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EF04LP12Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Assistir, em vídeo digital, a programa infantil com instruções de montagem, de jogos e brincadeiras e, a partir dele, planejar e produzir tutoriais em áudio ou vídeo.

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Escrita colaborativa
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando eu penso na habilidade EF04LP12 da BNCC, imagino os meninos aprendendo a não só assistir um vídeo, mas entender o que tá rolando ali e depois criar algo como se fossem eles os autores. É tipo assim: eles veem como montar um brinquedo ou fazer uma brincadeira e depois produzem o próprio tutorial, seja em áudio ou vídeo. A ideia é eles saberem explicar ideias, se comunicar de forma mais completa. Eles já têm uma base de anos anteriores sobre narrativas e textos instrutivos, então é levar isso pras mídias digitais.

Vou contar pra vocês três atividades que a gente faz na sala pra trabalhar isso. A primeira atividade é assistir a um vídeo simples de montagem de um brinquedo, tipo aqueles de papelão que você corta e cola. Eu costumo escolher algo que os meninos consigam realmente fazer em sala pra não ficar só na teoria. Da última vez, usamos um vídeo no YouTube sobre como fazer um carrinho com rolos de papel higiênico. O material é simples: só precisei do vídeo, rolos de papel, tesoura sem ponta e cola. Primeiro eu divido a turma em pequenos grupos e passo o vídeo no projetor. Eles assistem umas duas ou três vezes, aí a gente conversa sobre o que entenderam e cada grupo segue pra montagem. Essa parte não leva mais que uma aula inteira, tipo uns 50 minutos. Os meninos adoram porque podem mexer com as mãos e ver o resultado da produção deles. A Ana Clara, por exemplo, ficou super empolgada mostrando pros colegas como tinha decorado o carrinho dela com adesivos.

A segunda atividade é criar um roteiro pra um tutorial de áudio. Depois das montagens prontas, cada grupo tem que explicar como fez o processo. Aí eles pegam uns celulares velhos que temos na escola (só pra gravar mesmo) e ensaiam como vão explicar pros outros grupos sem mostrar imagens, só por áudio mesmo. A ideia é trabalhar a clareza na comunicação só com a voz. Dou uns 30 minutos pra eles se organizarem e depois gravarem. No começo, eles acham engraçado ouvir a própria voz gravada, mas aí se acostumam. Teve uma vez que o João Vitor ficou tão nervoso que começou a rir no meio da gravação! Foi uma risada coletiva, mas depois ele conseguiu terminar direitinho.

A terceira atividade é a produção do vídeo tutorial. Agora sim eles usam tudo que aprenderam: veem o vídeo original mais uma vez pra relembrar a estrutura e partem pra gravação do próprio vídeo. Divido a turma em duplas dessa vez, porque no final todo mundo tem que aparecer como "o apresentador" do seu vídeo. Pra gravar o vídeo uso aqueles tablets da escola, nada muito avançado, mas dá pro gasto. Cada dupla tem uns 30 minutos pra planejar tudo e mais uns 20 minutos pra gravar e revisar. Os meninos gostam bastante de incorporar personagens nessas horas. O Lucas da última vez fez questão de imitar um Youtuber famoso enquanto ensinava a fazer o carrinho! Foi uma diversão só e claro que viraram piada entre eles mesmos.

Essas atividades juntas ajudam muito os meninos a trabalharem com sequência lógica: assistem, planejam e produzem algo novo com base no aprendizado deles. E não é só sobre montar um brinquedo ou qualquer coisa assim; é sobre entender como comunicar instruções de maneira clara e divertida ao mesmo tempo. E eles meio que se sentem mais confiantes porque tão usando ferramentas tecnológicas combinadas com escrita (ou fala) tradicional.

Enfim, essa habilidade EF04LP12 tem tudo a ver com preparar os meninos pras situações do dia a dia onde precisam entender as instruções dos outros e também explicar coisas pros colegas – seja na escola ou fora dela. E também vão se dando conta das diferentes formas de linguagem (escrita tradicional x digital) enquanto se divertem e aprendem juntos.

E é isso! Se alguém quiser bater um papo ou trocar ideia sobre outras atividades ou como adaptar essas aí pras suas turmas, tô por aqui!

E aí, pessoal, continuando a conversa sobre a habilidade EF04LP12, quero dividir como percebo que os meninos realmente entenderam o que a gente tá trabalhando, sem precisar aplicar uma prova formal. A avaliação tá sempre rolando no dia a dia, na conversa, no olhar que eles trocam entre si, no jeito como eles reagem quando tão fazendo uma atividade.

Quando eu circulo pela sala, gosto de ouvir os comentários que eles fazem uns pros outros. Outro dia, o Pedro tava explicando pro João como fazer um vídeo de receita. O Pedro disse algo tipo: "Olha, você tem que falar primeiro os materiais que precisa, porque senão quem tá assistindo vai se perder!" Nessa hora, eu tava ali perto e pensei: "Ah, esse entendeu!" Porque não é só reproduzir o que a gente falou, mas ele já tá pensando em como clarear as ideias pros outros.

Outra situação foi com a Luana. Enquanto ela filmava o tutorial de como fazer um origami simples, reparei que ela pausava e depois dizia: "Se não entendeu essa parte, tudo bem! Dá um pause e volta." Isso mostra que ela internalizou a ideia de comunicação eficaz, pensando em quem tá do outro lado da câmera.

Agora, falando dos erros mais comuns, muitos alunos confundem ordem das etapas quando tão explicando algo. O Felipe, por exemplo, gravou um áudio sobre como plantar feijão no algodão. Ele começou do meio do processo, falando sobre as folhas crescidas antes mesmo de explicar como colocar a semente no algodão. Isso acontece porque às vezes a empolgação de mostrar algo que já sabem faz eles esquecerem de seguir uma linha lógica. Quando isso acontece na hora, eu costumo chamar o aluno pra um canto ou regravar o áudio e peço pra ele ouvir com perspectiva de alguém que não sabe nada sobre o assunto.

Por outro lado, também tem quem fale rápido demais e aí ninguém entende nada! A Ana é dessas. Ela começou super bem um vídeo sobre fazer uma pipa e de repente disparou a falar toda animada! Depois de assistir junto com ela e apontar onde ficou corrido demais, a Ana se deu conta e ficou repetindo: "Devagar e sempre!" Pra ajudar nisso, às vezes peço pra eles pensarem como se estivessem ensinando um irmão mais novo ou alguém da família que nunca viu aquilo.

E com casos mais específicos como do Matheus que tem TDAH e da Clara que tem TEA, preciso ajustar algumas coisas. Pro Matheus, deixo as instruções bem visuais e faço listas curtas com desenhos ao invés de texto longo. Aí ajudo ele a se organizar no tempo com lembretes de celular ou ampulhetas coloridas. Quando ele começa a perder o foco ou fica ansioso, dou um tempo curto pra ele se movimentar fora da sala ou mexer em algo que não distrai os outros.

Já com a Clara, como ela prefere rotinas mais claras e precisas, deixo tudo estruturado previamente. Criamos juntos um roteiro específico antes das gravações ou atividades com passos bem detalhados. Uso cartões com palavras-chave ou imagens que ajudam ela a lembrar da ordem das ações sem se sentir perdida. Tentamos uma vez usar áudio-guia pra Clara narrar enquanto lê um script na tela, mas vi que ela ficava desconfortável e preferia ter tempo pra ensaiar.

Assim vou ajustando conforme cada um precisa. E gente, não é milagre nem fórmula mágica. É tentativa e erro mesmo! Mas ver quando eles acertam sozinhos é gratificante demais.

Bom, já falei bastante hoje! Espero ter dado uma ideia de como rola essa avaliação contínua e os ajustes pras necessidades de cada aluno. Quem tiver mais dicas ou quiser compartilhar experiência também tô por aqui! Vamos trocando ideia porque sempre dá pra aprender mais com essa galera incrível.

Até mais!

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