Voltar para Língua Portuguesa Ano
EF04LP05Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar a função na leitura e usar, adequadamente, na escrita ponto final, de interrogação, de exclamação, dois-pontos e travessão em diálogos (discurso direto), vírgula em enumerações e em separação de vocativo e de aposto.

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Pontuação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando eu penso na habilidade EF04LP05 da BNCC, o que vem na minha cabeça é a importância da pontuação na hora de ler e escrever. Aí, a gente tá falando de saber onde colocar um ponto final, uma vírgula, ou como usar bem um ponto de interrogação ou exclamação. E sem esquecer dos dois-pontos e travessão, que são essenciais quando a gente tá trabalhando com diálogos. Sabe quando a gente lê uma frase e ela faz todo sentido por causa da pontuação? Então, é isso que eu quero que meus alunos do 4º Ano consigam fazer.

No 3º Ano, os meninos já começam a ter contato com os sinais mais básicos de pontuação. Eles sabem que o ponto final indica o fim de uma frase, a vírgula dá aquela pausa rápida. Agora, no 4º Ano, a ideia é aprofundar isso. Queremos que eles entendam a função de cada sinal e consigam usar tudo isso na prática. Tipo assim: quero que eles sejam capazes de ler um diálogo e saber quem tá falando o quê, e quando tão escrevendo, que façam isso de forma clara pros outros lerem.

Agora, deixa eu contar umas atividades que faço na sala com essa turma. São coisas simples, mas acho que ajudam demais os meninos a entenderem melhor essa questão da pontuação.

Uma das atividades que gosto muito é o "Caça-pontuação". Uso textos curtos, retirados de livros infantis ou até mesmo pequenos trechos de histórias que eles já conhecem. Distribuo cópias para a turma e peço para encontrarem os sinais de pontuação no texto. Eles devem circular cada sinal e depois me dizer o nome e a função dele na frase. Organizo a turma em duplas ou trios, porque acho que trabalhar em conjunto ajuda na troca de ideias. Essa atividade leva uns 30 minutos e é sempre muito animada. Na última vez que fizemos isso, a Júlia e o Pedro começaram uma discussão engraçada sobre por que o autor escolheu usar tantos pontos de exclamação em um parágrafo onde os personagens estavam assustados. Foi uma ótima oportunidade para explicar como os sinais podem mudar o tom do texto.

Outra coisa que faço é o "Teatro dos Diálogos". Aqui, escrevo um diálogo simples no quadro, mas sem pontuação nenhuma. Chamo algum voluntário pra ler em voz alta do jeito que tá, sem sinais. A turma sempre dá risada porque fica tudo confuso. Aí peço pra eles sugerirem onde colocar os pontos finais, interrogações, exclamações e tudo mais. Reescrevemos o texto no quadro com as sugestões deles e aí sim alguém lê novamente. A diferença é gritante! Na última vez que fiz isso, o Gustavo leu um diálogo super sério como se fosse uma piada só porque faltava pontuação adequada. Depois disso, eles realmente entenderam como esses sinais fazem diferença na leitura.

Por último, tem uma atividade chamada "Histórias Pontuadas". Nela, eu dou uma folha em branco pra cada aluno com algumas frases soltas sem pontuação. Eles precisam criar uma história usando essas frases e adicionar a pontuação correta. Isso ajuda eles a pensar tanto no enredo quanto na forma correta de escrita. Costumo dar uns 40 minutos pra essa atividade porque quero que eles tenham tempo suficiente pra pensar e revisar o texto. Quando fizemos isso recentemente, o Lucas escreveu uma história sobre um cachorro falante e usou um monte de interrogações nas falas dele porque achou que combinava mais com um cachorro curioso descobrindo o mundo humano.

Essas atividades são só exemplos de como a gente pode trabalhar essa habilidade de forma prática e divertida. Acho importante sempre conectar essas coisas com algo concreto pro aluno ver sentido em usar cada tipo de pontuação do jeito certo. E claro, tem dia que parece que nada vai entrar na cabeça deles rsrs, mas quando a gente vê as produções melhorando aos poucos, dá aquela sensação boa de missão cumprida. Se alguém tiver outras ideias ou quiser compartilhar como faz isso na sua turma, tô aqui pra trocar figurinhas também!

a pontuação, mas é no 4º Ano que a coisa pega pra valer. Tem umas atividades que eu adoro fazer com a galera, tipo aquela em que eles têm que reescrever uma historinha toda sem pontuação, e aí cada um coloca os sinais onde acha que faz sentido. No final a gente lê várias versões em voz alta e é engraçado como a mesma história pode mudar totalmente só por causa da pontuação.

Agora, como é que eu percebo se eles realmente entenderam o babado? Bom, eu sou daqueles professores que gostam de circular pela sala, sabe? Gosto de ouvir o que os meninos tão conversando entre si. Às vezes, tô passando por uma dupla e ouço um aluno ajudando o outro: "Não, Jonas, aqui tem que ter uma vírgula porque é uma pausa pequena." Cara, quando ouço isso, já fico todo contente porque significa que entenderam a jogada.

Teve um dia que a Letícia estava explicando pro Pedro como ela lembrava onde colocar o ponto final: "Eu penso numa respiração longa. Tipo, quando você termina de falar uma coisa importante." E ela fez isso sem eu precisar perguntar nada! Fiquei de canto só observando e pensando: "Ah, essa aí pegou o jeito."

Mas claro que nem sempre é fácil. Os erros mais comuns que vejo são os alunos colocando vírgula antes de "e" ou esquecendo o ponto final. O Lucas, por exemplo, vive esquecendo de terminar as frases. Ele vai escrevendo como se fosse uma linha sem fim. Já falei com ele várias vezes: "Lucas, lembra de dar um respiro depois de cada ideia." Acho que ele fica tão empolgado pra contar tudo que esquece de pausar. O erro acontece porque ainda tão se acostumando a pensar na escrita como um monte de frases separadas e não como um fluxo só.

E olha, com o Matheus e a Clara na turma, é preciso ajustar as coisas. O Matheus tem TDAH e precisa de estímulos diferentes. Costumo dar atividades mais curtas pra ele e que possam ser feitas em partes. Por exemplo, em vez de pedir pra ele revisar uma história inteira de uma vez só, divido em parágrafos curtos. Dessa forma ele não perde o foco tão fácil. Já percebi também que ele responde bem se eu deixar ele escolher algumas histórias sobre temas que ele gosta mais.

A Clara tem TEA e com ela funciona muito bem usar algumas imagens junto com as frases pra ajudar na compreensão. Uma vez fizemos um exercício de colocar pontuação em falas de personagens de quadrinhos e foi um sucesso com ela. As imagens ajudam a dar contexto e facilitam ela entender onde vão os pontos e vírgulas. Com ela também é importante ter um ritmo mais constante nas explicações, sem muita mudança abrupta.

Não funcionou muito bem quando tentei fazer exercícios em grupo com muitas pessoas pra Clara. Ela se perdeu no meio da bagunça toda e não conseguiu participar direito. Aprendi que com ela é melhor fazer grupos menores ou duplas.

Enfim, lidando com os erros do dia a dia e adaptando pras necessidades do Matheus e da Clara, vou sentindo aquele orgulho quando percebo que tão pegando o jeito da coisa. É bom ver cada um encontrando seu ritmo e entendendo como esses pontinhos fazem toda a diferença na comunicação escrita.

É isso aí, pessoal! Qualquer dúvida ou sugestão sobre esse tema aí de pontuação no 4º Ano, tô por aqui! Vamos trocando figurinha. Abraço!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF04LP05 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.