Oi, pessoal! Tudo bem com vocês? Vamos falar um pouco sobre a habilidade EF03LP20 da BNCC que é sobre produzir cartas, beleza? Vou tentar explicar do meu jeito aqui. Olha, essa habilidade na prática é fazer os alunos escreverem cartas que podem ser enviadas para jornais ou revistas. Não é só escrever qualquer coisa não! Eles têm que aprender a dar opinião, fazer críticas e seguir aquelas regrinhas de como se escreve uma carta. A galera precisa entender quem é o público e qual o assunto da conversa. No 2º Ano, eles já aprenderam a fazer pequenas produções de texto, tipo bilhetes ou recadinhos, então agora é um passo adiante.
Bom, eu começo explicando o que é uma carta do leitor e uma carta de reclamação. Aí, eu dou uns exemplos concretos: "Imagina que você leu uma revista sobre animais e quer falar que gostou muito da matéria, ou então reclamar que esqueceram de falar dos seus bichos favoritos". Eles precisam entender que qualquer pessoa pode escrever para veículos maiores e dar sua opinião sobre o que achou legal ou ruim. Isso ajuda demais na formação cidadã deles.
Vou contar umas atividades que faço aqui na sala do 3º Ano pra dar conta dessa habilidade. Primeiro, eu organizo uma atividade chamada "Correio da Sala". É simples: uso papel comum, canetas e um mural de cortiça. Divido a turma em grupinhos de quatro ou cinco alunos. A gente faz isso em uma aula só, dura uns 50 minutos. Cada grupo escolhe um tema pra escrever, tipo meio ambiente, esportes ou até alimentação escolar. Eles escrevem a carta juntos e depois a gente coloca no mural. Os meninos ficam empolgados porque veem as ideias deles expostas para todo mundo ler. Na última vez que fiz essa atividade, o João e a Mariana escreveram uma carta super legal sobre reciclagem e todo mundo parou pra ler. A Mariana se empolgou tanto que quis ir pra casa fazer mais cartas!
Outra atividade legal é o "Escreve pra Revista". Trago algumas revistas antigas, dobro e coloco nas mesas. Os alunos ficam em duplas nessa atividade. Passo uns dois tempos de aula nisso, porque eles precisam folhear as revistas, escolher uma matéria e pensar em algo pra escrever sobre ela. Eu explico que podem elogiar ou criticar alguma coisa da matéria. Eles fazem rascunho primeiro e depois passam a limpo numa folha especial de carta que a gente faz aqui com enfeites e tal. Da última vez que fiz essa atividade, a Ana ficou super animada escrevendo sobre uma matéria de futebol feminino que achou injusta. Ela ficou falando várias coisas importantes que não estavam na matéria, foi massa ver a empolgação dela!
A terceira atividade é o "Correio Online". Aqui quero juntar tecnologia com escrita. Nós usamos o computador da sala (temos um só desgranhento, mas dá pro gasto) junto com tablets emprestados da escola. Os alunos escrevem e-mails como se fossem cartas para enviar para um jornal online fictício que inventei só pra isso. Eles amam mexer nos tablets! Ficam em trios e têm 40 minutos pra escrever e formatar o texto no tablet ou computador. Na última vez, o Lucas sugeriu fazer um texto sobre os jogos de videogame que ele acha violentos demais pra idade dele. Foi até engraçado quando ele falou pro Miguel: "Rapaz, vou reclamar mesmo! Isso não tá certo!", todo bravo.
Com essas atividades, percebo que os meninos começam a entender melhor como se expressar por escrito de maneira mais formal quando necessário, mas ainda mantendo suas opiniões claras. Adoro ver como eles se envolvem nos temas escolhidos e aprendem também a ouvir as ideias dos outros. Eles acabam entendendo melhor o mundo fora da escola e como podem participar dando suas opiniões.
É isso aí! Espero que ajude quem tá pensando em formas de trabalhar essa habilidade com os pequenos! Qualquer dúvida ou se alguém tiver mais ideias pra compartilhar, tô por aqui! Abraço!
Aí, pessoal, continuando o papo sobre a habilidade EF03LP20... Olha, perceber que os meninos entenderam essa história de escrever cartas sem aplicar prova formal é um negócio que a gente vai pegando no olho, na prática do dia a dia mesmo. Quando estou circulando pela sala, prestando atenção nas conversas, é bem interessante como eles se ajudam e acabam mostrando que entenderam o lance.
Teve uma vez que eu tava passando pelas mesas e escutei a Júlia explicando pro Miguel como começar uma carta. "Miguel, tem que começar com 'Prezado' ou 'Querido', depende de quem você tá escrevendo, né?" E o Miguel todo empolgado: "Ah, igual quando a gente recebe carta do banco que fala 'Prezado cliente'!" Aí é que você percebe que a criança sacou o contexto. Esse tipo de troca entre eles é ouro. E quando eu vejo eles corrigindo um ao outro sobre onde colocar vírgula ou ponto final, então, eu sei que estão no caminho certo.
Agora, os erros mais comuns... Ah, isso não falta! A Sofia, por exemplo, sempre escreve cartas sem parágrafo. Ela começa e vai embora até o final sem respirar. Eu falo pra ela: "Sofia, a gente precisa dar um respiro pra quem tá lendo!" Aí ela dá risada e fala que esquece na hora de escrever. Esse erro acontece porque na cabecinha dela tá tudo muito claro e ela quer botar tudo no papel de uma vez só.
Outro exemplo é o João. Ele tem uma mania de começar as cartas esquecendo de quem é o destinatário. Vai direto ao assunto, parece que tá escrevendo bilhete. Eu dou umas dicas tipo: "João, lembra que a gente tem que saber pra quem tá escrevendo. É igual quando você chama alguém pelo nome no recreio." Isso ajuda ele a prender o foco. Quando pego esses erros na hora, às vezes dou uma paradinha na sala e chamo atenção de todo mundo pra aprender junto.
Sobre lidar com o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA, aí é outra história. Com o Matheus, eu tento fazer as atividades ficarem mais curtas e diretas ao ponto. Eu uso cores diferentes nos papéis e quadrinhos rápidos pra ele ir preenchendo aos poucos. Coisas visuais chamam mais atenção dele e ajudam a não se distrair tanto. Uma coisa que funciona bem é dar pequenas pausas durante as atividades, porque ele precisa dar aquela arejada na mente.
Com a Clara, o negócio já é mais sobre estrutura e rotina. Então eu deixo um modelo de carta impresso que ela pode seguir toda vez. Tem lá o espacinho pra ela preencher quem tá escrevendo, pra quem é a carta, onde colocar a data... Assim ela não fica perdida. Também dou uns adesivos com carinhas felizes pra incentivar quando ela acerta alguma coisinha nova.
O que não deu certo? Bom, tentei uma vez fazer um jogo em grupo com a turma toda envolvendo cartas e o Matheus ficou estressado porque não conseguia acompanhar o ritmo da galera. Com ele tem que ser mais individualizado mesmo ou em grupos bem pequenos. E já com a Clara, atividades que mudam toda hora acabam confundindo ela mais do que ajudando.
Enfim, gente! Cada dia é um aprendizado novo nessas nossas turmas, né? Acho que a chave é ter paciência e se adaptar ao jeito de cada um. Espero ter ajudado vocês aí com essas histórias! Se alguém tiver dicas também ou quiser trocar ideia sobre isso tudo, tô por aqui.
Abraços e até a próxima!