Voltar para Língua Portuguesa Ano
EF67LP10Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Produzir notícia impressa tendo em vista características do gênero – título ou manchete com verbo no tempo presente, linha fina (opcional), lide, progressão dada pela ordem decrescente de importância dos fatos, uso de 3ª pessoa, de palavras que indicam precisão –, e o estabelecimento adequado de coesão e produzir notícia para TV, rádio e internet, tendo em vista, além das características do gênero, os recursos de mídias disponíveis e o manejo de recursos de captação e edição de áudio e imagem.

LeituraTextualização, tendo em vista suas condições de produção, as características do gênero em questão, o estabelecimento de coesão adequação à norma-padrão e o uso adequado de ferramentas de edição
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

E aí, pessoal! Hoje vou falar um pouco sobre como eu trabalho a habilidade EF67LP10 da BNCC com os meus alunos do 6º Ano. Olha, essa habilidade é sobre ensinar os meninos a produzir notícia, seja ela impressa, pra TV, rádio ou internet. É saber lidar com o texto jornalístico e usar as ferramentas de mídia disponível. Pra quem não tá familiarizado, pode parecer um bicho de sete cabeças, mas calma aí que eu explico como eu vejo isso na prática.

Bom, na prática, os meninos têm que aprender a escrever uma notícia com tudo que ela tem direito: título com verbo no presente, um lide bem feito que já dá uma geral do que tá acontecendo e organizar a notícia de forma que o mais importante vem primeiro. A gente usa a terceira pessoa pra dar aquele tom mais objetivo e tem que escolher bem as palavras pra ser preciso e direto. A coesão também é essencial pra amarrar bem as informações e não deixar o leitor perdido. E quando a gente fala de produzir notícia pra TV ou rádio, o bicho pega porque eles têm que pensar em como usar as imagens e os sons. Nesse ponto, a turma já traz alguma bagagem do 5º ano, onde eles começaram a entender o que são os diferentes tipos de texto e como eles funcionam. Agora, eles precisam dar um passo adiante e aprender a técnica da coisa.

Primeira atividade que eu faço é a análise de notícias reais. Eu levo algumas notícias impressas de jornais locais, algo simples mesmo. Tipo, eu pego notícias do "Diário de Goiás" ou alguma outra fonte local que eles possam se identificar melhor. Divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos e dou uma cópia da notícia pra cada grupo. Eles têm uns 30 minutos pra ler e discutir as partes da notícia: título, lide, desenvolvimento e conclusão. Depois disso, cada grupo apresenta pra turma o que acharam mais importante na notícia deles. É muito legal ver como cada grupo interpreta a mesma notícia de formas diferentes. Na última vez que fiz isso, o João estava super empolgado em explicar o título da notícia dele, ele achou genial como o jornalista usou um verbo no presente pra puxar atenção.

A segunda atividade é mais prática, é hora de colocar a mão na massa e produzir a notícia deles mesmos. Essa atividade leva mais tempo, geralmente umas duas aulas de 50 minutos cada. Primeiro eu peço pra turma escolher um tema atual que eles gostariam de explorar – pode ser algo da escola mesmo ou uma coisa que está acontecendo na cidade. Eles fazem uma pesquisa simples em casa ou na biblioteca da escola sobre o tema escolhido. Depois disso, eles começam a estruturar a notícia: primeiro o título, depois o lide e por aí vai. Tem vezes que dá umas confusões engraçadas! Teve uma vez que a Maria insistiu em usar uma expressão popular no lide dela e todo mundo riu porque ficou meio fora de lugar no contexto sério da notícia.

Por último, a gente faz uma simulação de produção para TV ou rádio. Olha só, essa é sempre a queridinha da turma! Eu levo meu celular mesmo ou um gravador simples desses de jornalista amador e peço pros alunos se dividirem em duplas ou trios pra criar um script curto pro rádio ou um vídeo bem básico pro "jornal escolar". Eles têm que pensar em como vão apresentar as informações: qual imagem mostrar primeiro? Que som usar? Essa parte do áudio é muito divertida porque sempre tem aquele aluno mais tímido que resolve soltar a voz quando tá gravando! Na última vez, o Pedro surpreendeu todo mundo porque ele geralmente é quietinho, mas no rádio ele virou outro garoto! Fez até voz de locutor.

O mais interessante de ver essas atividades acontecerem é perceber como os meninos vão aos poucos se tornando mais críticos em relação ao que leem e ouvem por aí. Eles começam a perceber erros em notícias falsas ou mal feitas e trazem essas discussões pra sala, o que enriquece ainda mais o aprendizado. Dá trabalho? Dá! Mas vale muito a pena ver o progresso deles.

Bom, espero ter dado uma ideia boa de como essa habilidade pode ser trabalhada na prática. Se alguém tiver sugestão ou quiser compartilhar como faz aí na sua escola, tô por aqui! Abraços!

bate logo de cara as informações principais (quem, o quê, quando, onde e por quê) e um corpinho do texto que desenvolva tudo isso com clareza e objetividade. Aí, como eu percebo que o aluno realmente aprendeu isso tudo sem precisar de uma prova formal? Olha, a gente sabe que dar aquela circulada pela sala enquanto eles tão fazendo uma atividade é essencial. É nessa hora que eu bato o olho no trabalho dos meninos e já dou aquele flagra se eles tão pegando o jeito da coisa ou não. Uma das minhas técnicas favoritas é ouvir as conversas entre eles quando estão discutindo em grupo. Tipo assim, quando um aluno tá explicando pro outro como fazer um lide bacana, com todas as informações principais ali logo de cara, eu já sei que ele internalizou bem a estrutura da notícia.

Teve um dia desses que eu vi o João explicando pra Mariana como organizar o parágrafo inicial e ele dizia assim: "Ô Mariana, você precisa colocar quem fez o quê logo no começo, igual a gente vê nos jornais". Quando escuto uma dessas, aí sim eu fico com aquela sensação boa de missão cumprida, sabe? Outro exemplo foi quando eu tava corrigindo uns rascunhos e vi que a Ana usou uma citação direta de uma entrevista que ela inventou pra matéria – isso mostra que ela entende a importância de dar credibilidade pras informações.

Agora, falando dos erros mais comuns, a galera costuma escorregar bastante na hora de criar um título. O Pedro, por exemplo, escreveu: "Meninos jogam bola na escola", mas esqueceu de usar o verbo no presente, e eu tive que lembrar ele: "Pedro, olha só, o título tem que ser direto e no presente, tipo 'Meninos jogam bola durante recreio'". Outro erro frequente é misturar a opinião deles na notícia. Eu tava circulando um dia e peguei a Júlia escrevendo "Eu acho que o novo parque vai ser incrível para as crianças", aí precisei explicar que numa notícia a opinião pessoal precisa ficar de fora, a gente só relata os fatos.

Quando eu pego esses erros na hora, eu já dou aquele toque pra evitar que eles virem hábito. Eu paro do lado do aluno, faço uma perguntinha aqui e ali pra ajudar ele a pensar sobre o que pode mudar no texto. E se vejo que é um erro comum entre vários deles, junto todo mundo e faço uma revisão geral na lousa pra esclarecer as dúvidas.

Agora sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA – lidar com eles me ensinou muito sobre inclusão. Pro Matheus, é essencial quebrar as atividades em partes menores. Se eu dou uma tarefa grande de uma vez só, ele logo se distrai. Então faço assim: primeiro trabalhamos só no título juntos, depois vamos pro lide e assim por diante. Além disso, sempre deixo ele usar fones de ouvido com música instrumental quando tá muito barulho na sala – isso ajuda ele a focar.

Pra Clara, eu comecei usando roteiros visuais pra explicar cada etapa da produção da notícia. Ela se dá melhor com imagens do que com instruções faladas. Então eu fiz um cartaz com figuras representando cada parte da notícia: um jornalzinho pro título, um microfone pro lide... E sempre sento perto dela pra garantir que ela tá acompanhando no ritmo certo e dando aquele apoio moral.

Uma vez tentei usar jogos digitais pras atividades deles achando que ia ser sucesso total. Pro Matheus até funcionou bem – ele se engajou super num joguinho de construir frases –, mas pra Clara não foi tão eficaz porque ela ficou sobrecarregada com as cores e sons do jogo. Então aprendi que simplicidade é chave quando crio material pra ela.

Bom, pessoal, acho que já falei demais por hoje! Espero que essas ideias possam inspirar vocês aí nas salas de aula também. Se tiverem outras dicas ou experiências pra compartilhar sobre esse tema, vou adorar ler nos comentários! Até mais!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF67LP10 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.