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EF05LP14Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar e reproduzir, em textos de resenha crítica de brinquedos ou livros de literatura infantil, a formatação própria desses textos (apresentação e avaliação do produto).

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Forma de composição do texto
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Bom, pessoal, vamos lá. Essa habilidade EF05LP14 da BNCC, na prática, é um lance de ajudar os meninos a entenderem como se faz uma resenha crítica de brinquedos ou livros de literatura infantil. Não é só sobre ler e escrever, mas sobre como apresentar e avaliar algo de forma estruturada. A ideia é que eles peguem um brinquedo ou um livro, descrevam ele direitinho e depois deem a opinião deles sobre o que acharam. Tipo assim: "Esse livro é legal porque... ou não gostei desse brinquedo porque...". E eles precisam saber que uma resenha sempre tem essas duas partes: a apresentação do produto e a avaliação. Óbvio que os meninos já têm uma base disso das séries anteriores, onde trabalharam textos opinativos mais simples. Agora é dar um passo adiante e detalhar mais.

Vamos pras atividades que faço na sala de aula pra desenvolver essa habilidade. Primeiro de tudo, eu procuro sempre usar materiais que já estão à mão. Nada muito complicado. Então, o que eu faço muito é trazer alguns brinquedos e livros infantis meus ou peço pra galera trazer de casa. Isso já dá uma agitada neles. A primeira atividade que faço é a “Roda de Resenha”. É assim: eu divido a turma em pequenos grupos de 4 ou 5 alunos. Cada grupo escolhe um brinquedo ou livro pra trabalhar. Dou mais ou menos uns 30 minutos pra eles conversarem e listarem características do produto: o que ele faz, como é o design, se é divertido, essas coisas. E depois disso, eles têm que decidir juntos quais pontos são positivos e quais são negativos.

Na última vez que fiz essa atividade, o grupo do João trouxe um jogo de tabuleiro chamado “Aventuras da Floresta”. Eles fizeram questão de mostrar e explicar as regras pra turma toda antes de começar a resenha. Foi muito bacana ver a Ana Clara anotando tudo com tanta seriedade, parecia até uma jornalista!

Depois dessa conversa em grupo, vem a segunda parte: cada aluno tem que escrever sua própria resenha individualmente. Nessa hora, sempre dou uma folhinha com um modelo básico de resenha dividida em duas partes: descrição e avaliação. Isso ajuda a organizar as ideias. Esse trabalho individual leva mais uns 30 minutos também. O legal é que os meninos se empolgam tanto que acabam pedindo mais tempo para terminar de escrever.

Uma outra atividade que curto muito é o “Correio da Resenha”. Funciona assim: depois de terem escrito as resenhas individuais, peço pra cada aluno escolher alguém da turma pra trocar a resenha. Eles leem a do colega e escrevem uma resposta como se fossem editores dando feedback. “Ah, gostei da sua descrição, mas poderia falar mais sobre…”, esse tipo de coisa. Essa parte geralmente leva uns 20 minutos e a reação deles é bem positiva porque adoram a ideia de serem "críticos" dos colegas.

Lembro da última vez que fizemos isso, a Beatriz deu um feedback pro Lucas sobre a resenha do livro “Histórias do Sítio” dizendo que ele devia contar mais sobre os personagens. E o Lucas riu, disse que ia melhorar na próxima. É bom ver como eles se ajudam.

Por fim, temos a “Exposição de Resenhas”, onde cada aluno apresenta sua resenha finalizada pra turma toda. Aí eles precisam falar em voz alta e responder perguntas dos colegas e minhas também. Essa parte toma uma aula inteira de uns 50 minutos porque todo mundo quer falar e perguntar. Eu incentivo a turma a ser bem crítica e também elogiar quando algo está bem feito.

Nessa parte tiveram dois momentos bem legais na última vez: o Matheus apresentou uma resenha tão bem feita sobre o livro “A Casa na Árvore” que até me emocionou, parecia um crítico literário mesmo! E a Mariana quase não parou de fazer perguntas sobre o brinquedo “Robô Zoom”, parecia fascinada pelo funcionamento dele.

No final das contas, essas atividades ajudam muito não só no desenvolvimento da habilidade da BNCC mas também no desenvolvimento pessoal deles como leitores críticos e escritores confiantes. A maior alegria é ver como eles crescem ao longo do processo e começam a enxergar os textos com outros olhos.

Bom, por hoje é isso aí. Se quiserem trocar ideia ou perguntar mais sobre como faço essas atividades com os meninos aqui em Goiânia, só dar um toque! Valeu!

E aí, continuando a prosa, vou contar como eu percebo que os meninos aprenderam a coisa toda sem precisar aplicar uma prova formal. Olha, cada dia de aula é uma oportunidade pra ver como eles estão se virando com a habilidade. Quando tô circulando pela sala, dá pra pegar aquelas dicas sutis. Tipo, quando vejo o Joãozinho explicando pro colega do lado que \"a gente tem que dizer por que gostou do livro, não é só falar que gostou\", aí eu sei que ele tá começando a entender o conceito de crítica, não só de opinião.

Outra coisa é prestar atenção nas conversas entre eles. Quando a Mariazinha fala assim: \"Eu acho que o final do livro podia ser diferente porque...\" e emenda com um argumento, é um sinal claro de que ela pegou o espírito da coisa. Ela não tá só dizendo o que não gostou, mas tá argumentando, mostrando um pensamento mais crítico. E isso vale ouro. Teve um dia também que o Pedro tava ajudando a Luísa a organizar as ideias dela e disse: \"Primeiro você fala do livro, depois diz se gostou e porquê\", e aí eu pensei: \"Ah, moleque danado, tá entendendo mesmo!\".

Agora, quanto aos erros mais comuns que a galera comete... Bom, tem uns clássicos. O Rafael, por exemplo, sempre fala: “Achei legal”, mas não consegue detalhar o porquê. É como se ele travasse na hora de argumentar. E é comum alguns confundirem resumo com resenha. A Beatriz uma vez escreveu só o que aconteceu no livro sem dar opinião nenhuma. Esses erros acontecem porque eles ainda estão amadurecendo essa ideia de crítica, de ir além da simples descrição.

Quando percebo esses erros na hora, tento abordar de uma forma bem prática. Com o Rafael, eu falo: “Beleza, você achou legal. Mas por quê? O que aconteceu lá que te fez pensar assim?” Aí ele tenta lembrar de uma cena específica ou de um personagem que chamou atenção. Com a Beatriz, dou um toque pra ela pensar em como ela se sentiu durante a leitura e o que mudaria se fosse ela escrevendo o livro.

Aí tem o Matheus e a Clara, duas figurinhas carimbadas na minha sala. O Matheus tem TDAH e precisa de mais movimento e intervalos pra ficar focado. Então, quando começamos a atividade de resenha, deixo ele fazer uns desenhos sobre o livro ou brinquedo primeiro, antes de escrever. Isso ajuda ele a organizar as ideias visualmente antes de partir pras palavras. Também faço pausas rápidas durante as atividades e deixo ele dar uma volta pela sala ou pegar uma água.

Com a Clara, que tem TEA, adapto as instruções pra serem bem claras e visuais. Uso cartões com passos numerados pra ela seguir ao escrever a resenha: “1. Descreva o livro”, “2. Diga sua opinião” e por aí vai. Isso ajuda ela a processar as informações num ritmo confortável. Também descobri que ela se dá melhor com atividades individuais antes das discussões em grupo; então, dou um tempo pra ela refletir sozinha antes de abrir a conversa com a turma inteira.

O que não funcionou? Bom, tentei uma vez fazer uma atividade em duplas sem muito planejamento prévio e percebi que foi um pouco caótico pro Matheus, porque ele se distraiu demais e pra Clara porque ela ficou meio perdida no meio da interação mais intensa com os colegas.

E assim vou ajustando as coisas conforme caminho com eles. No fim das contas, é sobre conhecer cada aluno e fazer aquela ginástica pedagógica pra atender todo mundo do jeito deles.

Bom, pessoal, acho que é isso por hoje! Espero que tenha ajudado alguém aí que tá lidando com esses desafios no dia a dia também. Se tiverem mais dicas ou quiserem compartilhar experiências parecidas, tamo junto! Até mais!

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