos. Por exemplo, se tem uma árvore na imagem, alguém pode falar árvore alta ou árvore verde. Isso ajuda eles a praticarem essa coisa de identificar e usar os adjetivos. E como faço? Eu escolho um aluno pra começar e vamos construindo juntos uma história da imagem usando essas descrições. A última vez que fizemos isso tinha uma foto de um parque e, claro, o João logo sugeriu uma grama verdinha e o Henrique veio com "um sol brilhante". A atividade leva uns 20 minutos porque eles gostam de inventar e incrementar a história.

Outra atividade que gosto bastante e também dá super certo é o jogo dos objetos da sala. Funciona assim: cada aluno escolhe um objeto que tem ali na sala mesmo - pode ser lápis, estojo, mochila - qualquer coisa vale! Aí eu peço pra eles escreverem três adjetivos que descrevam esse objeto no papelzinho. Depois de um tempo curto de 10 minutos, cada um lê pro grupo sem falar o objeto e a turma tenta adivinhar qual é o objeto descrito só pelos adjetivos. É uma forma divertida de ver como os adjetivos funcionam na prática pra dar pistas sobre os substantivos. Uma vez o Pedro descreveu "algo pequeno, colorido e macio" e ninguém conseguia acertar - era borracha! Eles riram muito disso.

Os meninos costumam reagir bem às atividades porque são mais lúdicas e interativas. Eles gostam quando têm que se mexer ou quando podem compartilhar suas ideias entre si. Dá pra ver quando eles entendem o conteúdo porque começam a usar adjetivos nas atividades do dia a dia sem perceberem. Às vezes até no recreio fico escutando uns papos do tipo "viu aquele cachorro bonitão lá fora?".

Pra encerrar, acho importante dizer que essas atividades não só ajudam a entender o conteúdo da BNCC mas também deixam as aulas mais legais e ajudam os alunos a verem sentido no que tão aprendendo. Não adianta chegar com teoria demais sem dar um jeito deles se envolverem né? E na real, é isso aí - quanto mais simples e prático for, melhor pra garotada fixar.

E é isso aí pessoal! Espero ter dado umas ideias boas pra vocês também usarem nas suas salas! Se alguém tiver outras dicas ou ideias legais sobre essa habilidade ou qualquer outra da BNCC, compartilha aí com a gente! Vamos aprender juntos!

Aí, continuando sobre essa habilidade EF03LP09, vou contar como eu vejo que os meninos realmente aprenderam sem precisar fazer uma prova formal. Olha, é na sala de aula mesmo, no dia a dia, que dá pra perceber quando a galera tá entendendo o conteúdo. Tá andando pela sala, ouvindo as conversas entre eles, é ali que mora o segredo.

Teve uma vez que eu tava circulando pelas mesas e escutei o Joãozinho explicando pra Ana como ele fez uma frase. Ele falou assim: "Ana, se você colocar 'cachorro' e depois falar 'bravo', aí todo mundo sabe que é aquele cachorro que late muito aqui da escola". Nesse momento eu pensei "ah, esse entendeu". É aquela hora que você vê o brilho no olho da criança, sabe? Não tem erro. Outra situação foi a Maria, que adora desenhar. Ela tava fazendo um desenho de uma casa e me disse: "Professor, essa é a casa azul com janelas grandes e jardim florido". Ela nem percebeu, mas aí já tava usando adjetivos direitinho pra dar vida ao desenho dela. São esses momentos que fazem a gente ver que o trabalho tá dando certo.

Agora, falando dos erros mais comuns, olha, tem uns que são clássicos. Por exemplo, o Pedro sempre confunde as coisas e acaba colocando adjetivo onde não precisa. Uma vez ele disse "árvore voadora alta". Tá, ele queria dizer alguma coisa diferente, mas misturou tudo. Isso acontece porque ele quer usar adjetivos legais que ele ouviu em algum lugar, mas ainda não tá muito seguro de onde encaixar. Quando isso rola, eu paro tudo e explico com calma. A gente conversa sobre como cada palavra tem seu lugar e função na frase. Dou exemplo com palavras mais simples até ele pegar o jeito.

Falando do Matheus e da Clara agora... O Matheus tem TDAH, então com ele é importante dar um suporte visual maior e dividir as atividades em passos bem claros. Eu sempre coloco as instruções no quadro de forma bem destacada e uso cores diferentes pra chamar atenção. Pra ele funciona ter um tempo extra também e fazer pausas pra ele não se perder no meio do caminho. A gente já testou várias coisas, tipo jogos educativos que são mais interativos, e isso ajuda muito porque mantém ele focado por mais tempo.

Já a Clara, que tem TEA, eu adapto o material pra ser mais visual também, mas com ela é importante seguir uma rotina mais estruturada. A gente usa cartelas de imagens pra associar os adjetivos aos substantivos, então ela consegue visualizar melhor. Com ela não funcionou muito bem atividades em duplas ou grupos grandes porque ela se perde no meio das interações sociais mais complexas. Então mantenho sempre num ritmo que ela consiga acompanhar sozinha primeiro. O bom é que quando ela vê a imagem junto com a palavra, fixa rapidinho.

E é isso aí pessoal! Compartilhar essas experiências aqui com vocês é sempre bom demais. Espero que tenha ajudado de alguma forma quem também tá na luta com essa habilidade do 3º ano. Vamos continuar trocando ideias e achando maneiras legais de ensinar nossos alunos. Até a próxima!

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