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EF04LP15Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Distinguir fatos de opiniões/sugestões em textos (informativos, jornalísticos, publicitários etc.).

Leitura/escuta (compartilhada e autônoma)Compreensão em leitura
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF04LP15 da BNCC é bem interessante e importante, viu? A ideia é que os meninos consigam diferenciar o que é fato do que é opinião nos textos. Tipo assim, eles têm que saber quando o texto tá falando de algo que realmente aconteceu ou quando tá só dando uma ideia ou sugestão. É como se fosse separar o que é informação verdadeira do que é a interpretação ou o ponto de vista de alguém. E isso, meu amigo, ajuda demais nos dias de hoje, com tanto conteúdo rolando na internet, nas redes sociais e tudo mais.

Quando eu falo disso com a molecada do 4º ano, sempre lembro que eles já têm uma noçãozinha de texto informativo lá do 3º ano. Eles já sabem, por exemplo, que num texto informativo a gente geralmente tá falando de algo que aconteceu de verdade, tipo uma notícia ou um artigo sobre ciência. Mas o desafio agora é fazer eles perceberem quando o texto coloca uma opinião no meio dessa informação toda. Eu sempre brinco com eles que é como ler uma notícia no jornal e depois ver a coluna de opinião: uma coisa é o jornalista dizer que choveu 10mm ontem, outra é ele dizer que essa quantidade de chuva foi insuficiente. A primeira parte é fato, já a segunda é opinião.

Bom, agora vou contar como eu trabalho isso na sala. Tenho umas três atividades legais que sempre faço e os meninos gostam bastante.

A primeira atividade é um leitura compartilhada de recortes de jornais ou revistas. Eu levo uns exemplares antigos, faço cópias e distribuo pra galera. Normalmente pego notícias curtas pra facilitar. Aí a gente lê junto na sala e vou perguntando: "E aí gente, isso aqui tá afirmando algo ou tá dando uma opinião?" A gente discute juntos e eu dou exemplos práticos, apontando frases específicas do texto. Isso leva uns 30 minutos mais ou menos. Da última vez, usei uma notícia sobre esportes e o João logo percebeu: "Professor, aqui tá dizendo que o time jogou bem porque ganhou de 2 a 0. Isso não é um fato?" Ele entendeu direitinho!

Na segunda atividade, a gente faz um teatro mesmo. Divido a turma em grupos e dou pra cada grupo uma situação: tipo um acidente de trânsito ou um evento da escola. Cada grupo tem que criar um pequeno script com dois personagens - um personagem narrando o fato e outro dando sua opinião sobre o fato. Depois eles apresentam pra turma. Dura uns 40 minutos no total porque eles adoram ensaiar e apresentar. Na última vez, o grupo da Isabela criou uma cena sobre um campeonato de futebol escolar onde um garoto dizia: "O nosso time venceu com dois gols!" e a menina respondia: "Foi muito emocionante, mas achei que podíamos ter jogado melhor." Todo mundo se divertiu e entendeu bem a diferença.

A terceira atividade é mais individual e geralmente faço como lição de casa ou num tempo livre da aula. Peço pra meninada trazerem de casa alguma propaganda ou folheto publicitário que tenham achado interessante. Aí na sala a gente lê alguns juntos e discute quais partes são fatos - tipo preço ou data da promoção - e quais são opiniões ou sugestões - como "o melhor produto" ou "imperdível". Isso não leva mais de 20 minutos em sala se eles trazem o material pronto. Na última vez apareceu até um folheto de supermercado com uma promoção de frango assado imperdível! O Pedro falou: "Professor, aqui eles tão sugerindo que a gente tem que comprar porque é barato, mas a data da promoção é fato!"

Essas atividades ajudam eles a pensar criticamente sobre o que leem e reconhecer quando alguém tá tentando influenciar a percepção deles com opiniões disfarçadas de fatos. Aí eu acho legal ver como cada um vai desenvolvendo esse raciocínio ao longo do tempo.

E olha, essas atividades não precisam de material complicado. É mais na base da criatividade e da conversa mesmo. E claro, dá pra adaptar tudo dependendo do nível da turma ou do interesse dos alunos naquele dia. Bom, é isso aí pessoal, espero que essas ideias ajudem vocês também como têm me ajudado aqui na minha sala! Qualquer coisa tô por aqui pra trocar ideia!

têm que ficar espertos, sabe? Porque uma hora tão lendo um texto de ciências sobre a água no planeta, outra hora tão vendo um blog opinando sobre o melhor tipo de água pra beber. Aí, como perceber se eles tão pegando o jeito? Bom, não é só com prova, né?

Eu ando pela sala e fico de olho. Sabe quando você escuta as conversas da galera entre uma atividade e outra? Às vezes, percebo que entenderam bem porque começam a apontar no texto o que é fato e o que é opinião pro colega do lado. Tipo, outro dia mesmo, o Pedro tava falando com a Ana sobre um texto da aula. Ele falou: “Olha aqui, Ana, isso é um fato porque tá falando que a água cobre 70% do planeta. Agora isso aqui é opinião porque ele tá dizendo que a água com gás é a melhor.” Na hora me deu aquele sentimento de "ah, esse aí entendeu".

Outra coisa que sempre funciona é quando rola aquele momento em que um aluno explica pro outro. Quando você vê a Larissa mostrando pro Lucas que certa frase do texto não pode ser fato porque é uma impressão pessoal de quem escreveu. Aí vai vendo que eles tão entrando na lógica da coisa.

Agora, claro, erro acontece de vez em quando também. Um erro comum é quando misturam as bolas e acham que tudo que tá escrito tem que ser verdade absoluta. O João uma vez disse que "tudo que tá no livro é fato", e aí eu precisei mostrar pra ele que nem sempre é assim. Às vezes o autor tá só opinando sobre alguma coisa.

E por que esses erros acontecem? Bom, às vezes acho que é porque eles ainda tão pegando prática nessa coisa de leitura crítica. Muitos ainda não têm muito costume de ler coisas diferentes fora da escola, então acabam confiando demais em qualquer informação escrita.

Quando pego esses errinhos na hora, eu costumo perguntar mais sobre o porquê de eles acharem aquilo, e juntos a gente revisita o texto pra pegar os sinais de fato e opinião. É mais um bate-papo do que uma correção formal, sabe? Assim fica mais leve e eles se sentem mais à vontade pra errar e corrigir.

Agora, falando do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA, olha... são duas figuras especiais na turma! Com o Matheus, por exemplo, eu ajusto o tempo das atividades porque ele se dispersa fácil. A gente faz pausas mais frequentes pra ele se mexer um pouco, e isso ajuda muito. Uso também materiais visuais pra ajudá-lo a focar melhor nos pontos importantes dos textos.

Com a Clara é um pouco diferente porque ela responde melhor a uma rotina bem definida e previsível. Então eu tento deixar tudo bem organizado e aviso antes qualquer mudança nas atividades. Uso também cartões visuais pra ajudar na compreensão dos textos e na distinção entre fato e opinião. Funciona muito bem com ela!

Ambos me ensinam muito sobre adaptação e como ajustar as práticas didáticas pra incluir todos os alunos. Já teve vez que tentei usar alguns jogos em grupo achando que seria legal, mas percebi que não funcionou tão bem pro Matheus porque ele se distraiu demais com os outros barulhos da sala. E com a Clara, às vezes falar muito rápido ou mudar de assunto sem aviso prévio deixa ela confusa.

Então vou navegando nesse mar de diferenças com paciência e carinho, ajustando conforme vamos nos conhecendo melhor ao longo do ano.

Bom, pessoal, essas são algumas das minhas experiências com essa habilidade EF04LP15. É sempre um desafio gostoso ver a molecada desbravando o mundo das informações e formando suas próprias opiniões. No fim das contas, acho que é isso que faz nosso trabalho valer a pena!

Abraços aí pra todo mundo e até a próxima conversa!

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