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EF67LP01Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar a estrutura e funcionamento dos hiperlinks em textos noticiosos publicados na Web e vislumbrar possibilidades de uma escrita hipertextual.

LeituraReconstrução do contexto de produção, circulação e recepção de textos Caracterização do campo jornalístico e relação entre os gêneros em circulação, mídias e práticas da cultura digital
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade da BNCC de analisar os hiperlinks nos textos noticiosos é uma coisa bem interessante de trabalhar. À primeira vista, parece complicado, mas quando a gente põe em prática com os meninos, fica bem mais fácil de entender. A ideia é que eles consigam perceber como os hiperlinks funcionam e o que eles acrescentam a um texto na internet. Tipo assim, quando você tá lendo uma notícia e aparece aquelas palavras ou frases destacadas que te levam pra outro texto, é disso que estamos falando. O aluno precisa entender não só pra onde o link leva, mas também porque ele tá ali e como ele ajuda ou não a entender melhor a informação.

Esse negócio de hiperlink é meio novo pra galera do 6º ano, mas eles já chegam com uma noção básica porque todo mundo hoje em dia mexe na internet, né? Na série anterior, eles já começaram a perceber a diferença entre um texto impresso e um texto digital, e agora a gente vai aprofundar essa ideia. Eles precisam saber que esses links são tipo portas que levam pra outras informações e que isso pode mudar totalmente a forma como você entende um texto.

Bom, vou contar como eu faço isso em sala de aula com três atividades práticas. A primeira é bem simples: uso notícias recentes de algum site confiável e levo impresso mesmo. A ideia é os meninos verem no papel primeiro pra não terem distração. Eu divido eles em duplas e entrego um texto pra cada dupla. Peço pra eles sublinharem as partes que provavelmente teriam um hiperlink se fosse na internet. Esse exercício leva uns 15 minutos só pra marcar e depois mais uns 10 pra discutirmos as escolhas deles. Lembro que na última vez que fizemos isso, a Ana e a Júlia ficaram discutindo se um nome de pessoa famosa teria ou não um link. Achei massa porque elas começaram a argumentar sobre o porquê daquela informação ser relevante ou não.

A segunda atividade é já com os computadores da escola, quando eles têm acesso à internet. Aí eu seleciono algumas notícias online e peço pra cada grupo explorar os links disponíveis. Eles têm que listar quais são os links, pra onde levam e qual a relação com o texto original. Dou uns 25 minutos pra isso e depois a gente faz uma roda de conversa pra compartilhar as descobertas. É legal porque sempre rola uma surpresa. O Pedro, por exemplo, achou um link numa notícia sobre meio ambiente que levava pra uma pesquisa científica super detalhada e ficou impressionado como aquilo dava mais peso à informação da notícia.

Pra terceira atividade, gosto de fazer uma proposta mais criativa: peço pra turma criar suas próprias notícias em grupos, usando hiperlinks de forma estratégica. Eles podem escrever sobre qualquer tema que escolherem, mas precisam pensar em onde faria sentido ter um link e qual seria o destino desse link. Essa parte leva mais tempo, geralmente duas aulas de 50 minutos cada, porque eles têm que planejar bem. Na última vez que fizemos isso, o grupo do João criou uma notícia sobre um campeonato de skate na cidade deles com links que levavam pra vídeos do YouTube das manobras mais difíceis e dicas de segurança para skatistas novatos. Eles mesmos ficaram empolgados em ver como os links deixavam o texto deles mais dinâmico.

É interessante ver como essas atividades ajudam a desenvolver não só a leitura crítica dos meninos, mas também a escrita de uma forma diferente do que estão acostumados. Eles começam a perceber que na internet a gente tá sempre lendo e escrevendo num contexto maior e mais interligado do que na folha de papel.

No final das contas, essa habilidade é sobre eles aprenderem a navegar nesse mundo digital com mais autonomia e pensamento crítico. E tá aí uma coisa que gosto muito: ver quando eles começam a questionar as informações, buscar outras fontes por conta própria e até sugerir melhorias pro texto original. Isso mostra que estamos no caminho certo. E assim vamos indo, sempre tentando conectar o ensino com esse universo digital onde eles já vivem mergulhados.

Bom, vou ficando por aqui então! Espero ter dado umas ideias boas pro pessoal daqui do fórum também se animar a trabalhar esse tipo de leitura com os alunos. Até mais!

E aí, continuando aqui sobre a questão dos hiperlinks e como eu vejo que os alunos aprenderam mesmo sem fazer uma prova formal. Olha, a gente que tá na sala de aula todo dia aprende a observar uns detalhes que fazem toda a diferença. Quando tô circulando pela sala, escutando as conversas deles, dá pra pegar quando um aluno entendeu o conteúdo. Tipo assim, quando eles começam a discutir entre si sobre um texto e um vira pro outro e fala "mas olha aqui, esse link tá levando pra tal lugar porque quer aprofundar nisso", eu já fico sorrindo por dentro. Teve um dia que a Mariana tava explicando pro João sobre uma notícia. Eles estavam no computador e ela falou "João, tá vendo esse link? Se você clicar, vai entender mais sobre o histórico desse assunto". Aquele momento em que a luz acende, sabe?

E tem também os momentos em que eles me surpreendem nos debates em sala. Uma vez, o Pedro levantou uma questão durante uma discussão: "Mas professor, por que será que aquele site colocou um link pra outro site concorrente? Será que é pra mostrar que eles tão sendo imparciais?". Gente, eu quase bati palma! Ele não só entendeu o papel do hiperlink como foi além e pensou na estratégia do site.

Agora, sobre os erros comuns que aparecem... olha, são uns tropeços típicos de quem tá aprendendo. Primeiro, tem muito aluno que confunde o papel do hiperlink com rodapé ou nota de rodapé no texto impresso. Já vi isso acontecer com a Ana Clara, ela tava falando sobre como um link do texto era tipo uma explicação adicional igual num livro físico. Aí precisei dar aquela explicada: "Ana Clara, no livro físico isso é mesmo como um rodapé, mas no digital o hiperlink te leva direto pra nova fonte de informação".

Outro erro é o pessoal achar que qualquer coisa destacada num texto é link. O Lucas fez isso uma vez: "Professor, essas palavras aqui em negrito têm link?" E aí tive que mostrar pra ele que nem toda palavra destacada leva pra outro conteúdo.

Quando pego esses erros na hora, costumo parar tudo e trazer todo mundo pra discussão. Por exemplo, quando vi a Ana Clara com a dúvida do rodapé, pedi pro resto da turma explicar o conceito de novo. Muitas vezes alguém já entendeu melhor e consegue explicar pro colega de forma mais clara do que eu faria.

Agora falando do Matheus e da Clara... O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA, então preciso pensar em estratégias diferentes pra eles acompanharem bem as atividades. Pro Matheus, eu costumo usar atividades mais curtas e quebradas em etapas menores. Ele se distrai fácil quando a atividade é muito longa ou complexa de cara. Então faço tipo um passo a passo com ele: primeiro lêem o texto juntos, depois procuram onde estão os links, aí discutem em duplas e assim vai.

Com a Clara, que tem TEA, o visual é muito importante. Então uso muitos gráficos e mapas visuais pras coisas fazerem sentido pra ela. Teve uma vez que usei quadrinhos pra mostrar como os links se conectam dentro de um site - foi bem legal. Ela também se beneficia de uma rotina bem definida na sala de aula.

Já teve coisa que não funcionou também. Tipo aqueles jogos online cheios de estímulo visual pro Matheus não deram certo. Ele ficava mais agitado ainda. Aprendi rápido que menos é mais nesse caso.

Bom, então é isso aí pessoal! Espero ter ajudado com essas experiências de sala de aula. Cada turma é única e a gente vai se adaptando conforme vai conhecendo melhor os alunos. É um desafio constante mas também muito recompensador quando vemos eles realmente aprendendo e discutindo os conteúdos com interesse.

Até a próxima!

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