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EF35LP20Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio de recursos multissemióticos (imagens, diagrama, tabelas etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa.

OralidadePlanejamento de texto oral Exposição oral
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF35LP20 da BNCC, que é sobre os meninos exporem trabalhos ou pesquisas com apoio de recursos como imagens e tabelas, é um negócio que na prática é pra eles aprenderem a se expressar melhor. Não é só falar, né? É saber passar a ideia de forma clara, usando recursos visuais que ajudem na compreensão. E tem que ter um roteiro, porque não dá pra ficar falando tudo de uma vez, tem que ter começo, meio e fim. E vamos combinar, né? Essa coisa de planejar o tempo de fala é super importante. Não dá pra ficar falando muito tempo e deixar o colega sem tempo depois. Os meninos do 3º ano já chegam com uma base de expor ideias mais simples em rodas de conversa ou compartilhar alguma experiência pessoal. Já sabem um pouco sobre uma comunicação mais básica e oral mesmo. Agora, o que a gente faz é dar um passo a mais e colocar eles pra se comunicar de uma forma mais organizada e usando essas ferramentas que ajudam a clarear a ideia.

Uma atividade que costumo fazer é a "Apresentação do Animal Favorito". Eu peço pros alunos escolherem um animal e pesquisar sobre ele: habitat, alimentação, curiosidades, tudo isso. O material que a gente usa é super simples: cartolina, revista velha pra recortar imagens, canetinhas coloridas. Eu divido a turma em duplas ou trios pra eles se ajudarem, porque às vezes um tem mais habilidade pra falar e outro pra organizar as ideias no papel. Eles têm umas duas ou três aulas pra preparar o material e ensaiar com o colega. A última vez que fiz essa atividade foi até engraçada porque o João ficou tão empolgado falando sobre o leão que quase esqueceu do tempo. Mas ele tinha preparado um cartaz tão legal! Tinha colado umas fotos de leões dormindo, caçando... A turma adorou. Isso mostra como os recursos visuais ajudam na exposição.

Outra atividade que funciona bem é o "Diário da Semana". Cada aluno precisa preparar um relato sobre algo interessante que aconteceu na semana anterior. Pode ser algo pessoal ou algo que eles viram na TV ou no bairro deles. Aqui a gente usa caderno normal mesmo, mas a ideia é eles organizarem o que vão falar em tópicos antes de começar. Eu dou uns 10 minutos no início da aula pra eles anotarem os pontos principais, daí depois cada um tem uns 2 minutos pra falar. É rapidinho, né? Mas é ótimo pra eles treinarem focar nos pontos importantes. Na última vez que fizemos essa atividade, a Maria contou sobre a visita ao zoológico com a família e usou umas fotos no celular dela pra mostrar os bichos que viu. Foi bem legal porque ela conseguiu conectar a experiência pessoal dela com o tema da atividade.

E uma terceira atividade que gosto bastante é o "Projeto do Bairro". Aqui eles precisam pesquisar algo interessante sobre o bairro onde moram e apresentar pra turma. Pode ser um ponto turístico, uma história legal do lugar, qualquer coisa interessante mesmo. Aí envolve mais recursos, como fotos tiradas por eles mesmos ou pelos pais, algumas até trazem objetos típicos do local. Eu organizo eles em grupos de quatro ou cinco alunos e geralmente leva umas três aulas até eles estarem prontos pra apresentação final. Na última vez que fizemos isso, o grupo do Carlos apresentou sobre uma praça importante perto da escola e eles trouxeram uma miniatura feita de papelão da praça, foi sensacional! Eles ficaram super felizes em poder mostrar algo da realidade deles pro resto da turma.

Olha só, nessas atividades todas é bacana ver como os alunos se animam quando se sentem parte do processo e quando têm ferramentas adequadas nas mãos pra expor suas ideias. Claro que no começo muitos ficam tímidos ou até esquecem partes importantes do que iam falar. Mas com o tempo vão pegando confiança e aprendendo a usar as imagens ou os objetos como suporte quando travam na fala.

Aí você vai vendo mesmo no olhar deles quando dá aquele estalo do aprendizado, sabe? E claro que nem tudo sai perfeito sempre, mas faz parte do aprendizado também lidar com os erros e improvisar nas apresentações quando alguma coisa não sai como planejado.

O importante é estar ali junto com eles nesse processo inteiro, dar aquele apoio moral e prático também, tirar as dúvidas quando surgem durante as preparações e principalmente comemorar cada pequena vitória com a turma toda.

É sempre bom ver como cada um vai evoluindo ao longo do tempo e se tornando cada vez mais confiante em expor suas ideias pro mundo. E isso não tem preço! Bom, acho que por hoje já falei demais né? Vou ficando por aqui então! Até a próxima!

Olha, quando você tá na sala todo dia, acaba pegando uns jeitos de perceber se os meninos tão aprendendo mesmo sem fazer aquela prova formal. Tipo, na hora que eu tô circulando pela sala durante as atividades, dá pra ver quem tá sacando a parada pela forma como eles interagem com o material. Tem um menino, o João, que era super tímido no começo do ano. Ele sentava lá no fundão e raramente abria a boca pra falar. Mas aí, numa atividade em que tinham que apresentar um trabalho usando imagens e tabelas, eu percebi que ele tava explicando pros colegas do grupo por que escolheram certas imagens e como elas ajudavam a passar a mensagem do trabalho. Aí eu pensei: "Ah, esse entendeu!" Ele não só tava usando os recursos, mas tava fazendo isso de uma forma que deixava tudo mais claro pro grupo.

Outra coisa que me ajuda é ouvir as conversas deles. Às vezes tô ali fingindo que tô corrigindo caderno ou pegando material no armário e escuto uns papos bem interessantes. Teve uma vez a Maria que tava explicando pro Lucas por que uma imagem que ele queria usar não fazia sentido com o tema do trabalho. Ela falou algo tipo: "Lucas, essa imagem aqui não combina com o que a gente tá falando sobre meio ambiente porque tá mostrando uma cidade poluída e a gente tá focando nas soluções." Quando eu ouço isso, tenho certeza que Maria tá entendendo o papel das imagens.

Mas é claro que sempre rolam os erros comuns. Por exemplo, tem o Pedro, que às vezes fica tão empolgado com a parte visual do trabalho que esquece de amarrar tudo no roteiro. Ele pode ter umas imagens legais, mas aí você pergunta o que aquilo tem a ver com o tema e ele dá uma engasgada. Isso acontece porque eles ainda tão aprendendo a relacionar tudo de maneira coesa. Nessas horas, eu dou um toque de leve: "Pedro, vamos pensar juntos onde essa imagem entra no seu roteiro?" Geralmente faz ele parar e pensar.

A Ana também tem um probleminha comum: ela se perde no tempo de fala. Uma vez ela começou a apresentar e passou uns bons minutos só falando da primeira parte do trabalho sem nem chegar na conclusão. Isso geralmente é porque eles querem contar tudo de uma vez só, ficam ansiosos pra mostrar o conhecimento. Então eu costumo fazer uns exercícios de cronometragem antes das apresentações, pra eles sentirem quanto tempo têm pra cada parte.

Agora, falando do Matheus que tem TDAH e da Clara que tem TEA, são duas situações bem diferentes, né? O Matheus é um menino superativo, então pra ele eu tento sempre deixar as atividades mais dinâmicas. Uso bastante jogos educativos e materiais táteis. Coisas que ele pode mexer e interagir ajudam muito. Também divido as tarefas em partes menores pra ele não se perder ou desanimar com um monte de coisa pra fazer de uma vez.

Com a Clara, o foco é outro. Pra ela, é essencial ter uma rotina bem estabelecida e previsível. Então antes das atividades eu faço questão de explicar direitinho como vai ser cada parte do trabalho e quais recursos visuais ela vai poder usar. A sala também precisa estar num ambiente mais calmo, porque qualquer barulho diferente pode tirar ela do foco. E muitas vezes dou pra ela um roteiro visual pra seguir durante as apresentações.

Teve uma vez que tentei introduzir um jogo em grupo com eles dois juntos e não deu muito certo. O Matheus ficou muito agitado e a Clara não conseguiu acompanhar o ritmo rápido da atividade. Então percebi que pra cada um é preciso adaptar as coisas conforme suas necessidades individuais.

Bom, então é isso aí pessoal! Cada dia na sala de aula é uma oportunidade nova pra gente aprender junto com os meninos, ajustar estratégias e encontrar formas novas de ensinar e aprender juntos. Se tiverem dicas ou quiserem compartilhar experiências também, tô por aqui sempre aberto pra trocar ideia! Abraço!

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