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EF67LP07Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar o uso de recursos persuasivos em textos argumentativos diversos (como a elaboração do título, escolhas lexicais, construções metafóricas, a explicitação ou a ocultação de fontes de informação) e perceber seus efeitos de sentido.

LeituraEfeitos de sentido
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF67LP07 da BNCC é sobre identificar os recursos persuasivos em textos argumentativos. Na prática, isso quer dizer que os meninos têm que saber perceber quando um texto tá querendo convencê-los de alguma coisa e como ele faz isso. É tipo entender como o título chama a atenção, por que certas palavras são usadas e o que certas metáforas querem dizer. E claro, saber se a fonte de informação tá lá ou se tá meio escondida. Eles precisam fazer essa análise crítica, sabe? Antes, lá no 5º ano, eles já começaram a brincar com textos mais simples e identificaram algumas opiniões e fatos. No 6º ano a ideia é aprofundar isso. Parece complicado, mas na verdade é meio que ensinar os meninos a não "engolir" tudo que leem sem pensar.

A gente tem feito várias atividades pra desenvolver essa habilidade aqui na escola. Vou contar um pouco das que faço com a galera do 6º ano.

Uma das primeiras atividades que gosto de fazer é trazer propagandas de revistas e jornais. Eu peço pra eles trazerem de casa mesmo, coisa simples. Os meninos adoram porque é prático e eles pegam aquilo que acham legal ou curioso. Aí na sala, a gente começa analisando os títulos dessas propagandas. Pergunto pra eles o que chama atenção e por quê. Depois passamos pras palavras escolhidas e as imagens usadas. Tem uma vez que o João trouxe uma propaganda de refrigerante que tinha uma frase assim: "A sensação do verão". Aí discutimos como essa frase não só vende o produto, mas uma experiência toda de verão, calor, alegria. Dá pra gastar umas duas aulas tranquilamente nessas discussões, depende de como a turma engaja. Eles ficam super empolgados, o problema é quererem discutir todas as propagandas de uma vez só!

Outra atividade legal é o debate em sala. Esse é um pouco mais trabalhoso de organizar, mas o resultado vale a pena. Eu divido a turma em grupos e dou temas polêmicos (sempre com cuidado pra não gerar conflitos desnecessários). Cada grupo defende uma posição e tem que usar argumentos persuasivos pra isso. A gente treina antes como usar as palavras certas, como construir um argumento convincente sem ofender o outro lado, essas coisas. Em uma aula específica sobre meio ambiente, dividi as crianças entre "a favor" e "contra" o uso indiscriminado de sacolas plásticas. Aí foi engraçado porque o Pedro tava do lado "contra", mas ele mesmo admitiu no final que antes da pesquisa ele nunca tinha pensado tanto no impacto das sacolinhas. O debate durou umas três aulas no total: uma pra preparação e duas pro debate em si.

Por fim, eu proponho a criação de um mini-jornal da turma. Cada aluno escreve um texto argumentativo sobre um tema atual (pode ser esportes, música, tecnologia) e aí trabalhamos juntos nos aspectos persuasivos desses textos: título chamativo, escolha de palavras, metáforas se couberem e fontes de informação. Eu fico sempre por perto revisando e orientando. Às vezes eles trazem dados sem fontes e aí eu provo com perguntas pra ver se acham sozinho a falta de credibilidade disso. Numa dessas atividades, a Ana escreveu sobre redes sociais e usou a expressão "redes sociais são uma selva moderna". Aí perguntamos por que ela escolheu "selva" e foi muito interessante ver ela explicar que queria mostrar como pode ser perigoso e fascinante ao mesmo tempo. Levamos umas quatro aulas pra finalizar esse projeto porque os meninos acabam se empolgando na parte da edição também.

Bom, trabalhar essa habilidade não é só sobre ler um texto e passar um exercício escrito depois. É sobre ensinar os alunos a olhar pro que leem com um olhar mais crítico, entender as intenções e os efeitos de sentido por trás das palavras. Isso ajuda muito não só nas provas da escola mas na vida mesmo, né? Saber questionar quando alguém quer te convencer de algo é uma habilidade preciosa hoje em dia. E ver a galera se interessando por essas discussões é gratificante demais!

E aí, continuando a conversa sobre a habilidade EF67LP07, uma das partes mais interessantes do meu trabalho é perceber quando os alunos realmente entenderam o conteúdo. Sem precisar de prova, só observando o dia a dia. Tipo, quando tô circulando pela sala e vejo a Maria explicando pra Luísa como uma propaganda usa imagens impactantes pra chamar a atenção, ou quando o João comenta com o Pedro que "olha, esse texto aqui tá querendo que a gente concorde com ele, só pelo jeito que tá escrito". Esses momentos são ouro. Aí eu penso: "Ah, esse aí entendeu!"

Outra coisa que eu noto é nas conversas paralelas. Às vezes, eles tão discutindo alguma coisa fora do contexto da aula e acabo ouvindo um aluno falando pra outro de um jeito tão natural sobre como percebeu que um texto tinha uma intenção específica. Aí eu sei que eles não estão só decorando pra prova, mas realmente aplicando o aprendizado no dia a dia.

Agora, os erros mais comuns... Ah, esses são bem curiosos. Um erro que vejo muito é com o Rafael, por exemplo. Ele lê um texto e pega apenas o título ou as primeiras linhas pra dizer do que se trata sem ver os detalhes mais sutis ou as entrelinhas. É como se ele ficasse só na superfície. Isso acontece porque muitos deles ainda não têm o hábito de leitura detalhada. O que faço nesses casos é tentar mostrar como cada parte do texto contribui pro argumento todo. Eu vou lá na carteira dele e tento puxar um papo sobre uma parte específica do texto, tipo assim: "Rafa, dá uma olhada nessa parte aqui, por que você acha que usaram essa palavra específica?" Isso ajuda a trazer um enfoque diferente.

Outro erro comum é quando a galera tenta analisar um texto sem considerar o contexto em que foi escrito. A Júlia é campeã disso! Ela lê algo e já dá sua opinião sem pensar em quem escreveu ou pra quem tava escrevendo. Aí, nessas horas, eu sempre trago alguma referência do mundo real pra mostrar como o contexto muda tudo. Tipo "Júlia, pensa numa música de protesto dos anos 80, entende melhor agora por que essas palavras foram usadas?"

Aí tem o Matheus, que tem TDAH. Com ele, preciso adaptar as atividades de uma forma que ele consiga se concentrar melhor. Funciona muito bem quando eu dou tarefas mais curtas e direto ao ponto pra ele. Tipo assim: em vez de ler um artigo inteiro, peço pra ele focar em uma parte bem específica do texto e analisar só aquilo. Outra coisa que ajuda é usar recursos visuais, então vez ou outra eu chego com quadros e diagramas pra ajudar na compreensão.

E a Clara, que tem TEA, precisa de um apoio diferente também. Com ela, eu uso materiais mais visuais e coloridos porque ela responde muito bem a estímulos visuais mais fortes. Já tentei algumas atividades em grupo mas vi que ela fica desconfortável às vezes, então eu dou espaço pra ela trabalhar sozinha quando vejo que é necessário. Mas também incentivo pequenas interações com colegas de quem ela gosta e se sente à vontade.

Uma coisa que não funcionou foi tentar mudar toda a estrutura da aula pensando só no Matheus ou só na Clara. Precisei aprender a fazer adaptações pontuais em vez de mudanças drásticas que acabavam não sendo boas nem pra eles nem pro resto da turma. O lance é saber equilibrar.

Bom gente, acho que é isso! Espero ter contribuído com umas ideias ou reflexões aí pro pessoal do fórum. Qualquer coisa tô por aqui pra continuar trocando experiências!

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