Olha, trabalhar a habilidade EF15LP03 da BNCC com os meninos do 1º ano é um desafio e tanto, mas também é super gratificante. Na prática, essa habilidade é sobre ensinar os pequenos a encontrar informações que estão claramente ali no texto. Não é nada de outro mundo, mas pra eles, é um passinho importante. Imagina assim: o aluno precisa ser capaz de ler um pedacinho de texto e responder perguntas simples sobre ele, tipo "Quem é o personagem principal?" ou "Onde a história acontece?".
A conexão com o que eles já trouxeram do ano anterior é importante. No 1º ano, muitos dos meninos ainda estão naquela fase de reconhecer letras, formar palavras e começar a ler frases curtas. Então, quando falamos de localizar informações explícitas, estamos pegando essa base e dando um passo adiante. Eles já sabem olhar pro livro e identificar algumas palavras, mas agora a gente quer que eles comecem a fazer sentido do que aquelas palavras todas juntas tão dizendo.
Uma das atividades que faço é a leitura compartilhada de historinhas curtas. Eu uso livrinhos bem simples, geralmente aqueles que têm ilustrações grandes e textos pequenos. Uma história que eles adoram é a do "João e o Pé de Feijão". Costumo juntar a turma em um tapetinho no cantinho da sala, que eles chamam de "cantinho da leitura". Aí leio a história em voz alta pra eles, mostrando as figuras. Depois da leitura, faço algumas perguntas sobre o texto, coisas simples como "Quem subiu no pé de feijão?" ou "O que o João encontrou lá em cima?". Essa atividade leva uns 30 minutos no total: uns 15 minutos pra leitura e mais uns 15 pras perguntas e discussão. Os alunos costumam reagir super bem! Da última vez, o Gabriel tava tão empolgado que até pediu pra contar o que achava que ia acontecer depois que a história acabou. Isso mostra que eles não só localizaram as informações, mas também começaram a imaginar além delas.
Outra atividade que faço é usar fichas com perguntas sobre pequenas histórias ou textos informativos simples. Eu escrevo uma historinha curtinha ou pego uma dessas informações legais tipo curiosidades sobre animais. Em seguida, dou fichas com perguntas tipo "Qual é o animal mais rápido?" ou "Onde vivem os leões?". Faço isso em duplas ou trios pra eles discutirem entre si antes de responderem. Essa atividade leva uns 20 minutos e é ótima pra ver como eles colaboram entre si. Semana passada eu fiz isso com uma curiosidade sobre tigres e o Pedro ficou todo animado dizendo pro colega dele que "os tigres são listrados até na pele!". A turma tava bem envolvida e acho que o fato de poderem conversar entre si ajuda bastante na fixação do conteúdo.
E uma terceira atividade bem legal é a caça às palavras em histórias curtas ou textos informativos. Pra isso eu uso aquele material de revistas antigas ou panfletos de supermercado, coisa fácil de conseguir. Distribuo pras crianças e peço pra eles encontrarem palavras-chaves ou informações específicas no texto impresso. Então eu posso pedir algo como "Ache onde fala sobre o preço da banana" ou "Encontre quantas vezes aparece a palavra 'verde'". Esse tipo de atividade é mais individual e dá pra fazer em uns 15 minutos. O legal é ver a concentração deles enquanto procuram as respostas. A última vez que fiz isso foi com uns encartes de supermercado e a Maria ficou toda orgulhosa porque encontrou rapidinho todas as frutas listadas na folha.
E olha só, os meninos acabam se divertindo enquanto aprendem, porque essas atividades têm esse jeitão meio lúdico mas são focadas na habilidade mesmo. Quando vejo eles conseguindo achar as respostas certas e ficando orgulhosos disso, sei que estamos no caminho certo. É legal ver como eles se ajudam também, tipo quando um não entende direito e o colega ao lado dá uma mãozinha. Quem vê nem imagina como esses momentos são importantes pro desenvolvimento deles.
Bom, espero ter dado uma ideia legal do que é trabalhar essa habilidade na prática! Como sempre, tô por aqui se alguém quiser trocar ideia ou tiver alguma dúvida sobre essas atividades. Até mais!
no processo de alfabetização, então a gente tem que ter aquele cuidado dobrado pra não atropelar nada. Aí, nas aulas, eu sempre tento fazer atividades que deixem eles animados pra ler. Como contei antes, gosto de usar histórias em quadrinhos, livros com imagens grandes e coloridas, coisas que chamam a atenção deles.
Agora, sobre como perceber que um aluno aprendeu essa habilidade sem aplicar uma prova formal, isso é uma arte. No dia a dia, dá pra notar pelos detalhes. Por exemplo, quando estou circulando pela sala e vejo o João explicando pro Pedro que o cachorrinho da história mora na fazenda porque ele viu ali no desenho os animais e o celeiro, eu já penso: "Opa, o João pegou o espírito da coisa". Outro momento é quando estão em grupos discutindo uma história e alguém fala: "Ah, o coelho foi até a casa da avó porque tava no texto aqui", isso já mostra que eles tão sabendo relacionar a informação do texto com as perguntas que a gente faz.
E tem também aqueles momentos mais sutis, tipo assim, quando um aluno vem perguntar alguma coisa, e antes mesmo de você responder, ele olha de novo pro texto e diz: "Ah, já sei! Tava aqui!", aí é batata que ele tá começando a se virar sozinho.
Sobre os erros mais comuns, ah, tem uns clássicos. A Maria Clara, por exemplo, sempre tropeça naquelas perguntas que envolvem uma sequência de eventos. Uma vez ela disse que o menino da história foi pra escola depois do almoço antes mesmo de tomar café da manhã! É engraçado, mas dá pra entender. Muitas vezes eles não têm ainda a noção clara da ordem dos fatos, especialmente se o texto for um pouco mais complexo ou se tiver muitas informações misturadas.
Aí tem o Lucas que às vezes tira conclusões com base só nas figuras. Tipo, ele vê uma imagem de um leão numa jaula e já diz que o leão foi capturado sem olhar no texto que dizia que era só um passeio no zoológico. Esses erros acontecem porque eles estão na fase de transição entre confiar demais nas imagens e começar a usar o texto como a fonte principal de informação. Quando pego esses erros na hora, eu costumo chamar eles pra relerem comigo aquela parte específica do texto ou discutir com eles por que tal coisa não faz sentido com base no que lemos.
Sobre como lido com o Matheus e a Clara... bom, cada um tem suas particularidades. O Matheus tem TDAH e precisa de bastante movimento durante as atividades. Eu sempre deixo ele sentado num lugar onde possa levantar sem atrapalhar os colegas. Ele adora usar fones de ouvido com música instrumental baixa enquanto lê, isso ajuda ele a manter o foco sem se distrair tanto com o barulho da sala. Já tentei deixar ele começar as atividades antes dos outros pra dar uma adiantada quando ele tá num bom dia. Algumas vezes isso funciona bem.
Já a Clara tem TEA e às vezes pode ter dificuldade quando a aula é muito barulhenta ou cheia de estímulos visuais. Pra ela, eu uso muitos recursos visuais simples e organizados. Ela gosta muito de cartões com imagens pequenas e claras ao invés de livros muito coloridos. Também faço questão de dar instruções claras e segmentadas. Tipo assim: primeiro vamos ler X parte do texto, depois responderemos uma pergunta. E sempre dou um tempo extra pra ela processar tudo isso.
Uma coisa que não funcionou foi tentar integrar os dois em atividades muito livres sem nenhuma estrutura. Eles precisam daquela organização um pouco mais rígida pra se sentirem seguros e saberem exatamente o que esperar.
Ah, gente, é isso! Cada dia é uma nova descoberta com esses pequenos. A gente vai aprendendo junto com eles também. Mas me contem aí como vocês percebem essas aprendizagens nas turmas de vocês ou se têm outras estratégias bacanas pra dividir! Vou adorar ler as ideias da galera daqui!
Até mais!