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EF05LP22Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Ler e compreender verbetes de dicionário, identificando a estrutura, as informações gramaticais (significado de abreviaturas) e as informações semânticas.

Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma)Compreensão em leitura
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF05LP22 com os meninos do 5º ano é uma experiência e tanto. Quando a gente fala em "ler e compreender verbetes de dicionário", parece uma coisa simples, mas envolve várias camadas. Na prática, essa habilidade é sobre os alunos conseguirem pegar um dicionário, que muita gente esquece que existe por causa da internet, e de fato entender o que tá escrito ali. Não é só olhar a palavra e o significado, mas entender toda a estrutura do verbete: as abreviaturas gramaticais tipo "adj." pra adjetivo, "subst." pra substantivo, saber o que é uma acepção diferente da palavra.

Os meninos já chegam no 5º ano com alguma noção disso porque no 4º ano geralmente eles já começam a usar o dicionário em atividades mais simples. Eles reconhecem uma palavra e sabem que o dicionário pode ter a resposta pro que ela significa. Mas aí no 5º ano a gente vai afinar essa habilidade, fazer eles perceberem não só o significado das palavras, mas também como usar essas informações pra melhorar a escrita e a leitura deles.

A primeira atividade que eu faço, que é pra quebrar o gelo com essa ideia de verbete de dicionário, é bem básica: peço pra cada um trazer um dicionário de casa. Sempre tem aquele aluno que não traz porque não tem em casa, então eu levo uns três ou quatro extras da biblioteca da escola. Aí eu proponho um jogo: eu digo uma palavra e eles têm que encontrá-la no dicionário o mais rápido possível. Parece brincadeira boba, mas os meninos adoram! No começo eles ficam meio perdidos, mas depois começam a pegar o jeito. Eu lembro da Ana Clara na última vez que fez isso. Ela era super competitiva e ficava super frustrada quando não achava a palavra rápido, mas aí com um pouco de prática ela começou a se sair melhor. Cada rodada desse jogo leva uns 15 minutos e faço umas três ou quatro rodadas.

A segunda atividade entra mais no detalhe da estrutura do verbete. Eu distribuo folhas com cópias de verbetes impressos (coisa simples, só tirei xerox dos dicionários). Em grupos de quatro ou cinco, os alunos precisam identificar cada parte do verbete: a palavra em si, as abreviaturas gramaticais, as diferentes acepções. Eles conversam entre si e escrevem num papel o que cada coisa significa. Isso leva uns 30 minutos e cada grupo depois apresenta o que descobriu pros colegas. Uma situação engraçada foi quando o Lucas leu "adj." como "advogado" em vez de "adjetivo" – rendeu boas risadas e ajudou todo mundo a gravar o certo!

Por fim, a terceira atividade é uma produção de texto usando essas palavras do dicionário. Peço pra galera escolher algumas palavras novas que descobriram nos verbetes e fazer um pequeno texto usando elas corretamente. Dou uns 40 minutos pra isso e depois faço leitura compartilhada com a turma toda onde cada um lê seu texto em voz alta. Os meninos se divertem ao ouvir como cada um usou as palavras novas e ajuda eles a fixarem melhor os significados. Da última vez a Maria Eduarda escreveu um texto hilário usando a palavra "estrambólico", contando uma história maluca sobre um gato que roubava sapatos! Foi sensacional ver como eles conseguem ser criativos e ainda aprender.

O legal dessa sequência de atividades é ver como eles vão ficando mais seguros com o uso do dicionário. E essa segurança não serve só pras aulas de português não; ajuda na vida toda. Acho importante mostrar pra eles que entender essas partes do verbete pode ajudar até em outras disciplinas – por exemplo, quando encontram termos complicados em ciências ou história.

O desafio é tornar isso tudo interessante pra criançada, porque convenhamos: ficar olhando pro dicionário pode ser chato se não tiver uma abordagem diferente. Então essas atividades são meio caminho andado pra alcançar isso. E olha, muitas vezes eu saio aprendendo junto com eles – sempre tem alguma pegadinha ou erro engraçado que faz a aula mais leve.

Bom, acho que é isso! Se alguém tiver dicas ou outras ideias sobre como trabalhar essa habilidade nas aulas me fala aí! Abraço!

Agora, como é que eu sei que os meninos aprenderam mesmo, sem aquela prova formal? A gente tem que prestar atenção em tudo, não só na hora de corrigir atividade. Tipo assim, quando tô circulando pela sala, sempre dou uma escutadinha nas conversas. Teve um dia que o Luiz tava explicando pra Ana como achar a acepção certa de uma palavra. Ele falou assim, "Olha Ana, primeiro você vê a palavra, depois você lê tudo aí pra ver qual é o significado que faz sentido do jeito que a palavra tá sendo usada". Aí eu pensei: pô, o Luiz entendeu! Às vezes eles nem sabem, mas já tão usando a habilidade sem perceber.

Outra coisa que eu fico de olho é quando eles fazem aquelas perguntas mais aprofundadas. Tipo a Júlia veio perguntar por que algumas palavras têm mais de uma abreviatura gramatical. Eu vi ali que ela tava começando a entender que uma palavra pode mudar de classe dependendo do contexto. Isso não vem de uma prova formal, mas de um interesse genuíno que surge nas conversas do dia a dia.

Agora, claro, também tem os erros comuns. Os alunos muitas vezes confundem as abreviações gramaticais. O Pedro, por exemplo, sempre se enrolava com "adv." e "adj.". Ele achava que as duas significavam a mesma coisa porque começavam com "ad". Eu expliquei pra ele que "adv." é advérbio, tipo quando a palavra modifica um verbo ou um adjetivo, e "adj." é adjetivo, para descrever algo. Mostrei exemplos concretos e pedi para ele criar frases usando as duas classes. Isso ajudou muito.

Outra situação comum é quando eles escolhem a acepção errada para o contexto. Uma vez a Sofia tava fazendo uma atividade sobre a palavra "banco". Ela escolheu o significado relacionado ao lugar onde se guarda dinheiro, mas o texto falava sobre um banco de praça. Esses erros geralmente acontecem porque eles não leem todas as acepções antes de decidir qual faz sentido no contexto. Quando vejo isso na hora, eu paro e pergunto: "Será que esse significado tá certo pro que você tá lendo?" Aí eles vão lá e conferem novamente.

E aí vem o desafio maior: adaptar tudo isso pro Matheus e pra Clara. Com o Matheus, que tem TDAH, não adianta encher de texto. Ele se perde muito fácil e fica ansioso. Então eu dou atividades mais curtas e diretas pra ele. Se é uma atividade com dicionário, peço pra ele focar em encontrar só uma ou duas informações chave ao invés do verbete todo. As vezes uso marcadores coloridos pra ele sublinhar partes importantes do verbete. Funciona bem porque ele gosta da parte visual.

Com a Clara, que tem TEA, é importante manter uma rotina bem definida. Então as atividades dela são sempre divididas em passos bem claros e organizados. Uso cartões visuais pra mostrar cada etapa do processo de entender um verbete: 1) localizar a palavra; 2) identificar as abreviaturas; 3) escolher a acepção certa pelo contexto. E tenho sempre um cantinho mais tranquilo na sala onde ela pode trabalhar sem muita interferência, porque barulho e bagunça atrapalham muito sua concentração.

Mas olha, nem tudo funciona de primeira com eles dois. Uma vez tentei fazer uma atividade em grupo com eles e foi um desastre porque cada um tinha seu ritmo bem diferente dos outros. O Matheus ficou agitado demais e a Clara ficou perdida na conversa toda. Aí aprendi que esses momentos precisam ser bem planejados ou então melhor deixá-los fazer em duplas ou sozinhos com minha supervisão.

Enfim, ensinar esses meninos é um desafio diário mas também é uma satisfação ver cada um avançar no seu tempo e jeito. Cada dia tem uma nova descoberta e aprendizado, tanto pra mim quanto pra eles. E aí galera do fórum, como vocês lidam com esses desafios na sala de aula? Quero saber o que andam fazendo por aí também! Abraço!

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