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EF06LP01Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Reconhecer a impossibilidade de uma neutralidade absoluta no relato de fatos e identificar diferentes graus de parcialidade/ imparcialidade dados pelo recorte feito e pelos efeitos de sentido advindos de escolhas feitas pelo autor, de forma a poder desenvolver uma atitude crítica frente aos textos jornalísticos e tornar-se consciente das escolhas feitas enquanto produtor de textos.

LeituraReconstrução do contexto de produção, circulação e recepção de textos Caracterização do campo jornalístico e relação entre os gêneros em circulação, mídias e práticas da cultura digital
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, ensinar essa habilidade EF06LP01 da BNCC no 6º ano é uma aventura e tanto, mas é super importante. Basicamente, o que a gente quer que os meninos aprendam é que nem tudo que tá escrito em um jornal ou site é totalmente neutro. Sempre tem alguém por trás do texto fazendo escolhas: o que colocar, o que deixar de fora, que palavra usar, como contar a história. A galera precisa perceber isso pra não sair acreditando em tudo que lê por aí.

Então, quando a gente fala de imparcialidade e parcialidade, estamos dizendo pros meninos pra ficarem atentos: tem artigo que vai puxar sardinha pra um lado, outro pra outro. E eles precisam saber detectar esses sinais. É importante também porque na série anterior eles já trabalhavam com textos narrativos e descritivos, começando a notar a diferença entre fato e opinião. Agora vamos dar um passo adiante.

Pra trabalhar isso, eu faço umas atividades bem práticas. A primeira delas é chamada "Caça às Notícias". Eu levo uma seleção de notícias impressas, geralmente de jornais diferentes sobre o mesmo assunto. Pode ser coisa simples: políticas recentes, eventos locais ou algo mais global. Divido os alunos em grupos de quatro ou cinco e peço que cada grupo analise um jornal diferente. Digo pra prestarem atenção nas palavras escolhidas, nas imagens usadas e no título dado pra matéria. Aí eles têm que discutir em grupo e fazer um resumo do ponto de vista daquela fonte.

Dá uma aula inteira fácil, uns 50 minutos. Os alunos reagem de forma bem curiosa, tipo o João sempre tem uma opinião forte sobre futebol e adora encontrar notícias esportivas pra debater. Na última vez que fizemos, ele notou que um jornal tava sendo muito mais crítico com o técnico do time do que o outro, mesmo falando do mesmo jogo! Isso gerou uma boa discussão sobre como as palavras podem mudar a interpretação dos fatos.

A segunda atividade é o "Jogo dos Fatos e Opiniões". Eu preparo cartões com frases que retirei de diversas fontes, algumas são fatos claros e outros são opiniões disfarçadas de fatos. Distribuo os cartões pela sala e cada aluno pega um aleatório. Eles têm que ler em voz alta e dizer se acham que aquilo é um fato ou uma opinião. Se tiverem dúvida, podem pedir ajuda pros colegas.

Essa atividade leva menos tempo, uns 30 minutos dá conta do recado. E olha, eles adoram quando percebem alguma frase que parece claramente opinião mas tá escrita de um jeito pra parecer fato. Da última vez que fiz isso, a Maria pegou um cartão que dizia "O novo filme é uma obra-prima do cinema moderno" e ela ficou super empolgada explicando porque aquilo era claramente uma opinião.

Por último, gosto de fazer a "Oficina do Jornalista". Os alunos têm que criar sua própria notícia. Primeiro eles escolhem um tema atual – pode ser alguma coisa do interesse deles, tipo tecnologia ou meio ambiente – e aí escrevem o texto pensando nas escolhas que estão fazendo: quais informações vão incluir ou omitir, como vão começar o texto pra chamar a atenção do leitor, qual título vão dar.

Essa atividade exige mais tempo: eu geralmente uso duas aulas seguidas pra eles conseguirem fazer direitinho. Os alunos se engajam bastante porque adoram essa parte criativa e sentem como jornalistas de verdade. O Pedro sempre fica empolgado com isso; ele adora inventar títulos chamativos e às vezes a gente tem até que dar uma "segurada" pra não exagerar demais.

Enfim, essas atividades ajudam muito a turma a perceber como funciona o processo de produção textual no jornalismo e a desenvolver esse olhar crítico tão importante hoje em dia. É sempre bom ver quando eles começam a questionar mais o mundo ao redor deles e entender que a informação tem muitos lados. E assim vamos indo!

Espero ter ajudado algum de vocês com essas ideias. Se tiverem sugestões também tô por aqui sempre aprendendo com vocês!

Outro. Eles precisam entender que tem artigo que não puxa sardinha só pra um lado, mas também pra uma ideia ou perspectiva. E olha, perceber que os alunos entenderam isso sem uma prova formal é mais sobre assistir eles em ação. Aí, como professor, a gente vira meio que um detetive na sala de aula.

Tipo, tem vezes que tô circulando pela sala, dando uma olhada no que tão escrevendo ou discutindo em grupo, e aí ouço uma conversa entre o João e o Pedro. Eles tão discutindo sobre um texto opinativo que leram e o João solta um "Ah, mas esse autor aí tá claramente querendo que a gente pense de um jeito só". Na hora, meu coração até dá uma aquecida porque é isso! O moleque pegou a ideia! Ou quando a Maria tá explicando pro Lucas por que ela acha que o texto tá sendo mais parcial do que neutro e usa exemplos específicos do texto. É aí que eu percebo que a coisa tá funcionando.

Agora, os erros comuns... ah, esses estão sempre por aí. Um clássico é quando eles confundem opinião com fato. Lembro bem de uma vez que a Letícia virou e falou que um dado num artigo era "opinião". Aí eu tive que ajudar ela a separar as coisas: "Olha, Letícia, aqui tá dizendo quantas pessoas moram na cidade. Isso é um número, um fato. Não é a mesma coisa de alguém falar 'eu acho essa cidade legal demais'." Esse tipo de confusão rola porque os meninos ainda tão se acostumando com esse negócio de analisar texto mais a fundo. Quando vejo esse tipo de erro na hora, eu paro tudo e dou aquele exemplo bem prático pra clarear as ideias.

Quanto ao Matheus e à Clara... bom, são desafios lindos esses dois. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais curtas e diretas. Com ele, eu faço assim: divido os textos em partes menores e dou intervalos pra ele se movimentar um pouco antes de continuar. Tem funcionado bem deixar ele usar fones com música instrumental baixa pra ajudar na concentração também. Já tentei fazer ele copiar textos longos antes e foi um desastre total, então agora foco em atividades mais práticas.

A Clara tem TEA e gosta muito de previsibilidade. Pra ela, eu sempre aviso o que vamos fazer no dia logo no começo da aula e deixo escrito no quadro. Assim ela se sente mais confortável e pode acompanhar o ritmo da turma sem surpresas grandes. E tem os materiais visuais! Ah, esses são ouro! Eu uso muitas imagens e infográficos porque ajudam ela a entender melhor o conteúdo sem ficar apenas no texto escrito.

Uma vez tentei fazer uma atividade toda oral com a turma e vi que pra Clara não rolou tão bem. Ela se perdeu rapidinho. Então agora sempre incluo algo visível junto com as explicações orais. Dá pra ver que os dois têm muito potencial, só precisam das ferramentas certas pra brilhar.

Enfim, ensinar é isso: observar, ajustar, tentar outra vez quando não dá certo, e comemorar cada conquista dos meninos. Cada aluno é um universo diferente e é nesse desafio diário que tá a beleza da coisa toda. E aí, galera do fórum, como vocês lidam com essas diferenças na sala de aula? Tem mais histórias por aí? Vou ficar esperando as experiências de vocês!

Até mais!

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