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EF03LP12Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Ler e compreender, com autonomia, cartas pessoais e diários, com expressão de sentimentos e opiniões, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero carta e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Compreensão em leitura
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, galera, trabalhar a habilidade EF03LP12 da BNCC é algo bem interessante e importante pra molecada do 3º ano. Basicamente, essa habilidade é sobre ensinar os alunos a lerem e entenderem cartas pessoais e diários, onde as pessoas expressam sentimentos e opiniões. Sabe aquelas cartinhas que a gente trocava antigamente ou aqueles diários que muita gente escrevia (ou ainda escreve)? Então, é disso que estamos falando. O aluno precisa não só conseguir ler, mas também compreender o que tá sendo dito ali, entender os sentimentos e as opiniões que a pessoa tá expressando. E tudo isso respeitando o formato de uma carta, por exemplo: saber quem tá escrevendo, quem vai receber, qual o assunto... É mais ou menos como entender a conversa de alguém com outra pessoa por escrito.

Na prática, isso significa que a gente quer que os meninos consigam pegar uma carta ou um diário e saibam do que se trata. Eles têm que identificar quem escreveu, pra quem foi escrito e sobre o que tão falando. Ah, e mais importante: entender o sentimento por trás das palavras. Se na série anterior eles já trabalhavam a leitura de textos simples e começavam a identificar as emoções nas histórias, agora eles precisam fazer isso com textos mais pessoais. É um passo a mais naquela construção de sentido que eles já estavam fazendo.

Agora, deixa eu contar pra vocês três atividades que eu faço na minha sala pra trabalhar essa habilidade.

Primeira atividade: "Cartas da Galera". Eu trago algumas cartas antigas que eu mesmo recebi de amigos na juventude (claro, tiro qualquer dado pessoal) ou cartas fictícias curtinhas e simples escritas por mim mesmo. A ideia é trazer exemplos reais ou bem próximos do real. Aí divido a turma em pequenos grupos de três ou quatro alunos. Cada grupo recebe uma carta. Eles têm cerca de 15 minutos pra ler juntos e depois cada grupo apresenta pros outros o que entenderam da carta: quem escreveu, pra quem foi, qual era o sentimento predominante. Uma coisa bacana que rolou na última vez foi quando o João percebeu numa carta fictícia minha que a saudade do remetente era tão grande porque ele usou várias vezes a palavra "saudade". Ele falou: "Professor, essa pessoa usou essa palavra tantas vezes que só pode tá sentindo muita falta mesmo." Achei ótimo porque ele pegou o sentimento pela repetição das palavras.

Segunda atividade: "Escrevendo Diários". Pra essa atividade uso uns caderninhos simples que consigo com a escola ou até mesmo folhas de papel A4 pros alunos fazerem seu próprio diário do dia. Primeiramente explico como funciona um diário pessoal - algo novo pra alguns deles - e dou uns exemplos de entradas bem simples. Depois peço pra cada um escrever sobre algum dia especial ou algo simples da vida deles que eles gostariam de lembrar no futuro. Essa atividade geralmente leva uns 30 minutos: 10 minutos pra explicação e inspiração e 20 minutos pra escrita. O legal é que depois alguns alunos querem compartilhar trechos voluntariamente (eles têm a opção de não mostrar se for algo muito pessoal). Quando fiz isso última vez, a Ana escreveu sobre um passeio com seu cachorro no parque e ela descreveu tudo com tanta alegria que dava pra sentir como ela ama aqueles momentos. A turma adorou ouvir isso.

Terceira atividade: "Correio da Amizade". Essa é bem divertida! A gente cria um correio interno na sala. Cada aluno tira o nome de um colega numa mini-sorteio (como se fosse amigo-secreto) e escreve uma cartinha para ele. Dou envelopes pequenos pra eles colocarem as cartas no final e faço um momento de entrega coletivo. Antes disso, faço uma rápida explicação do básico de uma carta - quem escreve, quem recebe, data etc - tudo em cerca de 10 minutos. Depois deixo uns 20 minutos pra escrita e mais uns 10 pra entregar as cartas. Uma coisa engraçada aconteceu quando o Pedro escreveu uma carta pro Lucas dizendo que ele era o "campeão do futebol no recreio". Quando Lucas leu, ele ficou todo sem jeito mas felizão, rindo à toa! Essa atividade além de trabalhar a habilidade proposta também ajuda na socialização e incentiva o espírito colaborativo entre eles.

Bom, essas são algumas formas que encontrei de trazer essa habilidade da BNCC pro cotidiano da meninada do 3º ano. Se vocês tiverem outras ideias ou quiserem saber mais detalhes dessas atividades, tô por aqui! Até mais!

Olha, galera, uma das coisas mais bacanas de ensinar é perceber quando um aluno realmente aprendeu alguma coisa, sem precisar aplicar uma prova formal, sabe? É aquele momento em que você tá circulando pela sala, só observando, e de repente vê um aluno explicando pro colega o que acabou de aprender. Pra mim, nada substitui isso.

Outro dia mesmo, tava rolando um trabalho em grupos sobre cartas pessoais. Aí eu vi a Mariana explicando pro Pedro que a frase "sinto sua falta" lá na carta era porque a pessoa que escreveu tava com saudade. Ela falou de um jeito tão certinho, com aquela segurança que você só tem quando realmente entendeu. Aí eu pensei: "Pronto, a Mariana pegou a essência disso".

E é nesses momentos também que você pega alguns erros comuns. A Ana, por exemplo, sempre confunde o sentimento que tá sendo expressado. Uma vez ela leu uma carta onde tinha algo do tipo "estou tão feliz por você ter vindo" e ela achou que a pessoa tava triste porque agora sentia falta do amigo de novo. Aí eu percebi que o problema era na interpretação da pontuação e das palavras-chave que indicam sentimentos. Então, quando isso acontece, paro tudo e mostro como as palavras e as frases podem dar pistas sobre o que a pessoa tá sentindo. É como se a gente fosse detetive desvendando o mistério dos sentimentos no texto.

Falando nisso, o João é outro que tem dificuldade, mas o problema dele é com palavras difíceis. Ele sempre passa batido por elas ou chuta qualquer coisa. Uma vez ele achou que "saudade" era um tipo de comida! Nessas horas, eu paro e mostro como usar o contexto pra descobrir o significado das palavras. Tipo assim: "João, veja como o resto da frase fala sobre alguém querendo ver outra pessoa... será que tem alguma relação com comida?". Aí ele ri e já começa a sacar que contexto é tudo.

Agora, quando falamos do Matheus, que tem TDAH, as coisas precisam ser um pouco diferentes. Ele tem uma energia danada e se distrai fácil demais. Então, o negócio é manter ele envolvido com atividades dinâmicas. O que funciona bem pra ele são role-plays e dramatizações. Quando a gente trabalha cartas em sala, eu peço pra ele ser "o destinatário" e alguém outro ser "o remetente", aí eles têm que trocar falas da carta como se estivessem mesmo conversando. Isso mantém ele focado e ajuda a entender melhor as emoções.

Já com a Clara, que tem TEA, outra abordagem é necessária. Ela é super detalhista, mas às vezes não entende bem as expressões emocionais mais sutis ou figurativas nas cartas. Então, uso cartões ilustrados com expressões faciais e explicações simples dos sentimentos envolvidos em algumas passagens das cartas. E ela adora trabalhar no computador, então criei algumas atividades interativas online onde ela pode clicar em partes do texto e ver essas dicas visuais aparecendo.

Ambos precisam de tempo extra pra processar as informações. Com o Matheus, damos pausas frequentes pra ele respirar e se mover um pouco entre as atividades. Com a Clara, permitimos que ela leve mais tempo pra responder ou terminamos as atividades em etapas menores pra não sobrecarregar.

Nem tudo funciona sempre como planejado. Já tentei atividades de grupo grandes com o Matheus achando que ele ia adorar tanta gente envolvida, mas virou bagunça porque ele se perdeu no meio de tudo. Com a Clara já tentei usar vídeos complexos pra complementar o texto mas ela ficou frustrada porque era informação demais de uma vez só.

Bom, pessoal, acho que é isso por hoje! Espero ter ajudado vocês a pensar um pouquinho mais sobre como reconhecer aprendizados além das provas tradicionais e dar algumas ideias sobre como adaptar nossas práticas pras necessidades específicas dos nossos alunos. Qualquer coisa tô por aqui no fórum se quiserem trocar mais ideias ou contar suas experiências também! Até mais!

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