Olha, quando a gente fala de concordância nominal e verbal, parece meio complicado, mas na prática é a coisa mais natural quando a gente sabe o que tá fazendo. A habilidade EF06LP06 da BNCC é basicamente ajudar os meninos a escrever e falar de um jeito que as palavras combinem entre si. É como se a frase fosse um time de futebol, e todo mundo ali tem que jogar junto, sabe? Então, quando eu falo de concordância nominal, tô dizendo que o substantivo tem que combinar com o adjetivo e o artigo. Tipo assim: se eu digo "as meninas bonitas", tudo no plural e feminino, tá beleza. Mas se solto um "as menina bonito", aí já deu ruim, né? Já a concordância verbal é sobre o verbo concordar com o sujeito. Se eu digo "ele comeu", beleza, mas se digo "ele comeram", parece que alguém tropeçou na língua.
Aí, pro sexto ano, eu espero que eles já venham com uma noção disso tudo lá do quinto ano. Eles devem ter visto as regras básicas e praticado um pouco na fala e na escrita. Agora no sexto ano, minha missão é tipo afiar essa lâmina. Eles têm que reconhecer erros de concordância em textos deles mesmos ou dos colegas, e corrigir na hora de revisar um texto. É aquela ideia de deixar o texto polido, sem tropeços nos ouvidos ou nos olhos. Eu sempre digo pra eles: "Presta atenção nas pistas do texto!"
Agora vou contar umas atividades que eu faço com a galera pra exercitar isso aí.
Primeira coisa: uso muito recorte de revistas e jornais, que geralmente consigo com as outras professoras ou peço pras famílias guardarem. A atividade é em duplas ou trios, porque ajuda muito eles discutirem entre si. Eles pegam um texto pequeno, pode ser uma notícia ou um trecho de história em quadrinhos mesmo. Peço pra sublinharem exemplos de concordância nominal e verbal e depois discutimos em sala se aquilo ali tá certo ou se tem alguma coisa que tá fora do lugar. A última vez que fiz isso, o João e a Ana ficaram discutindo se "a gente vamos" tava certo porque numa tirinha tinha essa expressão. Foi ótimo porque me deu gancho pra explicar que "a gente" é informal e singular na norma padrão. Esse tipo de atividade leva uns 40 minutos.
Outra atividade legal é o ditado colaborativo. Funciona assim: eu leio um texto em voz alta, mas paro nas partes críticas de concordância. Cada dupla precisa escrever a continuação correta na folha deles antes de seguirmos. Usei esse método com um conto curto da Clarice Lispector e as palavras-chave eram bem estratégicas: sujeitos compostos, adjetivos discordantes, essas coisas. O Marcos sempre coloca umas coisas engraçadas só pra zoar mas acaba ajudando porque gera discussão sobre o certo e o errado. Essa atividade leva uns 30 minutos.
Por último, faço muito uso de jogos de cartas feitas por mim mesmo com frases desmontadas. Tipo assim: cada carta tem uma palavra ou expressão e a turma tem que formar frases corretas usando todas as cartas da mão deles como num jogo de dominó verbal. Essa atividade é mais dinâmica e dá até pra fazer em grupos maiores de 4 ou 5 alunos. Uma vez a Beatriz gritou do nada "Mas profe, cadê o verbo?!" quando percebeu que as cartas dela não formavam frase nenhuma. Isso gera risada, mas também ensina que não adianta ter só substantivo e adjetivo se não tiver ação na frase, né? Costumo dar uns 50 minutos pra essa atividade porque eles precisam pensar bastante.
A reação dos meninos varia de dia pra dia, mas no geral eles gostam bastante porque essas atividades fogem da rotina do livro didático e soltam a criatividade deles. Eu me pego pensando às vezes como coisas simples podem fazer tanta diferença na forma como eles aprendem gramática. O importante é deixar claro que língua é prática, é falar e escrever todo dia se perguntando se todo mundo tá jogando junto nesse time chamado frase.
É isso aí pessoal! Espero ter ajudado alguém a pensar em ideias novas ou adaptar alguma dessas para sua sala. Bora ensinar os meninos a falar bonito!
E aí, pessoal! Continuando o papo sobre a habilidade EF06LP06, uma das formas mais legais de ver se os meninos realmente entenderam o conteúdo é só observando eles no dia a dia, sabe? Circular pela sala é quase um termômetro pra isso. Vou te contar, quando eu passo pelas mesas e escuto o João explicando pro Pedro que "é as meninas bonitas, não as menina bonito", eu penso: "Ah, moleque, pegou a ideia!". Não tem nada mais gratificante do que ver eles ensinando uns aos outros com segurança. Outro dia, a Mariana tava corrigindo o texto da Ana e falou: "Ana, aqui tá errado, é 'os alunos estudam', e não 'os aluno estuda'". Aí você percebe que a coisa tá funcionando.
Esses momentos de conversa entre eles são valiosos. Você vê que aprenderam quando eles brigam com a gramática do jeito certo! Às vezes na hora de um jogo ou uma atividade em grupo, quando um fala errado e o outro automaticamente corrige, sem nem pensar muito, é sinal de que aquilo ali já virou parte do dia a dia deles. E eu sempre fico de olho nesses detalhes. Não preciso de prova formal pra perceber que internalizaram o conteúdo.
Mas olha, nem tudo são flores. Tem uns erros que são reincidentes na turma. Um erro comum é na concordância dos verbos com pronomes relativos. Tipo quando a Sofia me solta um "foi eu que fiz", em vez de "fui eu que fiz". E não é só ela não. O Lucas também já me apareceu com um "a gente vamos" e eu quase saí correndo atrás dele pra dar uma explicação rapidinha. Esses erros acontecem porque muitas vezes eles ouvem na rua, em casa, na TV... aí acaba fixando.
Quando pego um erro desses na hora, vou direto no ponto. Dou uma pausa na aula e explico ali mesmo. Se é algo que percebo que vários estão errando, paro tudo e faço uma mini-aula sobre aquilo. Uso exemplos práticos do cotidiano deles pra clarear as coisas. Tipo assim: "Imagina que vocês são um time de futebol... se o outro time tem 11 jogadores e vocês querem ganhar, cada um tem que fazer sua parte certo, né? Senão dá ruim".
Agora falando do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA. Com eles, tenho que ter um cuidado especial. O Matheus é muito agitado e perde fácil a atenção, então procuro atividades mais dinâmicas pra ele. Coisas que envolvem movimentação pela sala ou uso de materiais visuais ajudam bastante. Uma vez tentei usar umas fichas de cores diferentes pra ele organizar frases corretas e isso funcionou bem. Deu pra ver que ele estava focado e até se empolgou em ajudar os outros.
Já com a Clara, as coisas são um pouquinho diferentes. Ela precisa de um ambiente mais calmo e previsível. Tentativas com músicas ou vídeos muito agitados não deram certo com ela; acabava se retraindo mais ainda. Então optei por dar atividades escritas com instruções claras e passo a passo bem detalhado. Além disso, procuro manter uma rotina constante pra ela saber o que esperar a cada aula.
E vou te falar outra coisa: o mais importante é adaptar sem deixar ninguém de fora. Tento incluir eles nas atividades gerais da turma, mas sempre com uma mãozinha extra quando preciso. E se algo não tá funcionando bem, vou ajustando até encontrar a melhor forma.
Então é isso, galera! Ensinar é meio como ajustar uma orquestra: cada um tocando seu instrumento no tempo certinho e você como maestro ali no meio. E às vezes o som sai meio desafinado, mas quando todo mundo acerta junto... Ah! É música pros meus ouvidos! E aí? Como vocês têm lidado com esses desafios na sala? Bora continuar esse papo!